Polícia

Morte no trânsito

Família cobra identificação de motorista de Porsche que matou entregador de Ifood em Campo Grande

Burocracia emperra início das investigações, família cobra agilidade e teme que 'caso seja esquecido com o tempo'

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Familiares de Hudson Oliveira Ferreira, entregador do Ifood, clamam por justiça e pela identificação e prisão do motorista de um Porsche Cayenne que o atropelou e fugiu, causando sua morte em um acidente, na noite de 22 de março, na Rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande.

A mãe da vítima, Raimunda de Oliveira, de 66 anos afirma que está frustrada com a falta de progresso nas investigações.

"Infelizmente, não temos recebido nenhuma resposta. Ninguém entrou em contato para nos informar nada. Hoje já fazem 10 dias desde o ocorrido e até o momento, não conseguiram identificar o responsável por isso. Pedimos por justiça para que quem fez isso com meu filho não prejudique outra pessoa, não destrua outra família como a nossa.".

Kelly Ferreira, esposa de Hudson, expressa sua angústia. "Nós descobrimos que o caso chegou à 3ª Delegacia de Polícia no dia 26. Mas até agora, não temos notícias. Estamos esperando e esperando. A justiça é lenta, mas quando querem, são rápidos. Só queremos que ele pague pelo que fez, tirar a vida de um trabalhador, um pai de família", desabafa.

A advogada da família, Janice Andrade, teme que as provas se percam com o tempo. "Minha preocupação é que nem distribuíram o procedimento investigatório. Não fizeram nada para identificar o condutor, e as provas podem se perder", pondera.

Ainda conforme a esposa, a suspeita é de que o motorista do Porsche, que fugiu do local, possa ser um morador do condomínio que possui a filmagem do acidente. "As filmagens das câmeras têm um prazo para serem apagadas. Se forem de algum morador daqueles condomínios, provavelmente já foram deletadas. Estamos de mãos atadas, aguardando a ação da justiça", lamenta.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmou ao Correio do Estado que o caso está em investigação. Em relação à demora, orientou a família a formalizar uma reclamação na ouvidoria ou na corregedoria.

Tragédia

O acidente que chocou a região central de Campo Grande aconteceu na noite do dia 22 de março. Hudson Oliveira Ferreira, motoentregador, foi atropelado por um veículo branco na Rua Antônio Maria Coelho, e o condutor fugiu do local sem prestar socorro.

De acordo com o boletim de ocorrência, Hudson foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros em estado gravíssimo e levado à Santa Casa, com fratura exposta na tíbia e fíbula, além de sangramento ativo com artéria tibial posterior exposta. Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos e veio a falecer no dia 24 de março, conforme confirmado por sua esposa.

Nas imagens obtidas pela equipe do Batalhão de Trânsito, é possível ver o momento em que Hudson sai de um prédio após uma entrega e é atingido por um carro branco que trafegava na mesma direção. O motorista não prestou socorro e fugiu do local do acidente.

O caso, inicialmente registrado como "praticar lesão corporal na direção de veículo automotor", foi alterado para "praticar homicídio na direção de veículo automotor".

O enterro de Hudson ocorreu no dia 25 de março, no Cemitério Memorial Park, no Bairro Universitário, com a presença de familiares, amigos e colegas motoentregadores.

Imagens das câmeras de segurança do local captaram o momento do acidente. Veja no vídeo abaixo:

 

 


 

Caso semelhante 

Na madrugada deste último domingo (31), um trágico acidente ocorreu na Zona Leste de São Paulo, quando o motorista de um Porsche colidiu na traseira de um Renault Sandero, resultando na morte do condutor deste último veículo. Após o incidente, o motorista do Porsche fugiu do local e está sendo procurado pela polícia.

O acidente ocorreu por volta das 2h20 na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. De acordo com relatos de duas testemunhas, um homem e uma mulher que estavam em outro veículo, o Porsche realizou uma ultrapassagem em alta velocidade, perdendo o controle e atingindo a traseira do Sandero. 

O motorista identificado como Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, é um ex-estudante de engenharia civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. A instituição informou que ele não está mais matriculado no curso desde 2021.

Fernando dirigia um Porsche azul 911 Carrera GTS, ano 2023, registrado em seu nome, cujo valor é estimado em mais de R$ 1 milhão.

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Mata do Jacinto

Homem que apontou arma para policiais é o 136° morto em confronto em 2026

Ele tem várias passagens pela polícia por vias de fato, violência doméstica, porte de drogas, entre outros

17/09/2026 08h25

Arma utilizada pelo criminoso

Arma utilizada pelo criminoso DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Dionatan Ribeiro de Souza, de 28 anos, apelidado de “Coringa”, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (16), na rua Cristóvão Lechuga Luengo, Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Ele tem passagens pela polícia por vias de fato, lesões corporais recíprocas, resistência/desobediência, porte de droga, tráfico de droga, violência doméstica, dano, medida protetiva, ameaça e homicídio qualificado tentado.

Conforme apurado pela reportagem, O Batalhão de Choque recebeu uma denúncia anônima de que dois indivíduos estavam perto do Parque do Sóter, sendo que um estava armado para dar suporte a um roubo.

Com isso, os militares foram até o local e visualizaram ambos com características compatíveis com as repassadas.

Eles deram voz de abordagem aos dois rapazes, sendo que um obedeceu, mas o outro sacou uma arma e apontou em direção aos policiais.

Os miliares reagiram, balearam e desarmaram o indivíduo. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos judiciais, legais e periciais.

De acordo com o Choque, foram apreendidos um revólver calibre 32 e 5 munições. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 3.500,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) como:

  • Desobediência
  • Resistência
  • Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
  • Homicídio simples na forma tentada contra agente de segurança pública
  • Homicídio decorrente de oposição a intervenção de agente legal do estado

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 136 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 136 mortes,

  • 12 ocorreram em janeiro
  • 5 em fevereiro
  • 8 em março
  • 14 em abril
  • 17 em maio
  • 17 em junho
  • 26 em julho
  • 31 em agosto
  • 6 em setembro
  • 128 são homens
  • 4 são mulheres
  • 4 não tiveram o sexo divulgado
  • 59 são adultos
  • 62 são jovens
  • 5 são idosos
  • 10 são adolescentes

Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

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