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Laudos indicam quadro crônico de saúde de réu que morreu na prisão em Campo Grande

O advogado do ex-policial, José Roberto de Souza, entrou com seis pedidos de internação hospitalar ao custodiado, que apresentava quadro de hipertensão, diabete e acabou não resistindo em decorrência de uma pneumonia

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A defesa do policial militar reformado, José Roberto de Souza, protocolou seis pedidos de internação médica em caráter de urgência devido a doenças crônicas que acometiam o custodiado, todos negados pela Justiça. O policial reformado acabou morrendo por complicações em decorrência da Influenza do tipo A.

Com problema renal crônico e diabético, a situação de saúde de José Roberto foi deteriorando e mesmo com diversos requerimentos feitos a Justiça por parte da defesa para receber atendimento médico adequado, todos foram negados. 

O policial reformado estava preso desde o dia 16 de fevereiro de 2023, três dias após o crime que resultou na morte do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, no Procon/MS.

Às 11h, do dia 19 de abril, a defesa foi informada da morte de José Roberto de Souza. Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o último pedido para tratamento médico havia sido feito pouco antes da morte de José, às 8h.

Em um dos pedidos, datado em 2 de maio de 2023, solicitava providências relacionado a internação de José Roberto de Souza em um hospital psiquiátrico, segundo os autos ele apresentava problemas psicológicos, não estava se alimentando adequadamente, o que estava debilitando sua condição física. O pedido foi negado pela Justiça.

Posteriormente, no dia 14 de dezembro de 2023, o réu teve que ser internado em decorrência de um quadro de desorientação. Exames realizados em data anterior (07/12/2023 e 09/12/2023), indicavam a possibilidade dele sofrer um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI).

"Para que se possa saber exatamente do que aqui se está a tratar e, outro caminho não há, senão gritar por socorro, para que se conceda a internação hospitalar prescrita ou mesmo a prisão domiciliar por questão de saúde, nos termos do artigo 318, inciso II, do Código de Processo Penal".

A defesa pediu internação hospitalar ou prisão domiciliar para que o policial reformado pudesse recuperar a saúde, chegando a frisar que da forma como se encontrava poderia ocorrer qualquer situação que colocasse a vida dele em risco. 

"No local onde está custodiado, em caso de indeferimento, seguramente em breve haverá noticia triste a entregar a seus entes". 

Um novo pedido de internação ou prisão domiciliar ocorreu no dia 18 de dezembro, três dias após o policial militar reformado, José Roberto de Souza, ter sido internado neste o advogado elenca as comorbidades e o quadro clínico que poderiam levar o preso a morte que são: ateromatose intracraniana e leucoaraiose que indicam riscos de acidente vascular celebral isquemico (AVCI); dispneia (falta de ar) e edema generalizado; déficit no controle de impulsos, labilidade emocional.

Diante das solicitações, o réu terminou sendo transferido do presídio militar que, de acordo com a defesa, não teria suporte para atendê-lo adequadamente (devido à falta de escolta e médicos) para outra unidade penal "comum"

 

"Ao invés de determinar que ele fosse tratado, o Tribunal de Justiça tirou a condição dele de policial militar e o direito de estar no presídio militar, e o mandou para um presídio comum. Aí ele ficou no Centro de Triagem, com o atendimento dos médicos", explicou o advogado. 

 

O Crime


No dia 13 de fevereiro deste ano, o empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, foi morto a tiros pelo policial militar reformado, José Roberto de Souza, durante audiência de conciliação realizada no Procon.

A vítima era proprietária da empresa Aliança Só Hilux, especializada em peças de Hilux e SW4, que havia realizado a troca do motor de uma SW4 para José Roberto.

Durante a primeira audiência de conciliação, realizada na sexta-feira anterior, dia 10 de fevereiro, José Roberto pediu que Caetano entregasse as notas fiscais referentes aos serviços prestados pela empresa para a troca do motor de seu veículo blindado, trabalho avaliado em quase R$ 30 mil.

Aproveitando as tratativas, Caetano cobrou do cliente R$ 630 reais devidos, referentes a uma troca de óleo realizada no ano anterior. Na segunda audiência, então, Caetano levaria as notas fiscais e José Roberto o dinheiro que devia.

No entanto, após uma desavença logo no início da audiência de conciliação, José Roberto efetuou três disparos contra Caetano, dois na cabeça e um na nuca. A vítima morreu no local.

Três dias após o crime, José Roberto de Souza se apresentou à polícia.

A primeira audiência que investiga o caso foi realizada no dia 3 de julho do ano passado, e ouviu testemunhas de acusação e defesa. Oito pessoas prestaram depoimento, sendo duas delas funcionárias do Procon, uma advogada que presenciou o crime, um funcionário da vítima, o investigador da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, responsável pelo caso, o filho da vítima e dois conhecidos de longa data do acusado.

Valéria Christina, a conciliadora que trabalhava com o caso, não compareceu para prestar depoimento. Segundo informado durante a audiência, a servidora foi transferida para outro órgão após o ocorrido, e segue afastada desde então por questões de saúde.

 

** Colaborou Alanis Netto

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POLÍCIA

Homem que tentou matar a própria mãe a facadas é preso em Campo Grande

Idosa de 70 anos foi encaminhada para Santa Casa e não corre risco de morte

05/09/2026 12h45

Porta de vidro da Delegacia de Atendimento a Mulher em Campo Grande

Porta de vidro da Delegacia de Atendimento a Mulher em Campo Grande GERSON OLIVEIRA

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Homem, de 48 anos, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante após tentar matar a própria mãe, de 70 anos, em um condomínio localizado no Jardim Veraneio, em Campo Grande.

Ele desferiu golpes de faca contra o pescoço e costas da idosa. Os vizinhos presenciaram a situação e acionaram a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Investigadores da Academia de Polícia Civil (Acadepol) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) deslocaram-se rapidamente até o endereço e prenderam o homem.

A mãe foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao Hospital Santa Casa de Campo Grande. Ela não corre risco de morte.

O filho foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), onde está preso e à disposição da justiça.

Ele poderá responder pelos crimes de feminicídio na forma tentada e violência doméstica e familiar.

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal brasileiro, a tentativa de feminicídio ocorre quando alguém tenta matar uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

A vítima sobrevive por circunstâncias alheias à vontade do agressor, por exemplo, porque foi socorrida a tempo ou porque a tentativa falhou.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que houve 74 tentativas de feminicídio, entre 1º de janeiro e 5 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

POLÍCIA

Integrante do CV que matou um e feriu quatro em MS é preso em SP

Ele participou de um homicídio em Três Lagoas e tentativas de homicídio em Aparecida do Taboado e Paranaíba

05/09/2026 12h15

Roupa, chinelo, arma e munições que foram apreendidos pela PMSP, em parceria com a PMMS e PCMS

Roupa, chinelo, arma e munições que foram apreendidos pela PMSP, em parceria com a PMMS e PCMS Foto: Divulgação/PCMS

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N.S.S., de 28 anos, foi capturado pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP), na noite desta sexta-feira (4), na rua Antônio Garcia Alves Sobrinho, Bairro Village, em Santa Fé do Sul (SP).

A prisão ocorreu após intensa troca de informações com as Polícias Militar e Civil de Mato Grosso do Sul dos municípios de Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Paranaíba.

Ele é integrante do Comando Vermelho e acusado de cometer diversos crimes na região leste de Mato Grosso do Sul nos últimos dias:

  • Matou uma pessoa e feriu outras quatro, na madrugada de terça-feira (1°), em um bar de Três Lagoas
  • Tentou matar outra pessoa, na quinta-feira (3), em Aparecida do Taboado
  • Possivelmente participou de um homicídio, na quarta-feira (2), em Paranaíba

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança apresentam fortes indicativos de que ele participou dos crimes, pelo fato de haver coincidência entre as roupas utilizadas nos crimes e aquelas apreendidas no imóvel.

Na residência onde foi realizada a prisão, foram apreendidos uma pistola calibre .380, 20 munições intactas, dois celulares, um Volkswagen Gol e roupas que teriam sido utilizadas em crimes recentes.

A Polícia Civil vai encaminhar a pistola apreendida para exame balístico, para verificar se o armamento foi utilizado nos crimes investigados em Três Lagoas, Aparecida do Taboado e Paranaíba.

Ele foi encaminhado de Santa Fé do Sul (SP) para Aparecida do Taboado (MS), onde está preso na Delegacia de Polícia, à disposição da Justiça.

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