Política

exercício financeiro

Riedel sanciona LDO de R$ 27,9 bilhões para 2027

Deputados estaduais aprovaram a LDO em primeira votação em 30 de junho e aprovaram em segunda votação em 14 de julho, com uma emenda

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2027) nesta quinta-feira (17), conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS).

O valor estimado para o próximo exercício financeiro (2027) é de R$ 27,9 bilhões. Desse total, as receitas primárias são estimadas em R$ 24,492 bilhões. As despesas primárias correntes deverão alcançar R$ 19,860 bilhões, sendo que R$ 10,226 bilhões serão destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais.

Os deputados estaduais aprovaram a LDO em primeira votação em 30 de junho e aprovaram em segunda votação em 14 de julho, com uma emenda.

A partir de então, o texto foi para redação final e, em 17 de julho, foi sancionado pelo governador.

UMA EMENDA

Após passar por segunda votação, o texto sofreu uma emenda.

A emenda incorporada estabelece que os percentuais do duodécimo destinados aos Poderes e órgãos autônomos serão definidos pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Art. 1º O §3º do art. 12 do Projeto de Lei n. 077/2026, passa a vigorar com a seguinte redação, suprimidos os seus incisos I a V:

"§3º Na elaboração de suas propostas, os Poderes e as instituições de que trata o caput deste artigo terão como limite de suas despesas de pessoal o estabelecido nos arts. 19 e 20 da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, bem como o total orçamentário de que trata o art. 168 da Constituição Federal de 1988. Os repasses dos duodécimos destinados aos Poderes e às instituições de que trata o caput deste artigo serão aqueles estabelecidos na LOA".

A presente emenda substitutiva tem por finalidade aperfeiçoar o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a fim de assegurar que a Lei Orçamentária Anual seja elaborada com observância ao regular processo de consolidação, apreciação e deliberação das propostas orçamentárias dos Poderes e dos órgãos constitucionalmente autônomos, preservando-se a função própria da LDO como instrumento de orientação da elaboração orçamentária, sem substituir a etapa específica de definição dos montantes na Lei Orçamentária Anual.

Conforme publicado no Diário Oficial, na LDO 2027, as políticas do Governo de MS terão como referência:

  • superação das desigualdades sociais, raciais e de gênero
  • fortalecimento da participação e do controle social
  • geração de emprego e renda
  • alocação eficiente de recursos
  • garantia de integridade e transparência dos atos públicos
  • disponibilização de serviços por meio de tecnologia digital
  • proteção e defesa dos animais e da conservação do meio ambiente
  • valorização e fomento da cultura regional
  • fortalecimento do municipalismo

Confira as metas detalhadamente: 

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento que estabelece as metas, prioridades e regras para a elaboração do orçamento público do ano seguinte.

Ela funciona como uma ponte entre o Plano Plurianual (PPA), que define os objetivos do governo para um período de quatro anos, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha quanto será destinado a cada área da administração pública.

Na prática, a LDO orienta a distribuição dos recursos, fixa metas fiscais e estabelece critérios para o controle dos gastos públicos.

ELEIÇÕES 2026

Lula reafirma apoio e Soraya encerra especulações sobre desistência da reeleição ao Senado

Senadora chegou a avaliar uma composição como primeira-suplente de Vander Loubet, mas recuou após reuniões com lideranças do PSB

17/07/2026 06h41

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante reunião ontem (16) em Brasília (DF)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante reunião ontem (16) em Brasília (DF) Divulgação

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Após dias de incerteza sobre seu futuro político, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou que seguirá na disputa pela reeleição ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão foi consolidada nesta quinta-feira (16), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou apoio à pré-candidatura da parlamentar.

O encontro no Palácio do Planalto ocorre no desfecho de um imbróglio iniciado nesta semana, quando Soraya passou a ser cotada para abrir mão da candidatura à reeleição e integrar, como primeira suplente, a chapa do deputado federal Vander Loubet (PT-MS), também pré-candidato ao Senado.

A possibilidade ganhou força depois que o próprio Vander revelou que o convite havia partido da senadora, diante de questões pessoais e da intenção de construir uma candidatura única no campo governista. A movimentação provocou repercussão no cenário político sul-mato-grossense e levantou dúvidas sobre a permanência de Soraya na disputa.

Na quarta-feira (15), porém, a senadora divulgou uma nota oficial informando que, após diálogo com lideranças do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, havia decidido manter sua pré-candidatura ao Senado. Ela afirmou que seguiria na disputa com o respaldo do partido e que continuaria atuando ao lado de Vander Loubet na construção de alianças para as eleições.

A definição foi reforçada nesta quinta-feira, durante reunião com Lula, da qual também participaram o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira. Segundo Soraya, todos manifestaram apoio à sua candidatura.

De acordo com a parlamentar, Lula ressaltou a importância de ampliar a participação feminina na política e defendeu o fortalecimento das candidaturas de mulheres ao Congresso Nacional.

"O presidente Lula demonstrou toda a sua preocupação com as candidaturas femininas e disse que o Brasil precisa eleger mais mulheres", afirmou a senadora.

Apesar de recusar a composição de uma chapa única com Vander Loubet, Soraya destacou que a parceria política entre ambos permanece. Ela lembrou que Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores em outubro, o que permite que as duas candidaturas sejam mantidas no mesmo campo político.

"Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população", declarou.

Com a confirmação da candidatura, Soraya encerra as especulações sobre uma eventual desistência e volta a integrar oficialmente a disputa pelas duas vagas que Mato Grosso do Sul terá para o Senado nas eleições de 2026.
 

Declaração

Rubio atacou Lula de forma 'grosseira e arrogante' ao justificar tarifaço, diz Mauro Vieira

Nesta madrugada, ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio disse, no X, que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé

16/07/2026 14h00

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira Foto: Divulgação

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 16, que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atacou de forma "grosseira e arrogante" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta madrugada, ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio disse, no X, que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé.

"As declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais, a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros. Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo", disse Vieira.

Segundo o ministro, o presidente brasileiro procurou dialogar com os americanos e negociar qualquer tema de interesse da Casa Branca desde o início da crise tarifária, mas colocando acima de tudo os preceitos da soberania nacional.

Na publicação do X, Rubio afirmou que Lula colocou o próprio ego à frente para não negociar e encontrar um acordo que traria "bem-estar" ao povo brasileiro. O secretário de Estado disse que a taxação seria o "preço" da atitude de Lula.

"Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", disse Rubio.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores disse que Rubio classificou como ego a "convicção inabalável" de Lula na soberania brasileira e dos interesses da população.

Vieira fez uma declaração à imprensa no Palácio do Itamaraty para anunciar a posição do Brasil após o anúncio, por parte dos Estados Unidos, da aplicação de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo americano justifica o novo tarifaço por supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula discutem duas opções: usar a Lei de Reciprocidade e elevar o tom do conflito, ou seguir nas negociações diplomáticas feitas desde o início da investida do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, em julho de 2025, para tentar desfazer a nova taxação.

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