Cidades

INTERIOR

Polícia identifica homem carbonizado em acidente na rodovia MS-276

Caso foi registrado na manhã deste sábado (21), entre Batayporã e Anaurilândia

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Após se envolver em uma acidente na rodovia MS-276, no interior de Mato Grosso do Sul, o homem que conduzia um Gol e colidiu com um caminhão e morreu carbonizado na manhã deste sábado (21) foi identificado como José Carlos Lada. 

Conforme abordado anteriormente pelo Correio do Estado, esse acidente, que terminou com a vítima fatal carbonizada, aconteceu entre os municípios de Anaurilândia e Batayporã, próximo à fazenda Santa Ilídia, segundo apuração do Portal Nova News. 

Como bem apurado pela mídia local, José Carlos Lada morreu aos 43 anos, após envolver seu carro em um acidente, colidindo contra uma carreta que vinha em sentido contrário. Abaixo você confere imagens captadas no local do acidente:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Esse acidente envolveu um terceiro carro, uma Fiat Strada, que seguia no mesmo sentido do Gol, e teria caído em uma ribanceira após tentar tirar o veículo da pista ao perceber o acidente. Com isso, a picape ficou danificada, mas o motorista saiu ileso e sem grandes ferimentos.

Por tempo indeterminado, a MS-276 naquele trecho foi interditada em ambos os sentidos. No local estiveram equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar Rodoviária, Polícia Civil e Polícia Científica.

Acidentes recentes

Na última quarta-feira (18), um acidente, que envolveu uma caminhonete S10 e um caminhão, tirou a vida de três pessoas da mesma família, no km 719 da BR-163, próximo à cidade de Sonora, município distante 362 km de Campo Grande.

A mãe, identificada como Luzimar Costa da Silva, de 40 anos, e os filhos, Maria Eduarda Ruppenthal, de 19 anos, e Miguel Ruppenthal Gomes, de 10 anos, não resistiram e faleceram no local.

A família seguia em uma caminhonete com placa de Tangará da Serra (MT) quando o pneu de um caminhão, que transitava no sentido Coxim/Sonora, estourou. O condutor perdeu o controle da direção, invadiu a pista o que culminou na colisão frontal.

No dia seguinte, na quinta-feira (19), Meire Lourdes da Rocha, de 65 anos, e Rodrigo Domingos da Rocha, de 35, morreram vítimas da colisão de dois veículos, uma Renault Oroch e um Volkswagen Saveiro, próximo a Bandeirantes, novamente na BR-163. Duas pessoas sofreram ferimentos, mas sobreviveram e foram levadas para atendimento médico.

Horas depois, ainda na quinta-feira, uma motociclista identificada como Geicilene Alves de Menezes Maciel, de 29 anos, morreu após ser atingida gravemente por uma caminhonete Ranger na cor prata. O acidente aconteceu, mais uma vez, na BR-163, entre Dourados e Caarapó.


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TEMPO

Campo Grande teve o fevereiro mais chuvoso em 24 anos

Dados do Inmet mostraram que, desde 2002, quando começaram os registros pluviométricos na Capital, nunca choveu tanto na cidade como neste ano

03/03/2026 08h00

Ruas alagadas e muita enxurrada foram o resultado das fortes chuvas

Ruas alagadas e muita enxurrada foram o resultado das fortes chuvas Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O mês de fevereiro deste ano terminou com um acumulado de 265 milímetros de chuva. Este volume é recorde para o período de toda a série histórica disponibilizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que começou em 2002.

De acordo com dados do Inmet levantados pelo Correio do Estado, o valor superou até o registrado em 2010, quando o acumulado do segundo mês do ano chegou a 256,6 mm, a segunda maior marca desde que se tem registro dos dados pelo Inmet.

Matéria do Correio do Estado mostrou que, segundo a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), Valesca Fernandes, o maior acúmulo de chuvas deste ano em relação aos anos anteriores se dá porque este ano houve a formação de “zonas de convergências de umidade, que contribui com toda chuva”.

Ruas alagadas e muita enxurrada foram o resultado das fortes chuvas

PRÓXIMOS MESES

Após o recorde de chuvas, o Cemtec-MS prevê que os próximos três meses tenha um padrão de irregularidade das chuvas em Mato Grosso do Sul. “A tendência predominante para o trimestre é de que os acumulados totais fiquem abaixo da média histórica na maior parte do território estadual”, diz nota do centro.

Segundo o Cemtec-MS, sob condições normais, a precipitação para o trimestre varia entre 200 mm a 400 mm na maior parte do Estado, elevando-se para 400 mm a 500 mm nas regiões sul, sudeste e sudoeste, conforme a climatologia de referência (1981-2010), que representa o volume de chuva esperado para o período com base na média histórica de 30 anos.

Já em relação à temperatura, o Cemtec-MS traz que, “de acordo com o modelo da Copernicus, a tendência climática para o trimestre indica temperaturas do ar próxima ou ligeiramente acima da média histórica. Dessa forma, a previsão aponta para um trimestre com condições mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul”.

Levando em consideração os dados históricos de 30 anos, as temperaturas médias no Estado costuma variar entre 22ºC e 26°C. Já na região extremo sul, as temperaturas variam entre 20ºC e 22°C no trimestre.

“A análise do conjunto de modelos climáticos indica um cenário de atenção para Mato Grosso do Sul, caracterizado pela irregularidade na distribuição das chuvas e pela expectativa de volumes abaixo da média histórica. Esse deficit hídrico, somado a temperaturas ligeiramente acima do normal, favorece a ocorrência de períodos mais quentes – especialmente em dias de baixa nebulosidade”, alerta o Cemtec-MS.

FENÔMENOS CLIMÁTICOS

Atualmente o clima está sob influência do fenômeno La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e que na Região Centro-Oeste costuma favorecer chuvas mais regulares e volumosas.

No entanto, esse fenômeno deve deixar de atuar em abril, o que pode novamente favorecer o retorno das secas.

Conforme a meteorologista do Cemtec-MS, há previsão de que a partir do segundo semestre deste ano haja o retorno do El Niño, fenômeno responsável pelo aumento considerável das temperaturas em Mato Grosso do Sul.

“Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto e setembro”, afirmou Valesca no mês passado.

Em relatório do Cemtec-MS, a meteorologista já alerta que, com a vinda desse fenômeno, pode ser intensificado a ocorrência de ondas de calor no segundo semestre deste ano.

“Ressalta-se, contudo, que já existem indícios de uma intensificação gradual para o El Niño a partir do segundo semestre de 2026, o que poderá favorecer novos episódios de ondas de calor no Estado”, alerta o Cemtec-MS.

*Saiba

A 12 dias do fim do mês, fevereiro deste ano já tinha um acumulado superior aos últimos três anos em Campo Grande, como mostrou o Correio do Estado. Até o dia 16 de fevereiro o acumulado era de 172,6 milímetros. 

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INDENIZAÇÃO

Vizinha ganha causa após denunciar homem que instalou câmeras apontadas para seu quintal

A decisão da juíza destacou que a captação de imagens do interior ou da área da casa vizinha configura violação ao direito à intimidade

02/03/2026 19h30

A sentença determinou a mudança no ângulo das câmeras

A sentença determinou a mudança no ângulo das câmeras Divulgação

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A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a decisão que condenou um morador de Paranaíba a mudar a posição de câmeras de segurança instaladas em sua casa e a pagar R$ 3 mil por danos morais à vizinha. O colegiado negou, por unanimidade, o recurso apresentado pelo proprietário dos equipamentos.

A vizinha entrou com ação na 1ª Vara Cível da citada comarca alegando que as câmeras estavam direcionadas para o quintal e para áreas internas de sua residência, o que violaria sua privacidade. Ela pediu que os aparelhos fossem reposicionados e solicitou indenização por danos morais. A sentença determinou a mudança no ângulo das câmeras e fixou a indenização em R$ 3 mil.

Ao tentar o recurso para recorrer da decisão, o morador argumentou que as fotos apresentadas eram unilaterais e que as testemunhas não teriam confirmado de forma clara que as câmeras atingiam o imóvel vizinho. Também afirmou que instalou o sistema apenas para proteger os filhos menores, já que trabalha como caminhoneiro e passa vários dias fora de casa. Por isso, pediu a retirada da obrigação de alterar os equipamentos e o cancelamento da indenização.

Entendimento da juíza

Ao analisar o caso, a juíza responsável, Cíntia Xavier Letteriello, entendeu que as fotografias juntadas ao processo mostram de forma clara que as câmeras estavam voltadas para o imóvel vizinho. Depoimentos de pessoas que frequentam a casa da autora confirmaram que os aparelhos apontavam para o quintal e causavam sensação de vigilância constante.

Já a testemunha apresentada pelo morador disse não saber informar se as câmeras alcançavam a casa ao lado.

Para o colegiado, caberia ao proprietário das câmeras apresentar prova técnica para demonstrar que o sistema não invadia a área da vizinha, o que não foi feito.

Os desembargadores consideraram que, mesmo que o objetivo fosse proteger a própria residência, o equipamento não poderia ultrapassar os limites do imóvel e atingir espaços privados de terceiros.

A decisão destacou que a captação de imagens do interior ou do quintal da casa vizinha configura violação ao direito à intimidade, garantido pela Constituição Federal. Segundo o entendimento firmado, a simples possibilidade de monitoramento do ambiente doméstico já é suficiente para caracterizar o dano moral.

Com isso, a Câmara manteve integralmente a sentença de primeira instância. Além de continuar obrigado a ajustar as câmeras, o morador deverá pagar a indenização fixada.

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