Polícia

FURTO EM ESTACIONAMENTOS

Ladrão que furtava veículos com 'chapolin' é um dos mortos pelo Choque

Autor furtou uma caminhonete Hilux no estacionamento do Shopping Campo Grande e pertences em um JeepCompass no estacionamento de um supermercado

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S.S.C, de 30 anos, um dos mortos em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque) na noite desta quarta-feira (28), é integrante de uma quadrilha que usa o equipamento ‘chapolin’ para furtar veículos em estacionamentos.

O bloqueador de alarme 'chapolin' é um dispositivo ilegal que emite ondas eletromagnéticas para interferir no sistema de travamento das portas de veículos, funcionando como um bloqueador de alarme.

Ele funciona de forma semelhante a um controle remoto, mas com intenção maliciosa, permitindo o não trancamento de veículos e acesso não autorizado a carros.

O criminoso que morreu no confronto é um dos autores do furto de uma caminhonete Hilux, em 30 de dezembro de 2025, no estacionamento do Shopping Campo Grande. O veículo foi recuperado pela polícia um dia depois, em 31 de dezembro, na saída para Terenos.

Também é autor do furto de Macbook/Ipad em um JeepCompass, em 19 de janeiro de 2026, no estacionamento do supermercado Comper do Jardim dos Estados.

“Ontem fui vítima de furto no estacionamento do Comper Jardim dos Estados. Levaram meu material de trabalho, prejuízo de mais de R$ 20 mil, iPad e MacBook novos. Entrei apenas para comprar pão, questão de cinco minutos. Conversando e ouvindo outros relatos, isso tem se tornado uma prática recorrente no local. Ao que parece usam bloqueadores de sinal de alarme”, afirmou a jornalista Catarine Sturza, vítima de furto.

"Ele utilizava aquele modus operandi de não deixar travar a caminhonete, um bloqueador de sinal para não travar. Ele pegou e entrou na caminhonete juntamente com o bando que atuava com ele ali. A caminhonete foi recuperada pela PRF lá em Terenos", explicou o Comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos.

S.S.C é evadido do sistema prisional e tem várias passagens pela polícia pelos crimes de furto qualificado, roubo majorado com concurso de pessoas, associação criminosa e posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Ele e seu comparsa, G.G.L. de 27 anos, morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (28), no cruzamento das ruas Nelson Abraão Lemos e Amilcar Airton, Jardim Cerejeiras, em Campo Grande.

‘CHAPOLIN’

O bloqueador de alarme 'chapolin' é um dispositivo ilegal que emite ondas eletromagnéticas para interferir no sistema de travamento das portas de veículos, funcionando como um bloqueador de alarme.

Ele funciona de forma semelhante a um controle remoto, mas com intenção maliciosa, permitindo o não trancamento de veículos e acesso não autorizado a carros.

Equipamento 'chapolin' é parecido com um controle. Foto: Divulgação

Os bandidos usam um pequeno aparelho, muitas vezes parecido com um controle remoto comum, que funciona como um bloqueador ou "embaralhador" de sinais, que bloqueia o travamento automático de veículos sem deixar sinais de arrombamento.

Quando o motorista aciona o controle remoto do carro para trancar o veículo, o dispositivo "Chapolin" emite um sinal eletromagnético na mesma frequência, interferindo na comunicação e impedindo que as portas se travem.

Em casos assim, o motorista se afasta acreditando que o carro está trancado, mas o veículo permanece destrancado, permitindo que os criminosos entrem e furtem objetos de valor ou o próprio carro sem deixar sinais de arrombamento.

Para evitar esse tipo de golpe, é essencial sempre verificar fisicamente se o carro foi trancado após apertar o botão do controle, como o de portões de garagem, que tem uma pequena antena.

CHAPADÃO DO SUL (MS)

Polícia apreende medicamento abortivo que seria entregue pelos Correios

Cytotec é usado para prevenir úlceras gástricas causadas por anti-inflamatórios não esteroides, mas também serve como remédio abortivo

22/01/2026 09h45

CYTOTEC (MISOPROSTOL)

CYTOTEC (MISOPROSTOL) DIVULGAÇÃO/PCMS

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Policiais civis apreenderam o medicamento abortivo Misoprostol, popularmente conhecido como Cytotec, nesta quarta-feira (21), em Chapadão do Sul, município localizado a 331 quilômetros de Campo Grande.

O remédio estava sendo enviado pelo Correios.

Conforme apurado pela reportagem, os policiais receberam uma denúncia sobre o envio regular do produto.

A partir disso, o Setor de Investigações Gerais (SIG) monitorou a remessa, do despacho até a entrega.

Quando o produto chegou no endereço, os policiais abordaram o destinatário, apreenderam o remédio e impediram que o produto fosse ingerido. A pessoa envolvida foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.

A Delegacia de Polícia Civil de Chapadão do Sul descartou qualquer procedimento abortivo, tratando-se de conduta em fase preparatória, o que afastou, naquele momento, a caracterização de flagrante delito.

Autoridades competentes irão investigar a origem do medicamento e de onde veio.

CYTOTEC (MISOPROSTOL)

Cytotec é o nome comercial do Misoprostol, medicamento usado para prevenir úlceras gástricas causadas por anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Deve ser consumido por pacientes com problemas estomacais.

Também possui uso em obstetrícia para induzir parto ou provocar aborto. Com isso, seu comércio é ilegal e está proibido no Brasil.

Apesar de sua eficácia, seu uso indevido representa riscos à saúde, especialmente quando não supervisionado por profissionais de saúde. A automedicação com o Misoprostol é considerada crime no Brasil, pois se caracteriza como aborto ilegal.

O medicamento é utilizado em casos de aborto legal, que pode ocorrer em seguintes situações:

  • Gestação decorrer de violência sexual
  • Gravidez representa risco à vida da mulher
  • Quando há anencefalia (ausência parcial ou total do encéfalo e/ou má-formação craniana)

Os efeitos colaterais são:

  • Diarreia
  • Dor de cabeça
  • Dor de estômago
  • Gases
  • Vômito
  • Constipação
  • Indigestão

O medicamento é contraindicado à pessoas com problemas cardíacos, doença inflamatória intestinal e em casos de desidratação.

Operação Chargeback

Polícia Civil cumpre 15 mandados e prende 5 contra fraude bancária

Quadrilha, residente em Campo Grande (MS), causou prejuízo financeiro de R$ 4.000.000,00 à instituições financeiras

20/01/2026 11h35

Máquinas de cartão e cartões de crédito apreendidos durante a Operação Chargeback

Máquinas de cartão e cartões de crédito apreendidos durante a Operação Chargeback DIVULGAÇÃO/PCMS

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Policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS) cumpriram 15 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, nesta terça-feira (20), durante a “Operação Chargeback”, nos bairros Aero Rancho, Nova Campo Grande, Jardim Paradiso, Jardim Aeroporto, em Campo Grade.

A ação visa combater os crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Ao todo, a quadrilha causou prejuízo financeiro de R$ 4.000.000,00 à instituições financeiras – bancos online, em três anos. Vale ressaltar que o prejuízo ficou para o banco, não para o proprietário do cartão do crédito. A instituição financeira estornou o dinheiro aos clientes.

Máquinas de cartão e cartões de crédito apreendidos durante a Operação ChargebackDelegado do GARRAS, Pedro Henrique Pillar Cunha. Foto: Marcelo Victor

J.P.L. (30), J.P.F.B. (32), B.M.C.B. (21), N.M.M. (32) e M.F.C.S. (28) foram detidos, em prisão cautelar, onde estão à disposição das autoridades. Alguns deles não tem passagens pela polícia, mas outros possuem passagens por roubo, tráfico de drogas, porte legal de arma de fogo e agiotagem.

Conforme apurado pela reportagem, desde 2023, grupo de criminosos fraudavam máquinas de cartão e cartões de crédito de terceiros, simulando vendas e antecipando valores.

De acordo com a Polícia Civil, a fraude consistia na realização de vendas simuladas pelo suspeito, cujo pagamento era realizado por cartões de crédito de terceiros, obtidos ilicitamente.

Assim, os suspeitos utilizavam a opção de “antecipação de valores” junto à instituição financeira, sendo que, posteriormente, o proprietário do cartão de crédito utilizado para a suposta venda realizava a contestação do pagamento, realizado de forma fraudulenta.

Após investigações, R$ 2.000.000,00 foram bloqueados judicialmente das contas bancárias dos integrantes do grupo criminoso.

Durante as diligências, foram apreendidos:

  • 1 arma de fogo (pistola Glock) com adulteração de numeração
  • 1 carregador de pistola comum
  • 1 carregador de pistola prolongado
  • Aproximadamente 100 munições de arma de fogo calibre 9mm
  • 8 máquinas de cartão de crédito
  • Aproximadamente 40 cartões de créditos em nome de indivíduos diversos
  • Um veículo importado (Volvo)
  • Aparelhos celulares
  • Computadores
  • Entre outros objetos

O delegado do GARRAS, Pedro Henrique Pillar Cunha, afirmou que o proprietário do cartão de crédito não saiu prejudicado e conseguiu ressarcimento do dinheiro.

"O proprietário dos dados do cartão de crédito, ele contesta, alega que não realizou aquela compra, e como não tem nenhuma comprovação de que houve essa compra, que ela de fato não existiu, era uma fraude, ele consegue ter êxito na contestação e consegue abater aquele valor do cartão dele. Só que aí esse prejuízo é repassado para a instituição financeira, que foi a plataforma da venda, Só que essa plataforma da venda já realizou adiantamento para o vendedor, que é integrante do grupo criminoso. Então o prejuízo não fica com o proprietário do cartão, os dados dele que são utilizados", afirmou o delegado, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (20).

“A bandeira do cartão dele comunicava à instituição financeira vítima, que quando iria cobrar ao suposto vendedor, ele já tinha retirado o dinheiro de conta, pulverizado esse valor em vários outros laranjas, vamos dizer assim, auferindo um lucro com prejuízo da empresa. A empresa cobrava desses indivíduos, a instituição financeira cobrava desses indivíduos comprovantes de venda e tudo mais, e eles simplesmente desapareciam”, detalhou o delegado, a respeito da dinâmica do crime.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE) e contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

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