Cidades

CAOS NA SAÚDE

Prefeitura nega redução no valor de plantões da Saúde

Inicialmente, a interpretação do texto apontava para uma redução em 10% no valor pago aos médicos, odontólogos, veterinários, técnicos, enfermeiros e demais servidores na área

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Em um novo episódio da novela envolvendo o "fantasma da redução de salários" dos profissionais da saúde, a Prefeitura da Capital negou tal ponto e esclareceu as publicações feitas no Diário Oficial de Campo Grande que levantavam o medo de o valor dos plantões desses profissionais caísse pela metade. 

Conforme o Executivo em nota, as publicações feitas na última sexta-feira "não alteram nem reduzem o valor dos plantões", nem sequer modificam quaisquer adicionais ou verbas legais asseguradas aos servidores.

"A atualização refere-se exclusivamente a gratificações eventuais, concedidas como acréscimo por plantões diurnos realizados aos fins de semana e em feriados, como o Natal", complementa. 

Segundo a Prefeitura, como essas gratificações tratam-se de valores variáveis e condicionados à escala de serviço, elas "não constituem direito adquirido". 

"Elas não serão cortadas, mas adequadas a um novo parâmetro técnico de cálculo, mantendo a regularidade dos pagamentos", completa a nota do Executivo. 

Além disso, essa medida dá sequência ao processo de reestruturação da rede municipal desse setor, ou seja, uma forma de tentar equilibrar as finanças da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). 

"Garantindo a sustentabilidade dos serviços e ampliando os investimentos na assistência à população. A Sesau reforça que todas as verbas e adicionais legais permanecem assegurados e que não haverá qualquer prejuízo à assistência prestada à comunidade", conclui. 

Relembre

Após os decretos municipais, nº 14.349 e nº 16.440, alterarem dispositivos relativos à remuneração de produtividade e aos plantões eventuais no âmbito da Sesau, houve uma notória insatisfação do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, que passou a exigir a revogação dos textos. 

Inicialmente, a interpretação do texto apontava para uma redução em 10% no valor pago aos médicos, odontólogos, veterinários, técnicos, enfermeiros e demais servidores na área da saúde no regime de escala em plantão nos finais de semana, feriados e pontos facultativos. 

Além disso, a medida "chamou os olhos" da categoria para o ponto que dizia alterar a bonificação de plantões no final do ano, que supostamente teria uma redução do adicional de 100% para 50% sobre o valor pago aos profissionais que trabalharem nos dias 25 de dezembro de 01 de janeiro. 

Diante da repercussão, o Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande protocolou um ofício direcionado para a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Coordenadora do Comitê Gestor da Secretaria Municipal de Saúde, solicitando a revogação do Decreto para não causar prejuízos à prestação de serviços de saúde na Capital.

O requerimento acrescenta que a medida vai contra o art. 1º, §2º, da Lei Federal nº 8.142/1990, que diz:

"Confere aos Conselhos de Saúde caráter deliberativo sobre matérias financeiras e operacionais da política municipal de saúde, bem como os princípios da gestão participativa e do controle social previstos na legislação do Sistema Único de Saúde".

De acordo com o decreto de junho de 2024, os profissionais podem trabalhar em escala de plantão de 4 horas, 6 horas ou 12 horas. De segunda a sexta-feira, no período diurno, o valor pago mantém sem alteração, passando a ter acréscimo de 10% nos plantões noturnos e de 20% nos plantões de finais de semana e de feriados e pontos facultativos, como mostra a tabela. 

Diogrande nº 7.524 de 04 de junho de 2024 - Edição Extra

Com a alteração do decreto divulgado, o valor acrescido aos plantões de finais de semana, feriados e pontos facultativos seria de apenas 10%, metade do valor, como se pode ver abaixo. 

Diogrande nº 8.119 de 07 de novembro de 2025 - Edição Extra

 Abaixo, você confere na íntegra o esclarecimento da Prefeitura de Campo Grande: 

"A Prefeitura de Campo Grande esclarece que as medidas publicadas em edição extra do Diogrande nesta sexta-feira não alteram nem reduzem o valor dos plantões, tampouco modificam quaisquer adicionais ou verbas legais asseguradas aos servidores.

A atualização refere-se exclusivamente a gratificações eventuais, concedidas como acréscimo por plantões diurnos realizados aos fins de semana e em feriados, como o Natal.

Essas gratificações não constituem direito adquirido, por se tratarem de valores variáveis e condicionados à escala de serviço.

Elas não serão cortadas, mas adequadas a um novo parâmetro técnico de cálculo, mantendo a regularidade dos pagamentos.

A medida dá continuidade ao processo de reestruturação da rede municipal de saúde, que busca ajustar e equilibrar as finanças da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), garantindo a sustentabilidade dos serviços e ampliando os investimentos na assistência à população.

A Sesau reforça que todas as verbas e adicionais legais permanecem assegurados e que não haverá qualquer prejuízo à assistência prestada à comunidade".

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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