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Justiça recusou 6 pedidos de tratamento para réu que morreu na prisão, diz advogado

José Roberto de Souza, acusado de matar o empresário Antônio Caetano de Carvalho durante audiência no Procon, morreu de complicações causadas por uma pneumonia

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Defesa do ex-policial militar reformado, José Roberto de Souza, que morreu nesta manhã em decorrência de complicações causadas pela Influenza tipo A, alega que a Justiça recusou seis pedidos de atendimento médico ao réu nos últimos oito meses.

O ex-pm está preso desde o dia 16 de fevereiro de 2023, três dias após o crime que resultou na morte do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, no Procon/MS.

A defesa foi informada da morte por volta das 11 horas da manhã desta sexta-feira (19). O último pedido para tratamento médico havia sido feito pouco antes da morte de José, às 8h.

"Este caso deixa tanto a mim quanto a minha equipe, em uma situação extremamente triste, até com uma sensação de impotência. Porque eu e o doutor Jackson, que foi quem manuseou grande parte dos pedidos desde que aconteceu aquele fatídico problema no Procon, temos informado ao juiz da segunda vara do tribunal do júri as complicações físicas da doença que o nosso cliente possuía", declarou o advogado de defesa, José Roberto da Rosa.

Segundo o advogado, além de problemas psiquiátricos, o réu possuía doença renal crônica e diabetes, além de complicações cardíacas. O primeiro pedido para atendimento médico de José foi feito em setembro do ano passado, mas recusado, já que o Ministério Público teria alegado que a defesa não teria conseguido provar que o cliente estava doente.

"Chegou em um ponto que nós interpusemos um habeas corpus junto ao tribunal, não obtivemos a prestação jurisdicional, e antes da saída para o final do ano [2023], nós ingressamos com outro habeas corpus, mais precisamente no dia 22 de dezembro, onde havíamos dito que o nosso cliente estava doente e precisava de tratamento", acrescentou Rosa.

A única medida tomada pela Justiça, segundo o advogado, foi retirar o réu do presídio militar, onde ele não estava recebendo os tratamentos adequados - por falta de escolta e por falta de médicos -, para transferí-lo a outra unidade penal "comum", onde ele poderia receber atendimento médico especializado.

"Ao invés de determinar que ele fosse tratado, o Tribunal de Justiça tirou a condição dele de policial militar e o direito de estar no presídio militar, e o mandou para um presídio comum. Aí ele ficou no Centro de Triagem, com o atendimento dos médicos", explicou o advogado. 

Na última semana, os advogados foram visitar José, que pediu por socorro. Ele teria pedido "doutor, eu preciso de atendimento médico".

"E todos os pedidos rechaçados pelo juiz da segunda vara do tribunal do júri. O habeas corpus, que nós entramos em dezembro do ano passado, até hoje não foi posto em mesa para julgamento. Então, é uma decepção enquanto advogado", afirmou Rosa.

Segundo o advogado, a morte de José pode ser colocada na conta do Poder Judiciário.

"A  conta sobre a morte desse homem é exclusivamente debitada ao Poder Judiciário. Talvez agora, com a certidão de óbito, a gente consiga provar que o nosso cliente estava doente, porque foram oito meses de peticionamento em que promotor disse que nós não conseguimos provar que o nosso cliente estava doente, onde todos os pedidos que foram encaminhados, o juiz de direito, que oficia perante a segunda vaga do Tribunal do Júri, disse que não ia liberar ele para tratamento. Então agora eu vou juntar a certidão de óbito para mostrar que nós tínhamos razão", disse o advogado.

O advogado quer que a família da vítima entre com um processo para culpabilizar o Estado.

"Infelizmente, agora não adianta mais autorizar o tratamento. Ele morreu hoje em decorrência do quadro agravado pelo problema renal crônico. Ele foi contaminado com influenza dentro do presídio, porque o sistema imunológico dele estava muito comprometido, o tratamento que ele precisava receber, ele não recebeu, e infelizmente hoje ele não aguentou", finalizou.

O Crime

No dia 13 de fevereiro deste ano, o empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, foi morto a tiros pelo policial militar reformado, José Roberto de Souza, durante audiência de conciliação realizada no Procon.

A vítima era proprietária da empresa Aliança Só Hilux, especializada em peças de Hilux e SW4, que havia realizado a troca do motor de uma SW4 para José Roberto.

Durante a primeira audiência de conciliação, realizada na sexta-feira anterior, dia 10 de fevereiro, José Roberto pediu que Caetano entregasse as notas fiscais referentes aos serviços prestados pela empresa para a troca do motor de seu veículo blindado, trabalho avaliado em quase R$ 30 mil.

Aproveitando as tratativas, Caetano cobrou do cliente R$ 630 reais devidos, referentes a uma troca de óleo realizada no ano anterior. Na segunda audiência, então, Caetano levaria as notas fiscais e José Roberto o dinheiro que devia.

No entanto, após uma desavença logo no início da audiência de conciliação, José Roberto efetuou três disparos contra Caetano, dois na cabeça e um na nuca. A vítima morreu no local.

Três dias após o crime, José Roberto de Souza se apresentou à polícia.

primeira audiência que investiga o caso foi realizada no dia 3 de julho do ano passado, e ouviu testemunhas de acusação e defesa. Oito pessoas prestaram depoimento, sendo duas delas funcionárias do Procon, uma advogada que presenciou o crime, um funcionário da vítima, o investigador da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, responsável pelo caso, o filho da vítima e dois conhecidos de longa data do acusado.

Valéria Christina, a conciliadora que trabalhava com o caso, não compareceu para prestar depoimento. Segundo informado durante a audiência, a servidora foi transferida para outro órgão após o ocorrido, e segue afastada desde então por questões de saúde.

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COSTA RICA

Filho de vereador é executado a tiros por criminosos encapuzados

Outra pessoa estava com a vítima no momento do atentado e ficou ferida, em Costa Rica

17/05/2026 16h00

Gilson Ricardo Carvalho foi executado em Costa Rica

Gilson Ricardo Carvalho foi executado em Costa Rica Foto: Reprodução / Instagram

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Gilson Ricardo Carvalho, 36 anos, filho do vereador Claudemiro Martins Rosa (PL), de Costa Rica, foi executado a tiros na tarde desse sábado (16). Uma pessoa que estava com a vítima, de 25 anos, que estava com ele no momento do atentado, também ficou ferida.

De acordo com informações da Polícia Civil, Carvalho e um amigo estavam em uma casa no bairro Sonho Meu IV quando dois criminosos chegaram ao local, encapuzados e utilizando capacetes, e efetuaram diversos disparos contra a dupla.

Gilson morreu no local, enquanto a segunda vítima conseguiu se abrigar no interior da residência e sobreviveu.

O caso foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio.

A perícia criminal realizou coleta de materiais de interesse investigativo e a Polícia Civil iniciou as investigações em campo e análise de imagens de câmeras de monitoramento nas proximidades do local do crime.

Em uma das imagens é possível ouvir a sequência de disparos e, segundo a polícia, preliminarmente foram contabilizados ao menos dez tiros.

"A Polícia Civil informa ainda que as investigações avançaram significativamente nas últimas horas, havendo, neste momento, linha investigativa sólida e tecnicamente construída acerca da autoria e motivação do crime", disse a corporação, em nota.

A polícia acrescentou, no entanto, que detalhes, como quais são as principais linhas de investigação, não serão divulgados para não comprometer as investigações.

Os trabalhos seguem com diligências nas ruas, análise complementar de imagens, oitivas de testemunhas, levantamentos investigativos e cruzamento de informações, com o objetivo de identificar os criminosos.

Em postagem nas redes sociais, o vereador Claudomiro Martins manifestou o luto pela morte do filho. "A dor da partida é grande, mas o amor e as lembranças serão eternos", diz texto da imagem publicada.

A vítima também era filha de Tânia Nogueira, pré-candidata a deputada estadual pelo PL, que também publicou imagens do filho com o texto: "luto eterno".

Gilson Ricardo Carvalho foi executado em Costa RicaVítima estava em uma residência quando criminosos chegaram e efetuaram ao menos 10 disparos (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Nova Alvorada do Sul

Acidente entre carreta e carro mata homem na BR-163 no interior de MS

Corpo da vítima permaneceu no local até a chegada da perícia e da funerária

17/05/2026 15h45

Foto: Alvorada informa

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Um homem ainda não identificado morreu na tarde deste domingo (17) em um grave acidente entre uma carreta e um Fiat Siena na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, a 116 quilômetros de Campo Grande. A colisão aconteceu no km 382 da rodovia e mobilizou equipes de resgate, policiais e funcionários da concessionária responsável pela via.

De acordo com as informaçõesdo Portal Alvorda Informa, a vítima seria moradora de Campo Grande e estava no carro de passeio, que ficou com a parte dianteira completamente destruída por causa da força do impacto.

Após a batida, a carreta saiu da pista, tombou no acostamento e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia. O veículo parou com as rodas para cima, em uma área de vegetação próxima da pista.

Peças dos veículos ficaram espalhadas pelo trecho e os trabalhos das equipes de atendimento se concentraram ao redor do automóvel destruído.

Socorristas e funcionários da concessionária atenderam a ocorrência durante a tarde. O corpo da vítima permaneceu no local até a chegada da perícia e da funerária.

As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas. Até o momento, não há confirmação sobre a dinâmica da colisão, nem informações atualizadas sobre o estado de saúde do motorista da carreta.

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