Cidades

Saúde na Escola

Programa de Combate à Dengue envolve 116 escolas em Campo Grande

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed) destas 46 são escolas com ensino regular e 70 escolas de educação infantil

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Em Campo Grande 116 unidades escolares estão participando da mobilização nacional de combate ao mosquito-da-dengue. O intuito é educar os estudantes a combater o Aedes aegypti em casa, assim como torná-los porta vozes dos cuidados e prevenção para evitar a proliferação.

Nas cartilhas disponibilizadas no portal do Ministério da Saúde, o professor pode buscar orientação do passo a passo sobre como conscientizar os alunos. Nesse processo eles aprenderão assuntos como: fases de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti (ovos, larvas, pupa e mosquito adulto); sintomas e cuidados; conhecimento sobre a Chikungunya e a Zika.

A participação das escolas no combate a dengue faz parte do Programa Saúde na Escola que passou por reestruturação em 2023. O programa foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Educação. 

Referência

Na Capital, a referência no desenvolvimento de atividades com alunos é a Escola Municipal Profº Iracema Maria Vicente, localizada no bairro Rita Vieira. 

Para o Correio do Estado, a chefe da divisão de Ensino Fundamental e Médio (DEFEM) Ana Ribas relatou que o envolvimento da comunidade é uma das formas mais efetivas de combater a dengue, sendo que o programa reforça o trabalho com estudantes que podem disseminar os cuidados com a família em casa.

“Por intermédio do Programa Saúde na Escola, professores, alunos, comunidades, gestores escolares podem implementar práticas educativas no combate à dengue, assim a escola cumpre sua função social como indutora das políticas públicas e consequentemente teremos uma comunidade mais consciente e crítica. Lembrando que um dos objetivos da educação é a formação dos alunos para o exercício da cidadania e ser cidadão é ter consciência de que nós podemos, por meio de ações individuais, impactar a coletividade”, destacou Ana Ribas.

A campanha nas escolas foi lançada pelo governo Federal no último dia 21 de fevereiro. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, 925 escolas estão participando da mobilização que faz parte de outras ações como o Dia D contra dengue.

Serão 20 semanas de atividades que pretendem envolver os alunos. O programa conta com cerca de 25 milhões de estudantes que receberão orientações acerca do combate a dengue em instituições públicas de ensino em todo país. 

Programa Saúde na Escola

O programa foi criado em 2007, em parceria entre o Ministério da Saúde e Educação, com intuito de promover saúde e educação nas escolas públicas. Uma das suas principais linhas de atuação está na saúde nos alunos, para diminuir a evasão escolar por questões relacionadas a saúde. Neste ano, a dengue entrou no cronograma.

Atividades que serão realizadas nas escolas:

  • Atividades lúdicas para sensibilização;
  • Gincanas;
  • Teatros educativos;
  • Oficinas criativas;
  • Palestras, murais da prevenção;
  • Concursos para engajar crianças, adolescentes e jovens no combate à dengue;

Para suporte didático, a pasta divulgou guias interativos, podcasts, vídeos e disponibilizou lives com especialistas que podem ser acessados clicando aqui

Veja alguma das temáticas abordadas pelo programa:

  • Prevenção de violências e acidentes;
  • Promoção da cultura de paz;
  • Direitos humanos;
  • Saúde sexual e reprodutiva, além de prevenção de HIV/IST;
  • Saúde ambiental;
  • Promoção da atividade física;
  • Alimentação saudável e prevenção da obesidade;
  • Saúde ambiental;
  • Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas;
  • Saúde Bucal;
  • Saúde Auditiva;
  • Saúde Ocular;
  • Prevenção à Covid-19 e agora dengue;

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) por meio da Gerência da Saúde da Criança e do Adolescente, informou que Mato Grosso do Sul atingiu o marco de 100% de adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE), no ciclo referente a 2023/2024. 

Nos 79 municípios do estado, sendo 925 escolas para com um total de 358.966 alunos beneficiados. Para o ciclo do PSE, de 2023/2024, o Ministério da Saúde repassou mais de R$ 90 milhões aos municípios de todo o país. 

 

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CIDADES

Polícia quer apreender passaporte de envolvido na morte do cão Orelha

A meta é impedir que o acusado saia do país

07/02/2026 22h00

Cão Orelha

Cão Orelha Reprodução

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A Polícia Civil de Santa Catarina pediu a apreensão do passaporte do adolescente acusado da morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A solicitação foi feita à justiça. A Polícia Federal também foi comunicada sobre o pedido. O objetivo é impedir que o adolescente saia do país.Cão OrelhaCão Orelha

Em nota, a Polícia Civil disse que o Ministério Público (MP) do estado se manifestou favorável ao pedido.

“A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, diz a nota.

Divergências

A investigação em torno do caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o MP. Ainda na sexta-feira (6), o MP informou que requisitará à Polícia Civil, nos próximos dias, diligências complementares nas investigações realizadas a partir da morte do cão Orelha.

Segundo o MP, tanto a 10ª Promotoria de Justiça da capital, da área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal, concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.  

O Ministério Público disse que identificou lacunas que precisam ser completadas na apuração “da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados à morte de um dos cães”.  

Para a Polícia Civil há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado pela morte do cão comunitário.

Possível coação

O órgão disse ainda que segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava. O MP disse que concluiu pela necessidade de ampliar e detalhar a apuração dos fatos e “irá requisitar diligências complementares à Polícia Civil, inclusive para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais”.  

Na terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina encerrou as investigações sobre as agressões que levaram o cão Orelha à morte e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no crime. 

Para conseguir provar a participação do autor - que não teve o nome revelado por ser menor de idade - as autoridades tiveram de recorrer à tecnologia importada e análise de imagens de câmeras de segurança.

Filmagens

Segundo informações da polícia, foram analisadas mais de mil horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Além disso, 24 testemunhas foram ouvidas.

As imagens analisadas foram fundamentais para as autoridades, embora não existam gravações do momento do ataque ao animal. Foi através delas que os investigadores puderam verificar as roupas usadas pelo rapaz acusado no dia do crime, além de comprovar que ele havia saído de madrugada do condomínio onde mora.

Impostos e tributos

Campo Grande: prefeitura perde mais uma na Justiça e segue obrigada a recalcular IPTU

Município tentou usar o plantão judicial para suspender a decisão, mas desembargador entendeu que não havia urgência, manteve liminar conquistada pela OAB-MS e carnês terão de ser revistos

07/02/2026 19h34

Contribuintes questionam valor do IPTU na Central do Cidadão em Campo Grande

Contribuintes questionam valor do IPTU na Central do Cidadão em Campo Grande Marcelo Victor

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A prefeitura de Campo Grande perdeu mais uma batalha na Justiça neste sábado, ao tentar manter a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 nos moldes adotados desde dezembro. A administração municipal é questionada quanto à legalidade dos critérios de lançamento do tributo, que resultaram em aumentos acima da inflação do ano passado em diversos casos.

Na tentativa de reverter a decisão, o município recorreu ao plantão judicial contra sentença de primeira instância que atendeu a pedido da Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS). A determinação obriga a prefeitura a limitar o reajuste do valor final dos carnês a 5,32%, índice correspondente à inflação medida no período. Na prática, a decisão impõe o recálculo de todos os lançamentos e concede prazo de 30 dias para o cumprimento.

O agravo interposto pela prefeitura foi distribuído ao desembargador Alexandre Branco Pucci, que não acolheu a estratégia do município de recorrer durante o plantão, sem aguardar o expediente regular da Justiça.

“A mera alegação de gravidade da situação, desacompanhada de demonstração objetiva de dano iminente e irreversível no curto lapso temporal do plantão, não é suficiente para deslocar a competência excepcional do magistrado plantonista”, afirmou o desembargador.

Segundo ele, “não compete ao magistrado de plantão substituir o juízo natural na análise aprofundada de pedidos que demandem exame mais detido do conjunto fático-probatório ou que não evidenciem urgência superveniente e contemporânea ao período do plantão”.

No recurso, a prefeitura de Campo Grande voltou a apresentar argumentos já analisados na primeira instância. Sustentou que não houve aumento ilegal ou indireto do imposto e que as medidas adotadas fazem parte da política tributária municipal. Apesar disso, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa determinou apenas que o município comprovasse, na prática, o que afirma no processo: que o valor final cobrado do contribuinte sofreu apenas a correção inflacionária de 5,32%. Ainda assim, a prefeitura alegou “grave impacto aos cofres públicos”.

Ao final da decisão, Alexandre Branco Pucci determinou a redistribuição do processo ao desembargador prevento, que deverá se manifestar apenas na próxima semana.

Novo valor em até 30 dias

Na sexta-feira, o juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, já havia determinado que a prefeitura limite o reajuste do IPTU a 5,32%. O prazo para lançamento dos novos valores é de até 30 dias.

A decisão atendeu a pedido da OAB-MS e ainda é passível de recurso.

O magistrado destacou que a medida pode obrigar o município a recalcular o imposto de milhares de contribuintes, uma vez que, nos autos do processo e em ações semelhantes, proprietários relataram aumentos superiores ao índice oficial do IPCA-E, utilizado como parâmetro legal para o reajuste.

Assim como apontado pelo presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, o juiz entendeu haver indícios de manobra para elevar o valor do imposto sem alteração formal da alíquota.

Embora exista decreto da prefeita Adriane Lopes (PP) limitando o reajuste a 5,32%, a administração municipal promoveu mudanças no Código Tributário Municipal (CTM), alterando critérios de enquadramento dos imóveis.

“Apesar de o ato normativo fixar apenas o reajuste inflacionário do IPTU de acordo com o IPCA-E em 5,32%, na prática houve alteração real do imposto, seja pela mudança do valor venal do imóvel, seja pelo aumento da alíquota utilizada no cálculo, majorando-o por vias indiretas e em desacordo com a lei”, afirmou o magistrado.

A decisão também ressalta que a própria administração reconheceu que as alterações decorreram de uma atualização cadastral promovida pela Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), baseada em georreferenciamento, identificação de mudanças estruturais nas edificações e registro de melhorias na infraestrutura do entorno.

Segundo o juiz, esse procedimento pode elevar o valor venal dos imóveis e resultar no enquadramento em alíquotas maiores, configurando aumento indireto do imposto.

Outra irregularidade reconhecida foi a mudança da alíquota de 1% para imóveis edificados com melhorias sem a realização de vistoria prévia pelo poder público e sem abertura de processo administrativo que garantisse o contraditório ao contribuinte.

O pior de tudo: "a atualização cadastral se deu internamente na Sefaz e sequer foi publicada no Diário Oficial”, destacou o magistrado.

O pedido da OAB-MS para restabelecer o desconto de 20% para pagamento à vista do IPTU, no entanto, não foi acolhido. A prefeitura alegou que a retirada de 10 pontos percentuais do desconto representa incremento de R$ 35 milhões na arrecadação.

O que acontece agora com a cobrança?

Agora, o agravo da prefeitura deve ser distribuído para uma das turmas do Tribunal de Justiça, em regime regular, fora do plantão. 

Caso a decisão da primeira instância seja mantida, a prefeitura terá de recalcular os valores lançados no prazo máximo de 30 dias após a publicação da sentença.

Ariovaldo Nantes Corrêa, na sexta-feira (3) também suspendeu os prazos para pagamento do IPTU.

Atualmente, o vencimento da primeira parcela e da cota única com desconto está previsto para o dia 12 deste mês.

A nova data de vencimento deverá ser definida pelo município, de acordo com sua capacidade de cumprir a determinação judicial.

O Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para comentar a decisão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
No mês passado, milhares de pessoas lotaram a Central do Cidadão para reclamar do aumento do IPTU.

Outras ações

Ainda na sexta-feira, Ariovaldo Nantes Corrêa negou pedidos semelhantes em outras duas ações que solicitavam ajustes ou a suspensão da cobrança do imposto. As ações foram propostas pela Associação dos Advogados Independentes (ADVI) e pelo cidadão Oswaldo Meza Baptista. Em ambos os casos, o juiz entendeu que a via processual escolhida não era adequada.

Outro problema

Além do embate judicial, a prefeitura enfrentará novo desgaste político na terça-feira, na Câmara Municipal. Os vereadores devem analisar o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto de lei complementar que suspendeu o decreto que regulamentava a taxa do lixo.

Neste ano, a taxa — cobrada de forma conjunta com o IPTU — aumentou em quase metade dos bairros da capital, após a aplicação de um novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (Psei).

Caso o veto seja derrubado, o município terá de emitir novos carnês do IPTU com base nos critérios da taxa do lixo vigentes em 2025. A prefeitura estima perda de R$ 18 milhões em arrecadação e secretários municipais falam em “caos financeiro” caso os reveses recentes se mantenham.
 

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