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Três das quatro cidades mais quentes do Brasil desta quarta-feira são de MS

Mesmo com o calorão, temperatura média do ano ainda é mais baixa que em 2024 e 2023

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Mato Grosso do Sul continua sendo destaque no calorão que tem atingido grande parte do País. Nesta quarta-feira (12), três cidades do Estado fizeram parte do Top 4 das maiores temperaturas do País do dia, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Água Clara ocupou a segunda posição, registrando temperatura de 38,38ºC nesta quarta-feira. Três Lagoas apareceu logo em seguida com 38ºC, seguida por Nhumirim, também com 38ºC. 

O primeiro lugar no ranking de hoje ficou com a cidade de Picos, no Piauí, com 38,6ºC. 

Fonte: Reprodução INMET

Na última terça-feira (11), quatro cidades de MS também fizeram parte do Top 10 entre as maiores temperaturas do País: Corumbá (38,2ºC), Porto Murtinho (38,2ºC), Nhumirim (38,1ºC), Coxim (37,8ºC) e Paranaíba (37,2ºC). 

As altas temperaturas no Estado predominam em meio ao alerta de temporal emitido pelo Inmet desde ontem (11) e se prolonga até sábado (15). Pelo menos 66 municípios estão em alerta para fortes chuvas, grandes volumes de água e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. 

Segundo a previsão do Centro de Monitoramento do Clima e Tempo de Mato Grosso do Sul (Cemtec), entre quarta-feira e quinta-feira é esperado um aumento de nebulosidade ao longo do dia, com tempo fechado e grande presença de nuvens em grande parte do Estado. 

As condições acontecem por causa do transporte de calor e umidade associados à atuação de áreas de baixa pressão atmosféricas e à presença de uma frente fria oceânica.

Essa junção de fatores contribui para a ocorrência de chuvas intensas e tempestades com raios, ventos fortes e queda de granizo em regiões pontuais. 

Mesmo assim, os termômetros não devem registrar temperaturas menores que 20ºC, especialmente nas regiões sul, cone-sul e Grande Dourados. Na Capital, as máximas podem chegar a 33ºC até o final de semana. 

Temperatura média

Mesmo com a impressão de calor absurdo, a temperatura média de Mato Grosso do Sul em 2025, é de 1,5 grau abaixo da média registrada em 2024. 

Conforme os dados relativos aos dez primeiros meses, a temperatura média  foi de 24,66 graus neste ano, contra os 26,1 graus registrados registrados em 2024 e 25,7 em 2023.

Para o meteorologista do Centro de Monitoramento de Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Vinícius Sperling, o tradicional período de fortes ondas de calor, normalmente concentrado entre agosto, setembro e outubro, já passou. Por isso, é bem provável que as temperaturas voltem à normalidade até o final do ano. 

Apesar do alívio deste ano frente aos dois anos anteriores, o meteorologista destaca que nos últimos 25 anos, em 16 deles as temperaturas ficaram acima da média histórica. Em igual período (1985 até 2000) do final do século passado, foram apenas sete anos com calor acima da média.

Normalmente, segundo o meteorologista, as altas temperaturas também são acompanhadas por chuvas abaixo da média. Prova disso, é que em 2024 foram registrados apenas 780 milímetros, em média, em Campo Grande. Isso é 46% abaixo daquilo que é registrado historicamente, 1.455 milímetros. Em 2025, porém, apesar do alívio no calor, a chuva resiste em cair. Até agora, foram pouco menos de 800 milímetros. 
 

*Colaborou Nery Kaspary

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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