A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), prendeu um militar, de 43 anos, que aplicava golpes do 'falso Pix', em Campo Grande. Ao menos três óticas foram vítimas do estelionatário, que cometeu o mesmo crime por três vezes em cada estabelecimento.
O homem entrava nas lojas usando o uniforme da Aeronáutica, o que passava credibilidade, e com isso cometia o chamado “golpe do falso pix”, mostrando comprovantes fraudados e causando prejuízos de mais de R$ 3.560,00.
O primeiro alvo da ação criminosa, foi uma ótica localizada na Avenida Afonso Pena, onde o homem adquiriu três óculos importados avaliados em R$ 3.560,00, mediante a apresentação de comprovante falso de PIX.
No mesmo dia, por volta das 10h, o suspeito se dirigiu a outra ótica na Rua José Antônio, onde tentou adquirir cinco óculos avaliados em R$ 4.300,00, mediante a apresentação de comprovante falso de PIX. O proprietário do estabelecimento estava presente e percebeu que o valor não havia sido creditado na conta da empresa. Com isso a tentativa de roubo foi frustrada.
Sem desistir do roubo, o suspeito foi até uma terceira ótica, dentro de um shopping na Capital. Dessa vez, conseguiu adquirir quatro óculos avaliados em R$ 1.796,40, usando a mesma tática do comprovante falso de PIX à vendedora.
Ontem (5), os policiais civis conseguiram localizar e prender o suspeito de 43 anos de idade em flagrante. Foi constatado que ele é um militar reformado e utilizava indevidamente uniforme da Aeronáutica para transparecer honestidade e aplicar as fraudes.
Todos os óculos roubados foram recuperados. Durante o interrogatório, o autor confessou a prática dos crimes e justificou que está passando por dificuldade financeira.
O militar reformado foi encaminhado ao Comando da Base Aérea, onde ficará custodiado até a Audiência e responderá pelo crime de estelionato.
Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Força Aérea Brasileira (Fab), para acompanhar quais serão os próximos procedimentos e qual a pena prevista para o crime. Mas, até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.
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