Cidades

MATO GROSSO DO SUL

PRF-MS vai até SP 'buscar' quase meia tonelada de cocaína que atravessou a divisa

Apreensões por parte da Polícia Rodoviária Federal do Mato Grosso do Sul ultrapassam os 760 quilos de substâncias entorpecentes retiradas de circulação em 24 horas

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Durante uma fiscalização na região do município sul-mato-grossense de Selvíria na tarde de quarta-feira (08), agentes da Polícia Rodoviária Federal avistaram um caminhão-tanque rumo a São Paulo, seguindo o veículo em acompanhamento até o Estado paulista em busca de quase meia tonelada que atravessou a divisa.

Se somada a outra primeira apreensão feita ontem (08) também pela PRF, de 274 quilos encontrados em uma caminhonete na BR-419, são cerca de 762 kg de substâncias ilícitas retiradas de circulação em menos de 24h. 

Quanto à busca dos entorpecentes, toda a movimentação das forças de segurança começou após avistamento do veículo suspeito, que passou a ser acompanhado e pôde ser abordado após atravessar a divisa estadual. 

Já na cidade paulista de Ilha Solteira (SP), distante aproximadamente 393 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, os agentes abordaram o condutor que apresentou um nervosismo excessivo diante das perguntas dos agentes. 

Diante da suspeita de que ilícitos poderiam estar ligados à ocorrência, foi feita uma vistoria minuciosa em todo o veículo. Imagens mostram que o "mocó" das substâncias ilícitas seria justamente o compartimento do tanque de carga. Confira: 

Conforme a PRF em nota, a vistoria constatou uma grande quantidade de um carregamento de substância compatível com cloridrato de cocaína. 

Questionado com o flagrante, o motorista que não teve seu nome identificado assumiu que pegou a carga no município sul-mato-grossense de Bataguassu, relatando em confissão que seu destino seria a capital paulista. 

Mais de meia tonelada

Vale lembrar, ainda em 2024 em resposta ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul a decisão unânime da 6.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apontou que veículos previamente preparados - os chamados "mocós" - são materiais suficientes para classificar o crime como premeditado e, assim, aumentar a pena para essa modalidade do tráfico de drogas.

Como bem esclarece a PRF-MS em nota, o montante dessa substância apreendida em Ilha Solteira (SP) com destino a São Paulo somou mais de meia de substância entorpecente, totalizando 488 quilos de cocaína. 

Ainda que essa apreensão tenha acontecido de forma "pacífica", o caso registrado pela mesma força de segurança já demonstra uma dinâmica diferente, concretizada apenas após perseguição em alta velocidade que terminou com o veículo empregado pelo tráfico totalmente destruído. 

Neste caso específico foram retirados de circulação outros 274 quilos de entorpecentes, fracionado entre porções pasta base de cocaína e skunk, a droga popularmente conhecida como "supermaconha" devido à alta concentração de THC.

 

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TRANSPORTE ESCOLAR

MPE investiga falta de transportes escolares para área rural no interior do Estado

Ao menos duas fazendas do município de Porto Murtinho registraram a ausência de ônibus escolar para crianças e adolescentes de área rural

09/07/2026 12h35

FOTO: Álvaro Rezende/Arquivo Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) instaurou um procedimento prepatório para investigar a ausência de ônibus escolar para buscar estudantes de mais de uma escola da área rural do município de Porto Murtinho, a 438 quilômetros de Campo Grande.

A primeira denúncia da falta de transporte veio da mãe de uma aluna, que antes do início do ano letivo tentou se informar sobre o funcionamento e obteve a resposta do Gerente do Transporte Municipal de que o ônibus funcionaria a partir do dia 19 de fevereiro, dez dias após o início das aulas, em 09 de fevereiro, e durante esse período os estudantes teriam "aulas programadas".

O funcionário público justificou o atraso para iniciar o serviço devido as chuvas na região, o que supostamente impossibilitaria o tráfego do veículo. No entanto, junto aos documentos da denúncia, a mãe registrou a pista, apontando a possibilidade de utilização das estradas.

O MPE solicitou justificativas da Secretaria de Educação (Semed) de Porto Murtinho, para entender se as suspensões durante período chuvoso são recorrentes, bem como de que forma são implementadas as aulas programadas, informando sua metodologia e eficácia pedagógica para suprir a ausência do ensino presencial.

Em resposta ao órgão, a Semed respondeu que o período sem o transporte e consequentemente implementação das aulas programadas foi por necessidade de ajustes administrativos, pedagógicos e lotação de professores.

Na documentação, a secretaria ressaltou que a cidade possui longa extensão rural com estradas sem pavimentação e no período de chuvas há riscos de atolamento, alagamentos e trechos escorregadios, colocando em risco a segurança dos alunos e motorista.

Ainda foi informado que a prática não é recorrente, sendo adotada "apenas em caráter excepcional" e sob avaliação técnica da Secretaria Municipal de Obras.

Quanto as aulas programadas, a secretaria informou que é composta por listas impressas de atividades, roteiros de estudos, exercícios de fixação, entre outros, com acompanhamento e devolutiva dos professores.

A denúncia foi registrada como notícia fato e arquivada. Porém, outras novas denúncias e baixo-assinados de diversas áreas rurais afetadas pela falta de transporte e demais condições de estruturas físicas, bem como possíveis irregularidades nas tranferências de alunos foram adicionadas aos autos.

As documentações apontam a ausência de transporte para ao menos duas fazendas, a de Santa Edwiges e São Lucas, além da região da Colônia Cachoeira, em Porto Murtinho.

O órgão então instaurou o procedimento preparatório em decorrência da ausência do ônibus para as determinadas regiões, uma vez que ainda está sob investigação e necessita de informações complementarem para concluir alguma determinação

Guardiões do Fogo

PF recolhe munições e armas de suspeito que fraudou registro CAC

Operação foi deflagrada nesta quinta-feira em Campo Grande

09/07/2026 12h14

Munições e armamentos foram apreendidos pela PF

Munições e armamentos foram apreendidos pela PF Divulgação/Polícia Federal

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A Policia Federal apreendeu cerca de 300 munições, 2 pistolas cal. 9 mm e 1 fuzil cal. 22 de um suspeito que estaria com documentos da concessão de registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) irregulares. 

Segundo as investigações, o homem teria utilizado documentos não considerados aceitos para obter o registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e a manutenção de armas de fogo. 

A apreensão foi feita durante a Operação Guardiões de Fogo, deflagrada nesta quinta-feira (9) em Campo Grande, que tem  objetivo de combater a posse ilegal de armas de fogo obtidas através de processos fraudulentos para a concessão de registro de CAC. 

De acordo com a Polícia Federal, o registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica. O uso de documentos falsos, conforme a instituição, enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.

Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos. 

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram duas pistolas, 130 munições e materiais relacionados a outros crimes. 

O homem mantinha as armas em um endereço diferente do que consta no cadastro, o que configura irregularidade, segundo a polícia.

CAC

O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.

Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.

Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treio, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria. 

Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:

  • Ter no mínimo 18 anos completos e 25 anos para aquisição de arma de fogo;
  • Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com a atividade de CAC, como condenações por crimes dolosos ou contra a segurança pública;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Apresentar aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, comprovada por meio de avaliação psicológica realizada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  • Apresentar os documentos obrigatórios (documento de identificação, certidão de antecedentes criminais, comprovante de ocupação lícita, comprovante de residência);
  • Realizar o pagamento da taxa de registro junto ao Exército, de R$ 100 e outras taxas obrigatórias. 

O valor total pode chegar a R$ 3,5 mil. 
 

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