Cidades

Pós-temporal

Prefeitura decreta emergência após estragos causados pela chuva na Capital

Medida tem validade de 180 dias e permite mobilização de órgãos municipais

Continue lendo...

Dois dias depois do temporal que derrubou árvores, danificou estruturas, interrompeu o fornecimento de energia e afetou serviços essenciais, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência. O Decreto nº 16.735, assinado pela prefeita Adriane Lopes na sexta-feira (11) e publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), reconhece oficialmente os danos provocados pela tempestade e estabelece medidas excepcionais para a recuperação da cidade.

A situação de emergência tem validade de 180 dias e alcança as áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como Tempestade Local/Convectiva. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

A medida ocorre após a Capital registrar um dos temporais mais intensos dos últimos meses. Na tarde de quinta-feira (10), rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, conforme registrou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao mesmo tempo, em que informações do meteorologista Natálio Abrahão indicaram 24,4 milímetros de chuva em 28 minutos e mais de 3 mil raios em apenas 36 minutos. 

Os efeitos se espalharam pelas sete regiões da cidade. Foram contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas até a manhã de sexta-feira, além de quedas de postes, vias interditadas, alagamentos, danos em estruturas e falta de energia em dezenas de bairros. A Prefeitura informou que 26 escolas municipais, três unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tiveram impactos provocados pelo temporal e ficaram sem aula.

O decreto considera o conjunto de ocorrências para justificar a emergência. Entre os motivos citados no documento estão danos materiais, ambientais, econômicos e sociais em imóveis, residências, comércios, equipamentos urbanos, arborização e vias, além de quedas de árvores e postes, destelhamentos e obstrução de ruas com risco à população.

A publicação deste sábado também aponta “graves danos à infraestrutura de energia elétrica”, incluindo postes, cabos e transformadores, com interrupção do fornecimento em diversos bairros. A falta de energia chegou a comprometer outros serviços: na sexta-feira, moradores relataram ao Correio do Estado quase 24 horas sem luz, com casos em que o desabastecimento também afetou o fornecimento de água.

O que muda com o decreto

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Outro ponto é a autorização para utilização de recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip) na implantação, manutenção e recuperação da iluminação e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) em ações ambientais de prevenção, mitigação e recuperação. O decreto, porém, determina que a utilização desses recursos siga suas finalidades legais, a disponibilidade orçamentária e as regras de execução da despesa.

A principal medida excepcional está no artigo 6º, que autoriza a dispensa de licitação para a contratação de bens, serviços e obras “necessárias à resposta e reabilitação do desastre”.Isso não significa, porém, autorização irrestrita para contratações. O próprio decreto limita a dispensa ao que for necessário para enfrentar a emergência e determina justificativa, comprovação de preço de mercado e adequação do objeto. 

O decreto determina ainda que os órgãos municipais façam um levantamento detalhado dos danos provocados pelo temporal. A apuração deverá incluir infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, equipamentos, unidades de saúde, educação e assistência social, prédios públicos, residências, comércios, vias, pontes e drenagem.

Também deverão ser registrados os impactos provocados pela falta de energia e os prejuízos econômicos e sociais.

A medida dá sequência ao levantamento iniciado pela Prefeitura na sexta-feira. Na ocasião, Adriane Lopes afirmou que a decisão dependeria do relatório final dos danos. “Só vai decretar situação de emergência após relatório final”, disse a prefeita, segundo o Correio do Estado. 

 

Falta de Luz

Dois dias após temporal, moradores em 13 bairros seguem sem energia

Energisa afirma que 95,9% dos clientes afetados já tiveram o serviço restabelecido, mas ocorrências mais complexas ainda atingem diferentes regiões da Capital.

12/09/2026 11h29

Equipes trabalham na recuperação da rede elétrica em Campo Grande neste sábado (12), dois dias após o temporal que provocou estragos na Capital.

Equipes trabalham na recuperação da rede elétrica em Campo Grande neste sábado (12), dois dias após o temporal que provocou estragos na Capital. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

Continue Lendo...

Dois dias depois do forte temporal que atingiu Campo Grande, moradores de diferentes regiões da cidade ainda enfrentam falta de energia elétrica neste sábado (12). Embora a maior parte do fornecimento já tenha sido restabelecida, ocorrências consideradas mais complexas permanecem em atendimento, enquanto a chuva que voltou a cair durante a madrugada dificultou os trabalhos na rede elétrica.

Em boletim divulgado às 11h deste sábado, a Energisa informou que 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já estão novamente com energia. Cerca de 800 profissionais trabalham neste momento na recuperação dos danos provocados pela tempestade.

Os bairros que concentram os maiores impactos são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio, conforme o balanço mais recente da concessionária.

A Energisa não informou quantos consumidores correspondem aos 4,1% que ainda aguardam o restabelecimento, nem estabeleceu prazo para a normalização completa do serviço.

Falta de energia chegou a afetar cerca de 300 mil pessoas

A dimensão do problema chegou a ser ainda maior nas primeiras horas após a tempestade. Na sexta-feira (11), a Defesa Civil estimava que cerca de 300 mil pessoas haviam sido afetadas pela falta de energia em Campo Grande.

Já às 18h de sexta-feira, a Energisa informou que 91% dos clientes atingidos tinham recuperado o fornecimento. No boletim das 11h deste sábado, o índice avançou para 95,9%.

Se o percentual atual fosse aplicado apenas como referência à estimativa inicial da Defesa Civil, 95,9% de 300 mil representam aproximadamente 287,7 mil pessoas, enquanto os 4,1% restantes equivaleriam a cerca de 12,3 mil.

O cálculo, porém, não representa um número oficial de pessoas que continuam sem energia. Isso porque os levantamentos utilizam bases diferentes: a Defesa Civil apresentou uma estimativa de pessoas afetadas, enquanto a Energisa calcula o percentual sobre seus clientes que tiveram o fornecimento interrompido.

Chuva da madrugada dificulta reparos

Os trabalhos para restabelecer completamente o serviço continuaram durante toda a madrugada. A nova chuva que atingiu Campo Grande, porém, agravou a situação e dificultou a atuação das equipes, segundo a Energisa.

Dados repassados pelo meteorologista Natálio Abrão mostram que, até as 6h deste sábado, o acumulado chegou a 21,3 milímetros na região na região sul da Capital, 16,6 mm no Jardim Panamá, 11,4 mm no Carandá Bosque e 7,4 mm na região do Shopping Norte Sul Plaza.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

A nova instabilidade chegou justamente quando a rede elétrica ainda passava por reparos em diferentes pontos da cidade, aumentando a complexidade de algumas ocorrências.

Reforço chega de oito estados

Para acelerar a recuperação da rede, profissionais de outras partes do País foram deslocados para Campo Grande. Além das equipes de outros municípios de Mato Grosso do Sul, a força-tarefa recebeu técnicos da Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

Ao todo, cerca de 800 profissionais estavam mobilizados neste sábado. Os trabalhos estão concentrados principalmente nos casos mais complexos, que envolvem danos provocados pela queda de árvores, galhos e outros impactos sobre postes, cabos e equipamentos da rede.

Temporal derrubou cerca de 100 árvores

O tamanho da operação também é explicado pela dimensão dos estragos deixados pela tempestade. Conforme levantamento da Defesa Civil informado no boletim da concessionária, cerca de 100 árvores de grande porte caíram em Campo Grande.

O temporal atingiu a Capital no fim da tarde de quinta-feira (10), com seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos. Apesar da curta duração, as fortes rajadas de vento derrubaram árvores, atingiram imóveis, bloquearam ruas e provocaram danos na rede elétrica.

Os ventos chegaram a quase 84 km/h, deixando um rastro de ocorrências em diferentes regiões da cidade. O trânsito também sofreu os reflexos. No primeiro balanço após a tempestade, a Agetran contabilizou 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Desde então, equipes trabalham na retirada de árvores, liberação de ruas e avenidas e recuperação das estruturas atingidas.

Casos mais complexos permanecem

Apesar de o índice de restabelecimento ter avançado de 91% na noite de sexta-feira para 95,9% na manhã deste sábado, os últimos pontos tendem a exigir intervenções mais complexas.

A Energisa afirma que os trabalhos seguem de forma ininterrupta e que as ocorrências restantes também foram agravadas pela chuva iniciada durante a madrugada.

A concessionária informou ainda que novos boletins serão divulgados conforme houver evolução nos atendimentos.

Leia, na íntegra, a nota da Energisa:

Boletim 6 - Energisa - 12/09 - 11h

A Energisa segue atuando ininterruptamente nos estragos provocados pelo temporal que atingiu Campo Grande desde o final da tarde desta quinta-feira, dia 10. Durante toda a madrugada, equipes trabalharam no atendimento às ocorrências.  

A chuva das últimas horas agravou a situação, dificultando os trabalhos. Segundo a Defesa Civil, foram registradas queda de cerca de 100 árvores de grande porte.

Até o momento, 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já foram restabelecidos. Cerca de 800 profissionais atuam neste momento nos trabalhos de restabelecimento do fornecimento de energia.

Equipes técnicas de outras cidades de Mato Grosso do Sul e também dos estados da Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais também estão em Campo Grande, somando esforços nos trabalhos de reparo e retomada do serviço. 

A Energisa reforça que os atendimentos seguem em andamento com os casos mais complexos e agravados devido da chuva iniciada nessa madrugada.

Neste momento, os bairros mais afetados são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

Novas atualizações serão divulgadas assim que houver evolução no atendimento.

 

 

 

 

 

 

PROMESSA CAMPO-GRANDENSE

Após ser convocado para Seleção, campo-grandense faz 1º gol em clássico

Arthur Dias marca primeiro gol pelo Athlético PR em clássico, dois dias depois de ser convocado por Carlos Ancelotti para amistosos do Brasil em setembro e outubro

12/09/2026 11h15

Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Promessa do futebol sul-mato-grossense e recém-convocado para a Seleção Brasileira, Arthur Dias entrou em campo no clássico Athletiba, entre Athlético PR e Coritiba, na noite de ontem (11) e marcou seu primeiro gol pelo Furacão.

O jogador atua como zagueiro no time principal do Athlético PR desde julho do ano passado e em uma semana mágica, recebeu sua convocação na última quarta-feira (09), dois dias antes do jogo em que marcou pela primeira vez.

Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o jovem atleta de 19 anos, foi convocado ao lado de outros 26 jogadores para os confrontos de amistosos do Brasil contra Austrália e Índia, nos dias 25 de setembro e 3 de outubro, respectivamente.

Em partida fora da casa do Furacão, onde o campo-grandense foi revelado ainda em 2023, quando assinou seu primeiro contrato profissional com o Athlético PR, o clássico paranaense foi agitado, com reviravoltas, defesas surpreendentes e gol inédito do garoto.

O campo-grandense marcou o segundo do gol do time, e ainda evitou um lance perigoso na defesa durante uma boa chance do adversário. No entanto, apesar da noite brilhante para Arhtur Dias, o jogo terminou empatado em 3 a 3, após reação do Coritiba no final.

 O jogo

Com campo alagado e clima de clássico, a partida iniciou favorável para o Athletico PR, que com apenas seis minutos pressionava a defesa do Coritiba. Em uma das grandes defesas do confronto, o zagueiro do Coxa, Jacy, tirou a bola praticamente em cima da linha do gol, e conseguiu retardar o primeiro gol do Furacão.

Mas aos 13 minutos, em cobrança de falta direto para dentro da área, o goleiro Morisco saiu adiantado e Luiz Gustavo subiu para abrir o placar, com um a zero para o Atlhetico PR.

Aos 29 minutos, João Cruz cobrou escanteio para o Furacão e Arthur Dias, campo-grandense récem-convocado por Ancelotti, dominou com a perna esquerda e chutou com a direita no canto esquerdo do goleiro adversário para ampliar a diferença no placar.

O jogo seguiu com chances perdidas para ambos os times, mas as emoções do primeiro tempo ainda não haviam acabado. Aos 42 minutos, o Coritiba conseguiu uma falta próxima da área e o atacante Breno Lopes, do Coxa, utilizou a mão na boca para falar com o adversário.

O juiz então foi ao assistente de vídeo, o VAR, e confirmou a expulsão do jogador, sob aplicação da Lei Vini Jr. que proíbe que jogadores escondam a boca ao falarem com adversários durante a partida. 

Com um a menos e um pouco de "sorte", ainda no primeiro minuto dos acréscimos, o Coritiba marcou seu primeiro gol. Aos 46, Josué cobrou a falta que explodiu no travessão, e sem querer, Tiago Cóser de peito colocou a bola para balançar a rede.

O primeiro tempo foi marcado por pausas para cartões amarelos e faltas, além de duas pequenas confusões entre os jogadores e a ida até o árbrito de vídeo que fez com que o juiz Wagner do Nascimento Magalhães deixou a bola rolar até os 60 minutos.

Com o campo ainda encharcado, o segundo tempo retornou com diversas alterações em ambos os times.

Após cobrança lateral para dentro da área e chute de Luiz Gustavo em cima da marcação, Aguirre, zagueiro athleticano tentou aproveitar a sobra e sofreu a falta. Na cobrança do pênalti, o artilheiro do Brasileirão, Viveros, marcou o terceiro do Furacão aos 15 minutos.

Porém, apesar do placar marcar 3 a 1, o jogo estava em aberto. Com substituições certeiras e sem desistir até o fim, o Coritiba reagiu ao final da partida, dentro dos oito minutos de acréscimos que o juiz deu.

Aos 46, mais uma vez Josué cobrou o escanteio, mas dessa vez com precisão e Moledo subiu sozinho, com cabeceio direto para o gol. E em cinco minutos, mais uma atuação da dupla não deu chance para o goleiro Mycael.

Josué cobrou falta dentro da área e com desvio de cabeça de Moledo, o Coxa marcou seu terceiro gol e empatou o clássico em casa, no Estádio Couto Pereira.

Com três gols para cada lado, virada no acréscimo e gol inédito de Arthur Dias, Athlético PR e Coritiba fecharam o placar em 3 a 3.

O Athlético PR ocupa a terceira posição no Campeonato Brasileiro, na zona de classificação direta para a fase de grupos da Conmebol Libertadores e o Coritiba está em sétimo, na zona de classificação para a fase de Grupos da Conmebol Sudamericana.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).