O deputado estadual Coronel David (PL) afirmou que o Estado deve agir com rigor contra criminosos que atacam agentes das forças de segurança. A declaração foi feita após a morte de um homem apontado como suspeito de participação no assassinato do policial militar Marcelo Pimenta, durante uma ocorrência registrada no sábado (4), em Corumbá.
Segundo o parlamentar, Mato Grosso do Sul não permitirá que organizações criminosas desafiem as instituições de segurança. "Quem escolhe enfrentar as forças de segurança e atirar para matar um policial encontrará uma resposta firme, dentro da lei", declarou, completando que "quem atira para matar acaba levando tiro para morrer".
Coronel David destacou que dois dos suspeitos de envolvimento na morte do policial já morreram e que um terceiro continua foragido. Conforme o deputado, há confiança de que o investigado será localizado e preso pelas forças de segurança.
As declarações ocorrem em meio à preocupação de moradores de Corumbá com a escalada da violência na região. O parlamentar afirmou que, apesar da gravidade dos episódios, a resposta das polícias foi rápida e integrada, restabelecendo a ordem e mantendo as operações para responsabilizar todos os envolvidos.
"Entendo a preocupação da população de Corumbá, mas quero levar uma palavra de tranquilidade. O que aconteceu foi um fato grave e lamentável, porém a resposta das polícias foi rápida, integrada e eficiente", afirmou. Ele também reiterou apoio à Polícia Militar, à Polícia Civil e às demais forças de segurança que atuam no Estado.
Entenda o caso
O policial militar Marcelo Pimenta morreu na última terça-feira (30) após ser atingido por um disparo de fuzil durante uma tentativa de abordagem a três suspeitos em Ladário. Os investigados haviam efetuado disparos contra uma residência, em uma ação que teria como alvo um integrante da facção criminosa Comando Vermelho, conhecido pelo apelido de "Coelho".
Horas depois do crime, um dos suspeitos, identificado como Ewerton, morreu durante uma ação policial. Outro investigado, Rubens Zílio Neto, foi preso e teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia.
No sábado (4), enquanto Rubens era transferido para Campo Grande por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), houve um novo episódio de violência. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, as viaturas pararam em um posto de combustíveis às margens da BR-262 para a troca de um pneu quando policiais relataram disparos de fuzil vindos de uma área de mata. Durante a ocorrência, o preso foi atingido por um disparo e morreu no local.
A Polícia Militar informou ainda que um terceiro suspeito permanece foragido e pode ter fugido para a Bolívia. Uma mulher também foi presa, suspeita de manter sob sua guarda o armamento utilizado pelos envolvidos na ação criminosa.
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