Cidades

INTERRUPÇÃO

Ponte do Rio Paraguai volta a ficar interditada neste fim de semana

As obras de reestruturação estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego

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A ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, será novamente interditada no próximo fim de semana, entre às 17h de sábado (12) e às 12h de domingo (13), em razão das obras de recuperação da estrutura. A interdição será realizada somente nesse período, de acordo com o Governo do Estado. 

A recomendação é que os motoristas programem suas viagens com antecedência e considerem o período de interdição ao planejarem o deslocamento pela região.

As obras envolvem a recuperação estrutural da ponte, as quais são executadas pela Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os trabalhos estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego para garantir a segurança dos usuários e as condições necessárias para a execução dos serviços.

O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura.

Novo lar

TJMS oferece curso para adoção tardia

Iniciativa busca ampliar as possibilidades de adoção e oferece preparação para pessoas interessadas em acolher crianças e grupos de irmãos

09/09/2026 11h40

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Encontrar uma família para crianças maiores, adolescentes e grupos de irmãos é um dos desafios da adoção. Para ampliar essas possibilidades, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) mantém o Programa Aproximando Vidas, que apresenta, por meio de uma plataforma on-line, perfis de crianças e adolescentes aptos para adoção a pessoas interessadas em formar uma família.

A iniciativa também oferece preparação aos pretendentes. Entre 1º de outubro e 30 de novembro, será realizado o curso remoto “Preparação à Adoção: Nasce uma Família”, promovido pela Escola Judicial de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS), em parceria com a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJMS.

As inscrições estarão abertas de 16 a 27 de setembro. Com duração de 60 dias, o curso terá oito turmas e será dividido em sete módulos, com videoaulas, materiais de leitura, atividades interativas, fóruns de discussão e questionários avaliativos. Magistrados e servidores do Judiciário sul-mato-grossense atuarão como formadores e tutores.

A importância da preparação e da abertura para a adoção tardia aparece na história de Ana Beatriz, de 33 anos, e Marcos, de 30. Em abril de 2024, o casal passou a viver com duas irmãs de Paranaíba, então com 11 e 12 anos. Hoje, as meninas moram com eles no Pará.

Inicialmente, o casal havia indicado preferência por crianças de até sete anos, mas também demonstrou disposição para acolher uma criança maior. 

As irmãs estavam na chamada busca ativa, estratégia usada para encontrar famílias para crianças e adolescentes que enfrentam mais dificuldades de adoção, especialmente por causa da idade ou por pertencerem a um grupo de irmãos.

A aproximação começou por chamadas de vídeo e durou cerca de um mês, até o primeiro encontro presencial. Depois, veio a adaptação a uma nova casa, estado, escola, rotina e regras. As meninas também apresentavam dificuldades para dormir e acordavam várias 
vezes durante a madrugada.

“A gente teve que ir passinho por passinho, evoluindo junto com elas”, relata Ana Beatriz.

Para o casal, o vínculo foi construído gradualmente. “Quando a gente entende que a adoção não é sobre o que eu quero, mas sobre o que eles precisam, a visão muda”, afirma.

A família também descobriu que a adoção tardia não significa perder as primeiras experiências. As irmãs tiveram, ao lado dos pais, a primeira ida à praia, o primeiro passeio a um parque aquático, a primeira reunião escolar e o primeiro Dia das Mães e dos Pais na escola.

“Muitas pessoas têm medo porque não vivem as primeiras vezes, mas nós vivemos muitas primeiras vezes com elas”, diz Ana Beatriz.

A experiência ajudou a desconstruir o mito de que crianças maiores não conseguem criar vínculos. Para Ana Beatriz, elas desejam amar e ser amadas, mas precisam de tempo, segurança e adultos dispostos a permanecer.

“O amor na adoção nasce de fora para dentro. Você decide amar, depois você sente. Então você ama por decisão, depois você ama por sentimento”, explica.

A história das irmãs mostra que a adoção tardia não apaga o passado nem elimina os desafios, mas pode abrir espaço para uma nova trajetória, construída com cuidado, presença e afeto.

MOBILIDADE URBANA

Obra de R$ 2,4 milhões começa a mudar trânsito na Euler com Tamandaré

Reordenamento prevê redução da rotatória, semaforização e alterações no fluxo de cruzamento por onde passam cerca de 12 mil veículos por dia

09/09/2026 11h15

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré Marcelo Victor

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As obras de reordenamento viário no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré começaram nesta quarta-feira (9), em Campo Grande. Com investimento de R$ 2,4 milhões, a intervenção vai reduzir a atual rotatória, alterar movimentos de veículos e implantar semáforos em um dos principais corredores de ligação entre as regiões do Segredo, Imbirussu e Centro.

A ordem de serviço foi assinada nesta manhã pela prefeita Adriane Lopes, autorizando o início imediato dos trabalhos. O prazo contratual é de 12 meses, embora a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) trabalhe com a possibilidade de antecipar a conclusão conforme o avanço das obras.

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, aproximadamente 12 mil veículos passam diariamente pelo trecho, que registra lentidão principalmente nos horários de pico. O fluxo e os conflitos existentes entre os diferentes movimentos no cruzamento foram considerados na elaboração do projeto.

“Fico feliz de estarmos aqui hoje dando ordem de reordenamento de uma avenida de grande importância, integrando três regiões: Centro, Segredo e Imbirussu. A Euler de Azevedo e a Tamandaré são avenidas que há muitos anos precisavam dessa transformação”, afirmou Adriane.

Uma das principais alterações será a redução do diâmetro da atual rotatória. Também estão previstas adequações nas calçadas e retornos, melhorias de acessibilidade, pavimentação, drenagem, nova sinalização horizontal e vertical e mudanças nos fluxos de veículos.

Já a semaforização será implantada na etapa final da intervenção.

“A intervenção traz uma diminuição da rotatória, o reordenamento aqui com relação a calçadas, acessibilidade, sinalização, escoamento de água e também mudança de alguns fluxos, alguns conflitos que nós temos hoje e nós vamos procurar reduzir com essas intervenções”, explicou Ciro.

A expectativa é que a nova configuração dê uma maior fluidez ao trânsito e reduza os pontos de conflito entre veículos. Durante o evento, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rudel Trindade, também destacou a situação atual do cruzamento.

“Realmente é perigoso, você tem que ter habilidade para cruzar essa rotatória, você tem que ter um cuidado”, afirmou.

Ciro informou que a região apresenta um volume considerável de acidentes, mas não apresentou números atualizados durante a coletiva. Segundo ele, também há subnotificação de ocorrências de menor gravidade, principalmente quando as colisões resultam apenas em danos materiais.

Interdições por etapas

Os primeiros trabalhos começaram com a retirada de elementos existentes na rotatória e a preparação de um retorno que permitirá avançar com as próximas etapas.

A Agetran também iniciou a sinalização dos desvios. Conforme a execução avançar, as interdições serão feitas gradualmente para reduzir os transtornos para quem utiliza o cruzamento.

“Conforme o andamento, nós vamos interditando por partes aqui a rotatória, desfazendo os desvios, para que a gente possa trazer o menor transtorno possível para o cidadão que usa essa região”, explicou Ciro.

Mapas indicando os desvios e as rotas alternativas deverão ser divulgados pela agência para orientar os motoristas.

O projeto prevê ainda intervenções para melhorar o escoamento da água no cruzamento. Questionado sobre os alagamentos registrados na Avenida Tamandaré, Ciro explicou que as medidas incluídas nesta obra serão pontuais.

“Nesse ponto aqui nós vamos fazer pequenas intervenções para reduzir isso, para trazer esse conforto para quem está transitando aqui no local”, afirmou.

Intervenções de maior porte no sistema de drenagem dependem de outros projetos da Prefeitura e não estão incluídas neste contrato.

A obra é resultado de parceria entre a Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul, com participação técnica da Agetran e do Detran-MS.

Segundo Rudel Trindade, os R$ 2,4 milhões destinados ao reordenamento são provenientes da arrecadação com multas de trânsito. Ele explicou que esses recursos possuem destinação específica e são aplicados em ações relacionadas ao trânsito, como sinalização, fiscalização e educação.

Esta será a terceira intervenção em rotatórias realizada pelo Detran-MS em parceria com o Município, conforme Rudel. As anteriores ocorreram na Avenida Mato Grosso com a Via Parque e na região da Avenida Três Barras.

As melhorias devem beneficiar diretamente moradores da Vila Nasser, Vila Nossa Senhora das Graças, Santa Luzia, Vila Sobrinho e São Francisco, além de estudantes, comerciantes e motoristas que utilizam diariamente o corredor.

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