Em Campo Grande 116 unidades escolares estão participando da mobilização nacional de combate ao mosquito-da-dengue. O intuito é educar os estudantes a combater o Aedes aegypti em casa, assim como torná-los porta vozes dos cuidados e prevenção para evitar a proliferação.
Nas cartilhas disponibilizadas no portal do Ministério da Saúde, o professor pode buscar orientação do passo a passo sobre como conscientizar os alunos. Nesse processo eles aprenderão assuntos como: fases de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti (ovos, larvas, pupa e mosquito adulto); sintomas e cuidados; conhecimento sobre a Chikungunya e a Zika.
A participação das escolas no combate a dengue faz parte do Programa Saúde na Escola que passou por reestruturação em 2023. O programa foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Educação.
Referência
Na Capital, a referência no desenvolvimento de atividades com alunos é a Escola Municipal Profº Iracema Maria Vicente, localizada no bairro Rita Vieira.
Para o Correio do Estado, a chefe da divisão de Ensino Fundamental e Médio (DEFEM) Ana Ribas relatou que o envolvimento da comunidade é uma das formas mais efetivas de combater a dengue, sendo que o programa reforça o trabalho com estudantes que podem disseminar os cuidados com a família em casa.
“Por intermédio do Programa Saúde na Escola, professores, alunos, comunidades, gestores escolares podem implementar práticas educativas no combate à dengue, assim a escola cumpre sua função social como indutora das políticas públicas e consequentemente teremos uma comunidade mais consciente e crítica. Lembrando que um dos objetivos da educação é a formação dos alunos para o exercício da cidadania e ser cidadão é ter consciência de que nós podemos, por meio de ações individuais, impactar a coletividade”, destacou Ana Ribas.
A campanha nas escolas foi lançada pelo governo Federal no último dia 21 de fevereiro. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, 925 escolas estão participando da mobilização que faz parte de outras ações como o Dia D contra dengue.
Serão 20 semanas de atividades que pretendem envolver os alunos. O programa conta com cerca de 25 milhões de estudantes que receberão orientações acerca do combate a dengue em instituições públicas de ensino em todo país.
Programa Saúde na Escola
O programa foi criado em 2007, em parceria entre o Ministério da Saúde e Educação, com intuito de promover saúde e educação nas escolas públicas. Uma das suas principais linhas de atuação está na saúde nos alunos, para diminuir a evasão escolar por questões relacionadas a saúde. Neste ano, a dengue entrou no cronograma.
Atividades que serão realizadas nas escolas:
- Atividades lúdicas para sensibilização;
- Gincanas;
- Teatros educativos;
- Oficinas criativas;
- Palestras, murais da prevenção;
- Concursos para engajar crianças, adolescentes e jovens no combate à dengue;
Para suporte didático, a pasta divulgou guias interativos, podcasts, vídeos e disponibilizou lives com especialistas que podem ser acessados clicando aqui.
Veja alguma das temáticas abordadas pelo programa:
- Prevenção de violências e acidentes;
- Promoção da cultura de paz;
- Direitos humanos;
- Saúde sexual e reprodutiva, além de prevenção de HIV/IST;
- Saúde ambiental;
- Promoção da atividade física;
- Alimentação saudável e prevenção da obesidade;
- Saúde ambiental;
- Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas;
- Saúde Bucal;
- Saúde Auditiva;
- Saúde Ocular;
- Prevenção à Covid-19 e agora dengue;
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) por meio da Gerência da Saúde da Criança e do Adolescente, informou que Mato Grosso do Sul atingiu o marco de 100% de adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE), no ciclo referente a 2023/2024.
Nos 79 municípios do estado, sendo 925 escolas para com um total de 358.966 alunos beneficiados. Para o ciclo do PSE, de 2023/2024, o Ministério da Saúde repassou mais de R$ 90 milhões aos municípios de todo o país.





