Polícia

Tráfico de drogas

Policial Penal é demitido após ser flagrado com 53 kg de cocaína

Em 2023, Daniel Souza da Silva foi preso em flagrante transportando 54 quilos de cocaína na BR-101, em SC

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Policial penal, Daniel Souza da Silva, foi demitido da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) nesta quinta-feira (24), após ser flagrado com 53 kg de cocaína em dezembro de 2023.

Ele foi excluído definitivamente da corporação e perdeu seu cargo público do quadro permanente de servidores do Governo de Mato Grosso do Sul.

A demissão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) desta quinta-feira (24) e assinada pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

PORTARIA AGEPEN “P” N. 798, DE 23 DE JULHO DE 2025.

O DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESTADUAL DE ADMINISTRAÇÃO DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVE:

Decretar a perda do cargo público de Policial Penal, ocupado por DANIEL SOUZA DA SILVA, Policial Penal, matrícula 6656025, lotado na Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, do Quadro Permanente do Estado de Mato Grosso do Sul, nos termos do art. 92, inciso I, do Código Penal, em cumprimento à decisão proferida no processo judicial criminal de nº 5000513-76.2024.8.24.0007, com validade a contar da data de publicação

Campo Grande - MS, 23 de julho de 2025.

Em 19 de dezembro de 2023, o policial penal foi preso em flagrante transportando 54 quilos de cocaína na BR-101, em São José, região metropolitana de Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Conforme apurado pela reportagem, Daniel trafegava pelas rodovias do litoral catarinense portando a droga, quando foi barrado em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar.

De imediato, apresentou sua carteira funcional na tentativa de seguir viagem sem passar por uma vistoria. Ele alegou que estava a passeio na região das praias catarinenses.

Mas, um cão farejador da PM mostrou mudanças no comportamento ao chegar próximo do veículo em que Daniel conduzia.

Além disso, os policiais fizeram uma checagem na ficha criminal do passageiro que estava junto com o policial penal. De imediato constataram que Ivan Eduardo Weber, seu comparsa de viagem, tinha várias passagens policiais, inclusive por tráfico de drogas.

Diante disso, fizeram uma checagem minuciosa e descobriram 53,8 quilos de cocaína escondidos no painel do veículo e sob os para-lamas.

Na época do crime, Daniel ainda estava em estágio probatório.

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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