Polícia

CAMPO GRANDE (MS)

Mulher liga no 190 e simula 'agendar perícia no INSS' para pedir socorro

Vítima foi enforcada, agredida e ameaçada de morte com uma arma branca pelo companheiro

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Mulher, que não teve a identidade divulgada, ligou para a Polícia Militar via 190 para “agendar perícia no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)”, simulando um pedido de socorro, na tarde desta terça-feira (3), em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, na ligação, ela solicitou o atendimento no INSS e logo em seguida já informou o endereço de sua residência. Neste momento, o agressor estava em casa, próximo a ela, por isso ocultou a realidade dos fatos no diálogo.

De imediato, o policial percebeu que se tratava de um pedido de socorro velado e empenhou uma viatura da PM até o local.

Ao chegar na residência, os militares encontraram a vítima sob amparo dos vizinhos.

A mulher relatou que foi enforcada, agredida e ameaçada de morte com uma arma branca pelo companheiro. Durante a briga, ele quebrou o celular dela. Ela estava machucada nos braços.

O autor fugiu, mas logo em seguida foi localizado pelos policiais.

A vítima e o autor foram encaminhados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para as providências legais cabíveis.

Polícia Militar de Mato Grosso do Sul está atenta e é sensível em casos de pedido de socorro disfarçados, em situações onde mulheres, vítimas de violência doméstica, acionam socorro pedindo “pizza”, “lanche” ou “táxi”.

"A PMMS reitera seu compromisso com a proteção à mulher e orienta que denúncias de qualquer tipo de violência podem ser feitas imediatamente pelo telefone 190. Destacamos mais uma vez a importância da denúncia, sendo que nossos policiais estão preparados para atender da melhor forma possível", informou a PMMS por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Em 3 de setembro de 2025, ocorreu outro caso parecido: uma mulher, de 25 anos, ligou para a polícia pedindo um "táxi", em uma fazenda localizada na área rural de Vista Alegre, em Maracaju (MS).

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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