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PROJETO SUCURIÚ

PRF prevê 200 supercargas para a Arauco ao longo de 2026

Comboio de carretas que fazem transporte de peças da megafábrica devem chegar amanhã em Campo Grande e deixar tráfego da BRs 163 e 262 mais lento

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Outras quatro cargas superdimensionadas devem chegar a Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (15) e lentidão em estradas se mantém. A previsão é que 200 cargas de transportes do tipo sejam realizadas ao longo do ano para a implantação da indústria de celulose.

Noticiado ontem pelo Correio do Estado, o trecho da MS-134 entre Batayporã e Nova Casa Verde esteve com o tráfego mais lento devido a um comboio de no mínimo quatro carretas, que transportam peças para a instalação da indústria de celulose da empresa Arauco, no município de Inocência (MS).

Segundo informações apuradas pela reportagem, das 200 cargas estimadas, oito já estão no percurso em Mato Grosso do Sul durante os últimos dias e devem ficar nas estradas por até uma semana, a depender das condições climáticas.

Ontem, o comboio das primeiras cargas desse porte chegaram ao município de Nova Casa Verde e seguiram caminho até o quilômetro 210 da BR-267, cerca de 40 quilômetros antes do trevo com a BR-163 em Nova Alvorada do Sul.

Com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a previsão é que até o fim da tarde de hoje essas primeiras carretas percorram o trajeto até o quilômetro 410 da BR-163 de Anhanduí, distrito de Campo Grande, que fica a 60 quilômetros da capital.

 

A previsão é que por volta da hora do almoço, o comboio chegue em Campo Grande e após pausa segue o trajeto para Água Clara, passando por Ribas do Rio Pardo, com destino a Inocência.

De acordo com informações da PRF, até o final da tarde desta quinta-feira (15), mais quatro cargas chegarão à Nova Casa Verde e seguirão pelo mesmo caminho.

A estimativa é percorrer cerca de 100 a 150 quilômetros por dia, contando com pausas para almoço, dependentes das condições climáticas e locomoção apenas durante o dia.

Além disso, equipes da PRF que fazem a escolta relataram que devido a altura das cargas, é necessário em alguns momentos que equipes da Energisa façam movimentações dos fios, o que também interfere no tempo e duração do trajeto.

A informação é que as peças possuem 6,6 metros de altura e cerca de 10 metros de comprimento, e pesam 62 toneladas cada.

Rotas

Relatado à reportagem, para chegar ao destino final estão cotadas 4 rotas alternativas que podem gerar tráfego lento durante o ano enquanto as carretas estiverem em percurso, todas escoltadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou Estadual (PRM), a depender da rodovia.

Entre os trajetos, as rodovias estaduais que aparecem nas rotas são: MS-134; MS-377; MS-240 e MS-112; Além das rodovias federais: BR-267; BR-163; BR- 262 e BR-158.

Arauco Sucuriú

A construção da indústria de celulose no município de Inocência marca a quinta unidade de setor do Estado de Mato Grosso do Sul e a primeira da Arauco.

Nomeado como Projeto Sucuriú, em homenagem ao rio da região, os materiais são fornecidos pela empresa Valmet, de origem finlandesa, que os envia para a JBO Indústria Mecânica, onde são fabricadas as peças que posteriormente são transportadas para o município do interior do Estado sul-mato-grossense. 

O investimento está estimado em R$ 25 bilhões e antes previsto para 2028, porém foi adiantado já para o final do ano que vem, e por isso, além das 200 supercargas, terão cerca de 60 mil caminhões nas estradas para a implementação total e construção final da fábrica.

O projeto é considerado como uma das maiores fábricas de celulose do mundo e promete gerar 6 mil vagas de empregos após início de operação, seja na própria fábrica, até logística e produção de eucalipto.

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Cidades

Maconha era transportada junto a alimentos em câmara fria de caminhão

Droga era destinada ao estado de Goiás

15/01/2026 15h00

Divulgação/PCMS

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), apreendeu na noite de ontem (14) um total de 849,4 kg de maconha em um caminhão refrigerado que estava estacionado nos fundos de um posto de combustíveis no Jardim Noroeste.

Durante uma operação que tinha como objetivo fiscalizar pontos usados como parada em rotas do tráfico, os policiais identificaram, por volta das 22h, um conjunto (cavalo e baú) com o lacre da câmara fria rompido, o que contraria normas de transporte de alimentos e levantou suspeitas de ocultação de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista de 39 anos apresentou versões contraditórias ao ser abordado e não soube explicar a violação do lacre.

Após ser confrontado, admitiu que transportava caixas com entorpecentes no compartimento refrigerado, misturadas a alimentos.

Diante disso, o caminhão foi levado à DENAR para vistoria detalhada. No interior do veículo, foram encontradas 31 caixas contendo tabletes de maconha, totalizando 849,4 kg. A carga, segundo o motorista, teria como destino o estado de Goiás.

O motorista foi preso em flagrante.

"pombo-correio" do PCC

Advogado preso com 22 kg de cocaína é denunciado outra vez pelo MPMS

Ele já foi condenado a 6,5 anos por narcotráfico e agora corre risco de sofrer nova condenação e assim não poderá progredir de regime

15/01/2026 14h20

Em junho de 2024 oMP apreendeu R$ 200 mil em operação que teve como um dos alvos o advogado que seria preso meses depois por tráfico

Em junho de 2024 oMP apreendeu R$ 200 mil em operação que teve como um dos alvos o advogado que seria preso meses depois por tráfico

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Preso desde outubro de 2024, quando foi flagrado com 22 quilos de cocaína no interior de São Paulo, o advogado campo-grandense Christopher Pinho Ferro Scapinelli foi denunciado mais uma vez pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Por conta desta denúncia, teve nova prisão decretada e deve ficar preso por um período maior. 

Por conta daquele flagrante, ele foi condenado a seis anos de prisão e agora foi denunciado à Justiça acusado de integrar organização criminosa, envolvimento no tráfico interestadual, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Apontado como um suposto "pombo-correio" da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), até 2024 ele presidia duas comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS). A descoberta de que ele havia sido cooptado pela facção foi praticamente por acaso. 

Em junho de 2024 o Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MPMS) deflagrou a operação Sommelier para desmontar suposto esquema de corrução na realização de um concurso público na prefeitura de Douradina. 

Nesta operação foram apreendidos documentos, celulares em torno de R$ 200 mil em espécie. A empresa contratada para fazer o concurso (Delta Concursos) pertencia ao advogado e funcionava em uma loja de vinhos em Campo Grande (Bodega Real). 

E, conforme a denúncia apresentada agora contra o advogado e outras quatro pessoas, esta loja de vinhos servia principalmente para lavar dinheiro tanto do narcotráfico quanto de contratos com órgãos públicos. 

Por conta das descobertas feitas naquela operação, o advogado passou a ser monitorado mais de perto e acabou sendo preso no interior de São Paulo com 22 quilos de cocaína escondidos no interior de um tanque de combustíveis da caminhonete que dirigia. 

Depois de ser preso, alegou que estava em dificuldades financeiras em decorrência da operação do MPE desencadeada meses antes e por isso teria aceitado fazer o transporte da cocaína.

A suspeita dos investigadores, porém, é de que bem antes disso fizesse pelo menos uma viagem por semana para levar cocaína  para São Paulo, Paraná e Minas Gerais. 

De acordo com a denúncia do MPE apresentada à Justiça, além de fazer o transporte de drogas, o advogado também atuava como “gravata” do PCC, denominação dada aos profissionais do Direito cooptados pela facção.

De acordo com a peça acusatória, o advogado utilizava-se de sua prerrogativa profissional para atuar como "pombo-correio", transportando mensagens ilícitas, conhecidas como "salves", entre lideranças da facção presas em regime fechado e membros em liberdade. Diligências foram realizadas com autorização judicial em Campo Grande, Araraquara (SP) e Itajaí (SC) para juntar provas, segundo o MPE.

Conforme o trabalho de investigação, o advogado integrava o núcleo "Sintonia dos Gravatas", sendo responsável por organizar a assistência jurídica a integrantes da máfia e gerir ordens emanadas de pelo menos três chefes da facçao, dentro e fora do cárcere.

Entre os chefes do PCC no Estado, há um que já esteve implicado em plano de atentado a autoridades. O advogado travava comunicação ainda com outros profissionais já identificados como integrantes do corpo jurídico do PCC, aliciado para serviços que vão além das previsões legais.

MULA DE LUXO

Para ocultar sua verdadeira identidade e dificultar a responsabilização penal, Christopher utilizava diversas contas no WhatsApp registradas com nomes falsos, segundo o Gaeco/MPMS. 

Além da atuação nos presídios, a acusação sustenta que o advogado operava uma logística de tráfico, transportando semanalmente carregamentos de cocaína saindo de Ponta Porã para estadis vizinhos, escondendo a droga em tanques de combustível ou estepes de pneu.

Em decorrência desse flagrante de 13 de outubro de 2024, Christopher foi condenado, em fevereiro do ano passado, em Mirassol, a 6,5 anos de prisão. Atualmente está cumprindo pena em Araraquara (SP) e com prisão preventiva decretada nesta nova investigação.

A denúncia atual, que corre na 3ª Vara Criminal de Campo Grande, também aponta a participação de uma mulher - que teve a prisão decretada, mas está desparecida - na administração financeira e venda de entorpecentes. Outros três faccionados dos PCC constam da acusação, um preso no complexo da Gameleira, em Campo Grande, e os outros dois foragidos.
 

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