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PSDB perde força com os ataques do PMDB

PSDB perde força com os ataques do PMDB

Redação

17/02/2010 - 07h36
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O PSDB de Mato Grosso do Sul ficou vulnerável com os ataques dos deputados estaduais do PMDB à senadora Marisa Serrano (PSDB) e o partido perdeu força com o avanço da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), nas pesquisas eleitorais sobre a sucessão presidencial. A estratégia do PMDB é enfraquecer a senadora para deixá-la isolada no partido. Líderes do PMDB articulam com o atual presidente regional do PSDB, deputado estadual Reinaldo Azambuja, para assumir o controle do partido. Nas conversas com deputados peemedebistas, o governador André Puccinelli revelou achar Marisa complicada para negociar política. Para ele, o tucano certo para acertar acordo político seria Azambuja, hoje o seu maior aliado dentro do PSDB. As críticas do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), à postura desafiadora de Marisa foram interpretadas por alguns líderes políticos como parte da estratégia de enfraquecê-la. O alvo dos ataques no PSDB foi apenas a senadora. Jerson fez questão de excluir os deputados do seu bombardeio. “Eles são nossos companheiros”, comentou. Os seus ataques deixaram sequelas políticas. Marisa não gostou da declaração de Jerson de que vem “plantando dificuldade para vender facilidade”. A senadora considerou essas críticas como ofensa pessoal. Os sinais dados pelo governador são de que não precisa da senadora, porque conta com apoio dos deputados estaduais Ary Rigo, Onevan de Matos e Professor Rinaldo, além de Azambuja. Todos eles evitam atacar André. O único que criticava diretamente o governador era justamente Azambuja. Ele até parou de ameaçá-lo com candidatura do PSDB à sucessão estadual, mesmo se Puccinelli continuar protelando a definição por aliança. Agora, ele faz parte do jogo do governador. Com a união dos parlamentares, Marisa ficou sozinha no PSDB. Hoje o seu maior defensor não é tucano. É o presidente regional do PPS, Athayde Nery, encarregado de rebater todas as críticas de líderes do PMDB. A direção do PSDB publicou nota de apoio a senadora. Passados 20 dias de ela enfrentar a onda de ataques, os deputados a defenderam publicamente na tribuna da Assembleia Legislativa. O menos fervoroso nesta defesa foi justamente Azambuja. Sem comentários Marisa evita falar sobre as críticas que recebeu de André e Jerson. “Não quero comentar nada sobre esta questão”, esquivou-se, recentemente, a senadora. Mas desabafou com o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), dias atrás, sobre o bombardeio que sofreu dos grandes líderes peemedebistas. Marisa começa a sentir hoje a falta de respaldo do PSDB regional para concorrer ao governo do Estado. Ela conta, no entanto, com apoio da direção nacional para enfrentar André. Mas não é tudo, porque a base do partido está comprometida com a reeleição de André Puccinelli. Como f ie l escude i ro, Athayde Nery continua batendo no PMDB. “A Marisa não precisa pedir penico a ninguém, usando um jargão pantaneiro. Ela não precisa pedir bênção nem se ajoelhar para ninguém, porque tem um projeto nacional que lhe dá consistência”, afirmou o dirigente do PPS. Esfriando os ânimos Apesar da troca de farpas e passada a ressaca do carnaval, a cúpula do PSDB deve afinar o discurso para tentar acalmar os ânimos e analisar os reflexos do crescimento de Dilma. Isto porque os tucanos correm o risco de ficar sem o governador de São Paulo, José Serra, na sucessão presidencial. Os líderes do PMDB também prometem economizar nas críticas. Tudo isso porque ainda acreditam que vão figurar no mesmo palanque nas eleições de outubro.

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Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

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Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

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A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

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