Cidades

CENSO ESCOLAR 2026

MS perde 1,4 mil matrículas na rede pública de ensino em um ano

Redes estadual e municipais somam 560,6 mil matrículas em 2026, queda de 0,26% na comparação com o ano anterior.

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Mato Grosso do Sul registrou queda no número de matrículas da rede pública de ensino em 2026. Dados preliminares mostram que as redes estadual e municipais somam 560.637 matrículas presenciais, 1.438 a menos que as 562.075 contabilizadas em 2025, uma redução de aproximadamente 0,26% em um ano.

Os números fazem parte dos resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Apesar da redução em relação ao ano anterior, o levantamento mostra a dimensão da rede pública de ensino em Mato Grosso do Sul. O ensino fundamental concentra a maior parcela das matrículas: somados, os anos iniciais e finais reúnem 344.002 registros, o equivalente a cerca de 61% das 560.637 matrículas contabilizadas.

Os resultados de 2026 ainda são preliminares e correspondem às matrículas presenciais efetivas da educação básica nas redes estadual e municipais. Por isso, os 560,6 mil registros não representam a totalidade das matrículas da educação básica no Estado, já que o recorte não inclui as redes privada e federal.

Ensino fundamental reúne mais de 344 mil

A maior concentração está no ensino fundamental. Nos anos iniciais, o levantamento contabiliza 201.599 matrículas, enquanto os anos finais reúnem 142.403.

Somadas, as duas etapas chegam a 344.002 matrículas. Na prática, aproximadamente seis de cada dez registros contabilizados no levantamento estão no ensino fundamental.

A educação infantil também representa uma parcela expressiva da rede pública. Mato Grosso do Sul registra 53.951 matrículas em creches e outras 65.385 na pré-escola.

Juntas, as duas etapas destinadas às crianças menores somam 119.336 matrículas nas redes consideradas pelo levantamento.

Já o ensino médio regular reúne 89.869 matrículas. Nessa etapa, a oferta registrada está concentrada na rede estadual, responsável prioritariamente pelo atendimento aos estudantes do ensino médio.

Os dados ainda contemplam a Educação de Jovens e Adultos. Na modalidade presencial, são *5.924 matrículas na EJA do ensino fundamental e 1.506 na EJA de nível médio.

Capital concentra mais de 151 mil

Campo Grande aparece como o principal polo da educação pública sul-mato-grossense. A Capital reúne 151.490 matrículas, considerando as diferentes etapas apresentadas no levantamento.

O contingente representa aproximadamente 27% das 560.637 matrículas das redes estadual e municipais. Em outras palavras, pouco mais de uma em cada quatro matrículas contabilizadas em Mato Grosso do Sul está em Campo Grande.

Na Capital, são 13.888 matrículas em creches e 16.788 na pré-escola. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o número sobe para 53.892, enquanto os anos finais concentram 38.305 estudantes.

O ensino médio regular possui 27.041 matrículas em Campo Grande, o equivalente a cerca de 30% das 89,8 mil registradas nessa etapa em todo o Estado.

A Capital contabiliza ainda 1.542 matrículas na EJA presencial do ensino fundamental e 34 na EJA presencial de nível médio, segundo o resultado preliminar.

Dourados aparece em segundo lugar

Apesar de Campo Grande concentrar mais de um quarto das matrículas, os dados mostram uma rede distribuída pelos municípios do interior.

Dourados ocupa a segunda posição, com 46.879 matrículas, seguida por Três Lagoas, com 26.867; Ponta Porã, com 23.893; e Corumbá, com 19.957.

Na sequência aparecem Sidrolândia, com 11.128; Naviraí, com 10.486; Aquidauana, com 10.360; Nova Andradina, com 9.925; e Amambai, com 9.652 matrículas.

A distância entre Campo Grande e as demais cidades é significativa. As 151,4 mil matrículas da Capital representam mais de três vezes o contingente registrado em Dourados, segundo município com maior número no levantamento.

Campo Grande também possui, isoladamente, mais matrículas do que Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá somados. As quatro cidades totalizam 117.596 registros, aproximadamente 33,9 mil a menos que a Capital.

Cinco cidades concentram quase metade

Outro dado que evidencia a distribuição dos estudantes é a participação dos cinco municípios com os maiores contingentes.

Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá somam 269.086 matrículas. O número corresponde a aproximadamente 48% de todas as 560.637 contabilizadas no Estado.

Isso significa que quase metade das matrículas das redes estadual e municipais está concentrada em apenas cinco dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Apesar dessa concentração, mais de 291 mil matrículas estão distribuídas pelas outras 74 cidades, mostrando a dimensão do atendimento educacional fora dos maiores centros urbanos.

Dados ainda são preliminares

Os números integram os resultados preliminares das matrículas presenciais efetivas da educação básica de 2026. Por se tratar de uma divulgação preliminar, os totais ainda podem sofrer alterações até a consolidação definitiva.

O levantamento também deve ser interpretado dentro de seu recorte. Os 560.637 registros correspondem às redes estadual e municipais consideradas na base, e não ao universo completo da educação básica sul-mato-grossense.

Ainda assim, os dados oferecem um retrato da dimensão da rede pública mantida pelo Estado e pelos municípios: são mais de meio milhão de matrículas, com predominância do ensino fundamental e forte concentração populacional em Campo Grande.

Matrículas influenciam repasses do Fundeb

Além de dimensionar o tamanho da rede pública de ensino, o número de matrículas também influencia o financiamento da educação.

Os dados do Censo Escolar são utilizados como um dos critérios para a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) entre estados e municípios.

O cálculo, porém, não depende apenas da quantidade de estudantes, já que as matrículas recebem pesos diferentes conforme fatores como etapa de ensino, modalidade e jornada escolar.

Como os números de 2026 apresentados no levantamento ainda são preliminares, eles não devem ser confundidos com a base já utilizada para definir os repasses do Fundeb deste exercíci

 

Campo Grande

Patrimônio de delegado que traficava cocaína salta de R$ 100 mil para milhões em 2 anos

Ex-chefe da Denar preso pelo Gaeco construiu acumulou carros zero, e construiu mansão no Alphaville, com elevador de R$ 89 mil e gastos milionários enquanto liderava na delegacia, esquema de repasse de drogas para outros traficantes

25/09/2026 17h37

Delegado Hoffmann posa com cocaína apreendida de traficantes; Gaeco revelou que ele desviava parte do material para o mercado ilegal

Delegado Hoffmann posa com cocaína apreendida de traficantes; Gaeco revelou que ele desviava parte do material para o mercado ilegal Gerson Oliveira/Arquivo

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No fim de 2023, o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, 56 anos, declarou à Receita Federal um patrimônio líquido de pouco menos de R$ 100 mil. Em 2025, a mesma declaração registrava bens de R$ 1,226 milhão, dois carros zero-quilômetro e uma casa em construção no condomínio Alphaville 1, em Campo Grande, cujo acabamento sozinho, segundo uma planilha guardada pelo próprio delegado, custaria R$ 1,649 milhão.

A evolução patrimonial é um dos pilares do pedido de prisão do Gaeco contra o ex-chefe da Denar, preso na Operação Infiltrados, em Campo Grande, na quinta-feira (24) sob acusação de comandar um esquema de desvio de drogas apreendidas. Os dados vieram da quebra dos sigilos bancário e fiscal.

“No final de 2023, com vários anos de carreira como Delegado de Polícia, o patrimônio de Hoffman era de R$ 100.000,00”, resumem os promotores. Nos anos anteriores, o saldo era negativo: dívidas superavam bens em 2020 e 2021. A virada, segundo a peça, coincide com o período em que o grupo passou a desviar cargas maiores de cocaína, a apreensão de 643 quilos em Bela Vista, chefiada por Hoffman em maio de 2024, é o episódio central da investigação.

Delegado Hoffmann posa com cocaína apreendida de traficantes; Gaeco revelou que ele desviava parte do material para o mercado ilegalMansão do delegado Hoffmann levantada no Alphaville, em Campo Grande

No OneDrive, nuvem de arquivos da Microsoft, vinculado ao e-mail do delegado, o Gaeco localizou o arquivo “PAGAMENTOS OBRA ATUALIZADO.xlsx”. O documento lista, item a item, o que estava sendo gasto na casa no Alphaville 1: R$ 300 mil em madeiras, R$ 214,5 mil em revestimentos, R$ 170 mil em automação, R$ 190 mil em eletrodomésticos da marca Elettromec, R$ 89 mil no elevador, R$ 81 mil em ar-condicionado, R$ 21,5 mil na churrasqueira. 

O total é R$ 1,6 milhão, dos quais R$ 1,2 milhão já estavam pagos quando a planilha foi atualizada, em 2025.

O terreno foi registrado em 2024 por R$ 400 mil, “com grande parte pago em dinheiro vivo”, segundo a peça. O imóvel foi um dos 38 endereços de busca e apreensão cumpridos na quarta-feira.

Dinheiro em espécie

Os extratos do delegado mostram 32 depósitos em dinheiro entre outubro de 2021 e junho de 2025, somando R$ 328,5 mil. Em 11 de março de 2024, uma entrada de R$ 276 mil em espécie no caixa de uma agência bancária. No mesmo dia, um “saque com cartão para pagamentos” de R$ 265 mil. A conta da esposa recebeu outros 80 depósitos em dinheiro, de R$ 108 mil, no mesmo período.

Para justificar parte do patrimônio, Hoffman declarou no Imposto de Renda de 2025 um empréstimo de R$ 750 mil tomado junto à W Martins Representações e Comércio de Artigos de Mercearia Ltda. O Gaeco lista alguns motivos para não acreditar na operação. Segundo o relatório, a empresa é do ramo alimentício, tem capital social de R$ 20 mil, o dinheiro não aparece entrando na conta do delegado e não há qualquer amortização nas declarações seguintes. Os promotores tratam o contrato como “empréstimo simulado”, usado para dar aparência lícita ao dinheiro. O titular da empresa não é investigado.

Em 2025, o delegado ainda comprou um Honda HR-V, financiado, e uma Toyota Hilux registrada em nome da mulher, juntos, mais de R$ 400 mil, e vendeu um Jeep Compass por R$ 150 mil. Seus rendimentos declarados naquele ano foram de cerca de R$ 519 mil.

Outro fluxo chamou a atenção dos investigadores. Em agosto, setembro e outubro de 2025, Hoffman fez três transferências de R$ 25 mil cada para a Ateliê Raro Fabricação e Comércio de Móveis, empresa do investigador Douglas Tobias, seu subordinado na Denar, também preso na operação. 

A mesma empresa recebera, em outubro de 2024, R$ 130 mil do investigador Nelson Ricardo Barros de Oliveira, logo depois de Nelson receber R$ 313 mil em depósitos em dinheiro. Entre a conta pessoal de Douglas e a da empresa, o Gaeco contou cerca de R$ 500 mil em depósitos sem origem identificada desde 2021.

A relação de Hoffman com o grupo, segundo a peça, é antiga. Em setembro de 2021, o investigador Neverson Vieira de Araújo, apontado como o policial que recrutou o traficante LK, fez três Pix ao então chefe, somando R$ 5.900. Em dezembro de 2022, os dois viajaram juntos a Brasília para um encontro nacional de combate ao tráfico, representando a Denar.
 

EDUCAÇÃO

Campo Grande tem só 34 alunos na EJA presencial do ensino médio

Capital concentra mais de 27 mil matrículas no ensino médio regular, mas responde por apenas 2,3% dos 1,5 mil estudantes da EJA presencial dessa etapa em Mato Grosso do Sul

25/09/2026 16h59

Campo Grande registra apenas 34 matrículas na EJA presencial de nível médio em 2026, segundo dados preliminares.

Campo Grande registra apenas 34 matrículas na EJA presencial de nível médio em 2026, segundo dados preliminares. Foto: Governo de MS.

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Campo Grande, maior cidade de Mato Grosso do Sul e responsável por quase um terço das matrículas do ensino médio regular do Estado, tem apenas 34 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) presencial de nível médio em 2026.

Os números fazem parte dos resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

O dado chama atenção pelo contraste com o tamanho da rede de ensino da Capital. Enquanto cerca de 27 mil  estudantes estão matriculados no ensino médio regular em Campo Grande, somente 34 aparecem na EJA presencial correspondente à mesma etapa de ensino.

Na prática, para cada aluno matriculado presencialmente na EJA de nível médio na Capital, existem cerca de 795 estudantes no ensino médio regular.

Em todo Mato Grosso do Sul, o levantamento contabiliza 1.506 matrículas na EJA presencial de ensino médio.

Dessa forma, Campo Grande concentra apenas 2,3% desse universo, apesar de responder por aproximadamente 30% das 89.869 matrículas do ensino médio regular existentes no Estado.

Os números revelam uma distribuição bastante diferente daquela observada no ensino regular. Municípios bem menores que Campo Grande aparecem com quantidade superior de estudantes matriculados na modalidade presencial da EJA de nível médio.

Dourados lidera o levantamento, com 168 matrículas, quase cinco vezes o número registrado na Capital. Na sequência aparecem Corumbá, com 144; Aquidauana, com 123; Ponta Porã, com 115; e Ribas do Rio Pardo, com 112.

Somados, esses cinco municípios possuem 662 estudantes na modalidade, o equivalente a aproximadamente 44% de todas as matrículas da EJA presencial de nível médio de Mato Grosso do Sul.

Diferença chama atenção

A discrepância fica ainda mais evidente quando Campo Grande é comparada a Dourados. A Capital possui 27.041 alunos no ensino médio regular, quase quatro vezes os 6.964 registrados em Dourados. Na EJA presencial de nível médio, porém, a situação se inverte: são 168 matrículas em Dourados contra apenas 34 em Campo Grande.

Corumbá também supera a Capital. O município tem 3.299 matrículas no ensino médio regular, mas registra 144 na EJA presencial de nível médio, mais de quatro vezes o número de Campo Grande.

Aquidauana apresenta diferença ainda mais significativa em termos proporcionais. São 1.482 estudantes no ensino médio regular e 123 na EJA presencial de nível médio.

Os dados, por si só, não permitem concluir o motivo da baixa participação de Campo Grande.

Entre os pontos que precisam ser considerados estão a quantidade de turmas presenciais oferecidas, a distribuição de vagas, outras formas de atendimento da EJA e a eventual existência de modalidades que não estejam incluídas neste recorte.

EJA fundamental tem cenário diferente

Quando a análise é ampliada para a EJA presencial do ensino fundamental, Campo Grande volta a aparecer com um contingente expressivo.

A Capital contabiliza 1.542 matrículas nessa etapa, sendo 240 na rede estadual e 1.302 na municipal. O cenário contrasta diretamente com as 34 matrículas encontradas na EJA presencial de nível médio.

Em Mato Grosso do Sul, são 5.924 matrículas na EJA presencial do ensino fundamental. Campo Grande, portanto, responde por aproximadamente 26% do total estadual, participação muito mais próxima do peso populacional e educacional da cidade.

As 1.506 matrículas contabilizadas na EJA presencial de nível médio estão concentradas na rede estadual. O levantamento não registra matrículas dessa etapa nas redes municipais.

No ensino médio da EJA, toda a oferta contabilizada no levantamento em Mato Grosso do Sul está vinculada à rede estadual. Das 1.506 matrículas registradas, nenhuma aparece na dependência municipal. Em Campo Grande, as 34 matrículas também estão na rede estadual.

Mais de 89 mil no ensino médio regular

O resultado preliminar mostra ainda que Mato Grosso do Sul possui 89.869 matrículas presenciais no ensino médio regular. Campo Grande lidera com ampla vantagem, reunindo 27.041 estudantes.

Dourados aparece depois, com 6.964 matrículas, seguido por Três Lagoas, com 4.363; Ponta Porã, com 3.908; e Corumbá, com 3.299.

No conjunto da educação básica contemplada pelo levantamento, Mato Grosso do Sul registra ainda 53.951 matrículas em creches, 65.385 na pré-escola, 201.599 nos anos iniciais do ensino fundamental e 142.403 nos anos finais.

Os resultados são preliminares e consideram as matrículas presenciais efetivas da educação básica nas redes estadual e municipais.

Portanto, os 34 estudantes registrados em Campo Grande correspondem especificamente à EJA presencial de nível médio no recorte apresentado pelo levantamento.

Matrículas influenciam repasses do Fundeb

Além de dimensionar o tamanho da rede pública de ensino, o número de matrículas também influencia o financiamento da educação.

Os dados do Censo Escolar são utilizados como um dos critérios para a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) entre estados e municípios.

O cálculo, porém, não depende apenas da quantidade de estudantes, já que as matrículas recebem pesos diferentes conforme fatores como etapa de ensino, modalidade e jornada escolar.

Como os números de 2026 apresentados no levantamento ainda são preliminares, eles não devem ser confundidos com a base já utilizada para definir os repasses do Fundeb deste exercício.

 

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