Cidades

SEM PRORROGAÇÃO

Refis começa tímido e prazo
é de 40 dias para quitar débitos

Expectativa é de arrecadar R$ 12 milhões

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Contribuintes que estão com impostos municipais atrasados terão oportunidade de ficarem adimplentes. Nesta segunda-feira (1) começou mais um Programa de Pagamento Incentivado (PPI), conhecido como Refis, porém a procura ainda está um pouco tímida. Nesta edição, débitos que forem quitados à vista terão desconto de até 90% na atualização monetária. 

A Central de Atendimento não está cheia, mas a organização acredita que, com o decorrer do mês, o movimento vai aumentar. O prazo para quitar os débitos é de 40 dias e, de acordo com o secretário de Finanças Pedro Pedrossian Neto, dessa vez não será prorrogado. Em 2018 foram quatro meses de negociações.  

O contribuinte pode parcelar o débito em até seis meses, com 75% de desconto, ou 12 vezes, com 30% de abatimento nos juros. O Refis abrange todos os tributos administrados pela Prefeitura Municipal de Campo Grande e além do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), podem ser renegociados débitos referentes ao Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e taxas públicas. O PPI inicia hoje e termina em 12 de agosto de 2019.

A expectativa do Executivo municipal é de que arrecadação chegue a R$ 12 milhões, valor esse quatro vezes menos que no ano passado.

CORRESPONDÊNCIA 

Na semana passada a prefeitura encaminhou 200 mil cartas com boletos informando sobre as condições oferecidas pelo Refis. O boleto enviado por correspondência ao contribuinte em débito com a Prefeitura poderá ser pago diretamente nas agências credenciadas, quando não se tratar de débito ajuizado. Quem preferir pode ir até a Central de Atendimento do Cidadão, situada na Rua Arthur Jorge, 500, para verificar os débitos, parcelar e quitar no banco disponível no mesmo local do atendimento.
 

DÍVIDA

Somente com o IPTU, há 193 mil contribuintes em inadimplência com a Prefeitura, o que corresponde a 45% do total. Além do IPTU, há contribuintes com atraso em outros tributos, em dívida que chega ao montante de  aproximadamente R$ 2,2 bilhões em parcelas em aberto.  

*Com assessoria

carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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