Cidades

INTERIOR

PRF apreende 5 toneladas de droga em carga de milho de carreta parada

Motorista do Rio Grande do Sul foi abordado no acostamento da BR-376 no interior do Mato Grosso do Sul e levaria entorpecentes até Santa Catarina

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Identificado como Ricardo Vargas de Souza, um motorista de 48 anos foi preso com pouco mais de cinco toneladas de entorpecentes em trecho da BR-373, no município de Vicentina, após parar seu caminhão no acostamento e ser abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Esse flagrante, conforme apurado pelo portal Dourados News, aconteceu na manhã de quinta-feira (17), durante uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal, quando o dito motorista teria começado a apresentar contradições. 

Para além de não saber esclarecer ao certo o motivo da parada, o motorista sul-rio-grandense entrou em contradição quando questionado sobre onde havia feito o carregamento da carga de milho. 

Diante das inconsistências e da suspeita levantada, os agentes passaram a verificar o carregamento desse caminhão, ocasião onde encontraram uma série de tabletes de substâncias entorpecentes análogas a maconha. 

Escondida entre os grãos de milhos, a carga ilícita de centenas de tabletes totalizou 5.280 quilos após pesagem. 

A polícia investiga agora alguns pontos apresentados pelo indivíduo, como o de que supostamente teria pego essa carga em Sidrolândia, município distante cerca de 70 quilômetros da Capital e quase 230 de onde foi preso pela PRF. 

Pena 

Conforme disposto no texto da lei 11.343 de 2006, a pena base para o crime de tráfico interestadual de drogas compreende um período entre cinco até 15 anos de reclusão, não sendo necessariamente obrigatória que a substância, de fato, cruze divisas entre as Unidades da Federação para configurar a ilicitude. 

Também vale lembrar que, em resposta ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ainda em 2024 a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apontou que veículos previamente preparados - os chamados "mocós" - são materiais suficientes para classificar o crime como premeditado, podendo assim, portanto, aumentar a pena para essa modalidade do tráfico. 

Nesse caso, foi dado provimento ao Agravo Regimental do MPMS, para restabelecer o desvalor e, assim, "redimensionar a pena-base, fixar regime prisional mais gravoso e negar a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos", expõe texto divulgado pela 14ª Procuradoria de Justiça Criminal.

Com base no agravo em desfavor de Bruno Luis de Albuquerque pelo uso de veículos com "mocó", resumidamente, o indivíduo foi pego transportando 74,4kg de maconha e 3,6 kg de skunk entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. 
 

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RECORDE

Chuva desta quinta-feira foi a maior do mês de outubro em Campo Grande

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital, superando a média de 164,2mm

16/10/2026 08h45

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A chuva que atingiu Campo Grande durante toda esta quinta-feira (15) teve o maior volume da história de outubro em um só dia. Das 6h às 20h, choveu 143,1 mm, segundo os dados do meteorologista Natálio Abrahão. A média histórica do mês, analisada entre os anos de 1980 a 2010, é de 165,2 mm.

A região que mais teve acumulado de chuva foi a do Carandá Bosque/Shopping, onde foram registrados os 143,1 mm. Depois desta, a área da Embrapa teve 83,2 mm, seguido pelo distrito de Anhanduí com 81, 2 e, por fim, o centro teve 73,2 mm.

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital sul-mato-grossense, superando a média de 164,2mm. Na região do Carandá Bosque/Shopping choveu 253,8mm durante outubro, 89,6 mm acima do esperado.

Conforme os dados obtidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde 2002, nos primeiros 15 dias de outubro nunca houve um acumulado maior que o deste ano. Até então, o ano mais chuvoso neste período foi em 2011, quando foram registrados 158,8 mm de precipitação.

Segundo a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), há previsão de chuvas para hoje, em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde as precipitações podem ser mais intensas, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

Chuva em MS

Outras cidades do Estado também tiveram acumulados elevados durante a quinta-feira (15). Em Dois Irmãos do Buriti, que fica a 115 km de Campo Grande, a chuva atingiu os 45,4 mm. 

Em Nova Alvorada do Sul, município que integra a região geográfica imediata de Campo Grande, o acumulado foi de 35,8 mm. Em Santa Rita do Rio Pardo, também foram registrados 35,8 mm.

Já na região leste, no município de Água Clara choveu 32,2 mm na área do Cemaden.

 

CRIME FRUSTRADO

Bando que invadiu banco pelo telhado é condenado a 46 anos de prisão

Grupo tentou chegar ao cofre de agência em Água Clara, mas foi surpreendido por sistema de segurança

16/10/2026 08h30

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança Divulgação

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Uma tentativa de furto a uma agência bancária em Água Clara, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Campo Grande, terminou com seis homens condenados a penas que, juntas, ultrapassam 46 anos de prisão. O grupo tentou acessar o cofre do estabelecimento pelo telhado, mas teve a ação frustrada pelo sistema de segurança do banco.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as condenações somam 46 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, pelos crimes de furto qualificado e tráfico de drogas. A decisão judicial também determino o pagamento de 2.817 dias-multa.

O crime aconteceu na madrugada de 8 de janeiro de 2025. Para entrar na agência, os envolvidos utilizaram uma escada posicionada ao lado de uma igreja vizinha. Dois homens subiram até o telhado e começaram a serrar o forro do imóvel, enquanto um terceiro permaneceu no chão, responsável por entregar as ferramentas.

Os outros três integrantes ficaram encarregados de vigiar a região e avisar sobre uma possível aproximação policial. Dois circulavam de motocicleta e o terceiro monitorava as ruas a pé.

A primeira tentativa de entrada foi interrompida pelo disparo do alarme. Apesar do alerta, os suspeitos decidiram continuar a ação ao perceberem que nenhuma equipe policial havia chegado ao local.

Na segunda investida, quando tentavam alcançar o dinheiro, o sistema de cortina de fumaça da agência foi acionado, obrigando o grupo a fugir antes de conseguir abrir o cofre. 

Sem acesso aos valores armazenados, os criminosos levaram apenas um notebook. Na fuga, deixaram para trás ferramentas utilizadas na tentativa de invasão, aparelhos celulares, além de um colete à prova de balas e munições pertencentes à agência.

As pistas abandonadas no banco foram fundamentais para que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), chegasse aos envolvidos.

Por meio das etiquetas encontradas nas ferramentas e de um chip de celular, os investigadores conseguiram identificar o comprador dos equipamentos utilizados no crime e o titular de uma das linhas telefônicas.

O primeiro suspeito localizado confessou a participação na tentativa de furto e forneceu informações sobre os demais integrantes. A partir do depoimento, a polícia avançou nas diligências até identificar os seis participantes.

Durante a prisão de um dos investigados, os policiais também encontraram 89,2 gramas de cocaína e uma balança de precisão na residência dele. A apreensão resultou na inclusão da acusação de tráfico de drogas no processo. 

Justiça mantém prisão preventiva

A ação penal foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara. Ao analisar o caso, a Justiça acolheu os pedidos apresentados pelo MPMS e rejeitou os argumentos das defesas que buscavam afastar ou reduzir a responsabilização pelos crimes.

As maiores penas foram aplicadas a dois homens condenados por furto qualificado e tráfico de drogas. Um recebeu 16 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, enquanto o outro foi condenado a 12 anos e 6 meses. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

Outros três integrantes receberam penas de cinco anos de prisao cada, em regime semiaberto, pelo crime de furto qualificado. 

Já o sexto condenado recebeu a menor pena do grupo: 3 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto. A redução considerou a confissão do crime e o fato de ele ter menos de 21 anos na data da ocorrência. 

Além das penas de prisão, os seis condenados deverão pagar multas estabelecidas pel Justiça. A decisão também manteve a prisão preventiva de dois dos envolvidos. 

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