Cidades

HABITAÇÃO

Prefeitura aprova doação de terreno em área nobre para ONG acusada de dar calote

Sanção foi publicada no Diário Oficial Extra da prefeitura, na tarde desta segunda-feira (7)

Continue lendo...

Mesmo com polêmica envolvendo organização não-governamental (ONG), designada pela Prefeitura de Campo Grande para distribuir casas de interesse social, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), sancionou a lei que doa terrenos para a construção de moradias cuja construção está sob responsabilidade da entidade. 

O sancionamento da lei foi divulgado na em Diário Oficial Extra, publicado na tarde desta segunda-feira (7), mas as autorizações para a doação estavam tramitando na Câmara Municipal desde o mês passado, sendo aprovado no dia 14 de julho. Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, a ONG se trata do Sistema Integrado de Economia Solidária (Conssol), que já teria dado calote no Executivo anteriormente. 

Ainda de acordo com a lei, a Conssol, será responsável pela construção de 288 unidades residenciais no condomínio denominado “Residencial Ipê”, que será no parcelamento doado no Jardim Nashiville. A entidade também irá construir mais 200 apartamentos no Tiradentes, empreendimento que será batizado de “Residencial Brasil”. 

Durante o chamamento público que contratou a ONG, ocorrido em 2021, o terreno no Tiradentes, área nobre da cidade, foi avaliado pela gerência de Fiscalização, Avaliação Imobiliária e Geoprocessamento, em R$ 7,6 milhões.

Por outro lado, corretores imobiliários particulares afirmam que a área pode ser comprada até por R$ 11 milhões. Na área, que fica na avenida Marquês de Pombal, é cercada por casas de alto padrão, incluindo o condomínio de mansões Damha e o Grand Village Residencial. 

Em ambas as regiões os futuros moradores terão a oportunidade de financiar uma residência em um dos condomínios, mesmo que as casas no Tiradentes sejam avaliadas em R$ 1 milhão. Assim, cada apartamento custa de R$ 38 mil a R$ 55 mil sem qualquer construção, considerando a avaliação da Prefeitura ou do mercado imobiliário. 

Ainda de acordo com a lei, as moradias farão parte do  programa governamental “Minha Casa, Minha Vida", e poderão ser financiadas pelo Programa Carta de Crédito Associativo -FGTS da Caixa Econômica Federal. 

No entanto, a normativa aprovada prevê que a Conssol, além de construir, será a responsável por indicar quais famílias serão beneficiadas pela construção. 

“As referidas áreas serão doadas às famílias beneficiárias que forem indicadas pela entidade CONSSOL - Sistema Integrado de Economia Solidária escolhida pelo Chamamento Público n. 003/2021 devidamente autorizada pela Caixa Econômica Federal a participar do Programa Minha Casa Minha Vida, conjugado com recursos do Programa Carta de Crédito Associativo - FGTS [...]”, diz o artigo 2º da lei que regulamenta a doação. 

*Colaborou Judson Marinho

Cidades

ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

Em junho, plano emergencial para impedir sobrecarga foi acionado

23/08/2026 18h00

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras Marcello Casal jr/Agência Brasil

Continue Lendo...

Pela segunda vez no ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras. O objetivo é preservar a segurança do sistema diante da expectativa de menor consumo no fim de semana.

O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. O grupo inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto.

Medida ocorreu em junho

O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, no feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.

O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, diante do avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar.

Em agosto de 2025, no dia dos pais, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema. Naquela data, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

Para equilibrar o sistema e evitar um blecaute que poderia atingir vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas. O operador cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

ONS prepara corte automático

Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou, na última quinta-feira (20) que está preparando um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas.

Chamado de Esquema

Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema automático prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, divididos em três estágios de 1 GW. O mecanismo seria acionado somente depois de esgotadas as demais alternativas de controle.

Segundo a ONS, um projeto-piloto deverá ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Se os testes forem bem-sucedidos, a implementação poderá avançar em 2027.

A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Para o ONS, o crescimento dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia produzida não pode ser observada ou controlada diretamente pelo operador.

Distribuidoras executam cortes

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para executar o plano anunciado para este domingo.

Em nota, a entidade pediu procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a Abradee, critérios claros são necessários para dar segurança operacional e jurídica aos geradores.

IMUNIZAÇÃO

Dia D leva mais de 2,3 mil pessoas a pontos de vacinação em Campo Grande

Mobilização realizada em 22 locais facilitou a atualização da caderneta de crianças e adolescentes além de oferecer doses para adultos e idosos

23/08/2026 17h30

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande Divulgação

Continue Lendo...

Mais de 2,3 mil pessoas procuraram os pontos de imunização abertos em Campo Grande durante o Dia D da Multivacinação, realizado neste sábado (22). Ao todo, 2.354 moradores passaram pelos 22 locais de atendimento disponibilizados na Capital ao longo do dia. 

A estratégia teve como foco principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com a conferência das cadernetas e aplicação das vacinas previstas para cada faixa etária. A mobilização, porém, também permitiu que adultos e idosos verificassem a situação vacinal e recebessem doses pendentes. 

Além das Unidades de Saúde da Família (USFs), houve atendimento no Pátio Central e no Mutirão Todos em Ação, realizado na Escola Municipal Professor José de Souza, conhecida como Zezão, na região do Bairro Oliveira.

Na USF Santa Emília, por exemplo, foram aplicadas vacinas contra gripe, além da tríplice viral e da dupla adulto. Márcia Arruda, de 63 anos, recebeu doses contra hepatite B e gripe depois de aproveitar que passava pela região.

"Foi bom, porque eu estava passando por aqui e aproveitei para colocar a vacina em dia", contou.

Também houve quem descobrisse somente no posto que estava com a vacinação atrasada. Aparecida Feliciano foi à unidade para acompanhar a filha e decidiu conferir a própria caderneta.

"Eu vim trazer a minha filha e fiquei sabendo que poderia tomar as vacinas hoje. Foi por isso que aproveitei. Nem sabia que estava atrasada", disse.

No mutirão realizado na região do Bairro Oliveira, Elloá, de 10 anos, tomou as vacinas contra HPV e gripe. A mãe, Evellyn Ortigoza, de 29 anos, também recebeu o imunizante contra a gripe.

A menina ainda deverá voltar à unidade de saúde dentro de 30 dias para receber a vacina contra a dengue. Depois das doses deste sábado, deixou um recado para outras crianças: "Nunca mais tenho medo de tomar vacina".

Além da vacinação humana, o mutirão no Zezão teve atendimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com aplicação de vacina antirrábica em animais.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).