Cidades

INTERIOR

PRF prende 4° envolvido em execução de garagista morto por engano

Forças de segurança pública ainda procuram por Jeferson Lopes, de 31 anos, um quinto envolvido na morte de Vitor Orsini que segue foragido

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Durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na altura do quilômetro 707 da rodovia BR-262, em Corumbá, agentes localizaram e prenderam durante o fim de semana um dos envolvimentos na execução de Vitor Orsini, garagista morto por engano aos 19 anos no interior do Mato Grosso do Sul em agosto.

Esse homem preso durante abordagem da PRF na manhã de ontem (27), próximo da fronteira entre Brasil e Bolívia, trata-se de Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos. Como descrito em boletim de ocorrência, abordado pelos agentes ele alegou num primeiro momento que não estava com seus documentos. 

Marcos estava à bordo de um Chevrolet Montana azul, e os policiais identificaram a existência de um mandado de prisão aberto após o acusado repassar seus dados pessoais. 

Ainda que tenha sido inicialmente levado até a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, o indivíduo que seria levado para Dourados ou Ponta Porã relatou em audiência que era alvo de ameaças e não podia permanecer nessa região mais ao sul do Estado. 

Presos e foragido

Vale lembrar que as prisões começaram no dia 11 de agosto, quando Denis Barbosa de Mello, de 25 anos, foi localizado em um hotel no distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã.

Esse outro indivíduo seria Jeferson Lopes, de 31 anos, que passou a ser procurado junto de Marcos em 24 de agosto, sendo o quinto listado por envolvimento na morte de Vitor Orsini e o único que segue foragido até o momento. 

Vale lembrar que as primeiras prisões já ocorreram no dia 11 de agosto, quando Denis Barbosa de Mello, de 25 anos, foi localizado em um hotel no distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã.

Ele é apontado pelas investigações como autor dos disparos contra Vitor. Também um adolescente de 17 anos foi apreendido por suspeita de participação no crime.

Dez dias após o crime, em 17 de agosto, Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, foi preso em Ponta Porã. Conforme apuração, ele seria o piloto da motocicleta utilizada para levar o suspeito dos disparos até a garagem, além de supostamente ter auxiliado na fuga após o crime.

Já em 21 de agosto a Polícia Civil prendeu preventivamente Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, empresário e proprietário de uma academia em Ponta Porã. Sua real participação no homicídio segue sendo investigada. 

Morto por engano

Executado no interior da garagem de veículos da própria família, Vitor Orsino foi morto aos 19 anos por engano pois, segundo divulgado pela Polícia Civil, não seria o alvo do grupo que teria se confundido na execução desse crime. 

Novos detalhes da investigação foram apresentados pelo delegado Lucas Albé, do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados. Informações divulgadas pelo portal local Dourados News, indicam que o próprio autor dos disparos, Denis Barbosa de Melo, de 25 anos, descobriu somente após retornar a Ponta Porã que havia executado a pessoa errada.

Essa investigação identificou que conversas foram mantidas na manhã do homicídio relacionadas à venda de uma Toyota SW4 que estava na garagem da família de Vitor. Cláudio Henrique de Arruda teria demonstrado interesse no veículo e informado que um homem iria até o estabelecimento por volta das 14h para avaliar a caminhonete.

Para a Polícia Civil, a negociação teria sido utilizada como meio de fazer com que o verdadeiro alvo estivesse na garagem justamente no momento da chegada dos executores.

Mesmo que alguns dos investigados tenham histórico ligado a atividades criminosas, a Polícia Civil afirma que, até o momento, não há elementos que demonstrem que uma facção criminosa tenha ordenado ou organizado a execução.
**(Colaborou Alícia Miyashiro)

 

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EMPREENDIMENTO

Empresa de logística investe mais R$ 73 milhões em Campo Grande

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital; documento publicado nesta segunda-feira estabelece compensação ambiental de R$ 368 mil

28/09/2026 12h39

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital Divulgação

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Um novo investimento milionário no setor logístico de Campo Grande apareceu na edição desta segunda-feira (28) do Diário Oficial do Município. Documento publicado pela prefeitura aponta valor de referência de R$ 73,6 milhões para a implantação de um novo empreendimento da LOG Commercial Properties na Capital.

O montante consta em termo de compromisso de compensação ambiental firmado entre o Município, com interveniência da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), e a LOG Campo Grande II SPE Ltda.

Pelo documento, o empreendimento tem valor de referência de R$ 73.605.464,81 e, com base nele, a prefeitura calculou uma compensação ambiental de R$ 368.027,32, correspondente a 0,5% do total.

O projeto representa uma nova etapa da expansão da empresa em Campo Grande. A LOG já possui um condomínio logístico em funcionamento na Capital, que recebeu investimento estimado em R$ 161 milhões e soma aproximadamente 63 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). 

A nova unidade, denominada LOG Campo Grande II, será instalada na Avenida Zila Corrêa Machado, no entroncamento da Avenida Guaicurus, no Bairro Rita Vieira, ao lado do empreendimento já existente. Documentos financeiros da companhia confirmam que o projeto está em desenvolvimento e envolve aquisição, construção e expansão do imóvel.

A expansão já havia sido anunciada pela companhia em março deste ano, quando a LOG informou que pretendia aplicar aproximadamente R$ 100 milhões no Campo Grande II, com mais de 40 mil m² de ABL e entrega prevista para o primeiro semestre de 2027. 

O documento publicado agora pela prefeitura, porém, traz um valor diferente. Para efeitos do licenciamento e do cálculo da compensação ambiental, o novo complexo foi avaliado em R$ 73,6 milhões.

Dos R$ 73,6 milhões considerados como valor de referência, R$ 368 mil terão de ser destinados à compensação ambiental.

Segundo o termo, o empreendimento foi enquadrado nos critérios ambientais previstos no Decreto Municipal nº 14.114/2020, especificamente no item referente à implantação em unidades de conservação – Área Diretamente Afetada (ADA).

Assinado em 25 de setembro, o termo terá validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

Expansão

A primeira unidade da LOG na Capital já possui aproximadamente 63 mil m² de ABL. Com a segunda operação, a companhia pretende ultrapassar a marca de 100 mil m² de galpões logísticos em Campo Grande. 

No site da própria empresa, o empreendimento de Campo Grande é apresentado em terreno de 84.180,78 m², com módulos a partir de 1,2 mil m², pé-direito de 12 metros, piso com capacidade para seis toneladas por metro quadrado, estacionamento e pátio de manobras para carretas.

A expansão faz parte do plano nacional de crescimento da LOG, que prevê acrescentar mais de 2 milhões de m² de área locável ao portfólio da companhia até 2028, sendo cerca de 20% desse crescimento concentrado no Centro-Oeste. 

DEPENDÊNCIA

Com ICMS travado, repasse federal 'salva' cofres de Campo Grande

Mesmo com o aumento da isenção do IRPF, os repasses relativos ao FPM tiveram alta de 10,3%, o maior índice de crescimento entre as importantes fontes de receita municipal

28/09/2026 12h06

Mesmo com aumento da isenção, retensão do IR na folha de pagamento também teve aumento superior ao da inflação

Mesmo com aumento da isenção, retensão do IR na folha de pagamento também teve aumento superior ao da inflação

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Apesar do apoio popular, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, em vigor desde o começo de 2026, foi “vendido” como catastrófico para os cofres municipais no final do ano passado. Os números de agora, porém, mostram uma realidade bem diferente. Prova disso é que o repasse relativo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para Campo Grande cresceu 10,3% entre setembro do ano passado e agosto deste ano se comparado com igual período do ano anterior.

E não foi só o FPM que cresceu, passando de R$ 319 milhões para R$ 351 milhões, mas a retensão do IRPF na folha de pagamentos também teve alta, de 4,9%, índice que supera a inflação oficial do período, que ficou em 4,47%.

Nos 12 meses relativos a setembro de 2024 a agosto de 2025, a retensão de IRPF garantiu R$ 342 milhões aos cofres municipais de Campo Grande. Agora, conforme suplemento do Diogrande publicado nesta segunda-feira (28), o valor chegou a R$ 359 milhões.

No final do ano passado, após o anúncio de que haveria isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, a administração municipal estimou perda de pelo menos R$ 3 milhões mensais nos repasses, já que o imposto de renda é um dos principais componentes do FPM. 

Na época, a Associação das Secretarias de Finanças das Capitais estimou perda de R$ 9,5 bilhões nas receitas municipais. Desde montante, R$ 4,6 bilhões seriam relativos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e R$ 4,85 bilhões da isenção ou redução do IR sobre a folha de salários dos servidores municipais.

Mas, apesar das previsões pessimistas, dentre as seis principais fontes de receita da administração municipal da Campo Grande, (ISS, IPTU, ICMS, FPM, IPVA e IRPF), o FPM teve o maior crescimento no balanço quadrimestral publicado nesta segunda-feira, aumentando em 10,3%.

O ICMS, que é o imposto repassado pelo Governo do Estado, por sua vez, teve o pior desempenho, crescendo apenas 2,4%. Na prática, então, o repasse estadual para Campo Grande encolheu, já que o crescimento ficou em apenas 50% do índice da inflação oficial.

Outro repasse estadual, o IPVA, teve desempenho melhor que o ICMS, com aumento de 9,4%, perdendo apenas para o crescimento feito pelo Governo Federal. O valor saiu de R$ 234 milhões da R$ 256 milhões.

Em terceiro lugar no percentual de crescimento ficou o Impostos Sobre Serviços (ISS), a principal fonte de recursos da prefeitura de Campo Grande, com alta de 8,6%. O valor saltou de R$ 704 milhões para R$ 765 milhões.

Na sequência aparece o IPTU, que cresceu apenas 8,1%, apesar do aumento da taxa de lixo para cerca de 50% dos proprietários de imóveis e a redução de 20% para 10% no desconto daqueles que pagara o imposto à vista. No balanço relativo ao segundo quadrimestre do ano passado a soma dos 12 meses anteriores chegou a R$ 651 milhões. Agora, imposto sobre imóveis somou R$ 704 milhões.

Os dados da administração municipal revelam que o faturamento bruto teve crescimento superior ao da inflação nos últimos doze meses, passando de R$ 5,763 bilhões para R$ 6,181 bilhões, o que representa incremento de R$ 7,2%.

O problema é que as despesas brutas como pessoal tiveram aumento maior que a arrecadação, de 8%. Nos 12 meses encerrados em agosto do ano passado estes gastos somaram R$ 3,574 bilhões. Agora, chegaram a R$ 3,861 bilhões. 

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