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Relíquia de Carlo Acutis chega a Campo Grande e abre semana da canonização

Pulôver azul foi usado pelo jovem italiano, que fez milagres na Capital, e permanecerá na Paróquia São Sebastião após a canonização, que acontecerá no dia 7 de setembro

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A seis dias da canonização, o pulôver azul de Carlo Acutis, relíquia usada pelo jovem italiano conhecido como padroeiro da internet, chegou a Campo Grande nesta segunda-feira (1º). Com milagres reconhecidos em Mato Grosso do Sul, ele será canonizado neste domingo (7), no Vaticano, pelo papa Leão XIV.

Ao chegar na Capital, a peça foi transportada pelo Corpo de Bombeiros até a Paróquia São Sebastião, e marcou a abertura oficial da programação da Semana da Canonização.

Conforme a Arquidiocese de Campo Grande, a relíquia não terá visitação livre durante o dia, havendo horários determinados. Após o jovem ser canonizado, o pulôver será preparado para permanecer na paróquia, ainda sem data definida.

Ainda segundo a Arquidiocese, na celebração com a exposição da relíquia reuniu 1,2 mil fieis. O pulôver ficou exposto em uma redoma de acrílico no altar.

O padre Marcelo Tenório informou que a peça ficará exposta durante as missas até esta terça-feira (2).

"Depois, será levada para a Capela do Milagre, na Vila Margarida, e retorna à paróquia no domingo para a missa de ação de graças”, explicou o padre.

Dentre os participantes da celebração estava a primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, que afirmou ser um momento emocionante e destacou a importância de um santo jovem para a Igreja Católica. "Ver uma realidade atual, com um jovem de 15 anos, é muito forte e reforça a nossa fé cristã, católica”, declarou.

Programação da canonização

A canonização de Carlo Acutis estava inicialmente marcada para o dia 27 de abril, durante o Jubileu dos Adolescentes, mas foi adiada devido à morte do Papa Francisco.

As celebrações seguem até sábado (6), com atividades na Capela do Milagre, localizada na Rua Ismael Silva, 10, Jardim Marabá.

No domingo (7), dia da canonização, a programação começa às 4h, horário de Mato Grosso do Sul, na Paróquia São Sebastião, com transmissão ao vivo da cerimônia direto do Vaticano. As atividades seguem até 11h30, encerrando-se com um almoço de confraternização no Clube Estoril, aberto ao público mediante aquisição de convites.

Confira a programação completa:

02/09 – Terça-feira

  • 18h30 – Hora da Graça e distribuição de pétalas
  • 19h – Santa Missa

03/09 – Quarta-feira

  • 18h30 – Hora da Graça
  • 19h – Santa Missa
  • 20h – Quiz sobre Carlo Acutis

04/09 – Quinta-feira

  • 18h30 – Hora da Graça
  • 19h – Santa Missa
  • 22h – Vigília com Adoração ao Santíssimo – Tema: “A Eucaristia é a minha autoestrada para o céu”

05/09 – Sexta-feira

  • 18h30 – Hora da Graça
  • 19h – Santa Missa
  • 20h – Noite da Juventude

06/09 – Sábado

  • 18h30 – Hora da Graça
  • 19h – Santa Missa
  • 20h – Noite Mariana

07/09 – Domingo

  • 04h,  Café da manhã e transmissão ao vivo da canonização direto do Vaticano
  • 09h – Chegada e veneração da relíquia
  • 10h – Missa de Ação de Graças pela Canonização de São Carlo Acutis
  • 11h30 – Almoço de encerramento (comercializado) Clube Estoril

Carlo Acutis

Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991 em Londres, na Inglaterra, e morreu aos 15 anos, em 12 de outubro de 2006 em Monza, na Itália, após ser acometido por uma leucemia classificada como fulminante. Os primeiros sinais da doença apareceram pouco antes, em setembro.

“Desde cedo, Carlo demonstrou grande habilidade para a informática, dom que utilizou no serviço aos outros e na divulgação de conteúdos de formação cristã, como a exposição sobre os milagres eucarísticos”, informou o Vaticano, citando Acutis como modelo de santidade na era digital.

O jovem foi beatificado no dia 10 de outubro de 2020 pelo papa Francisco. À época, o santo padre o descreveu como alguém que “não se acomodou numa imobilidade confortável, mas colheu as necessidades do seu tempo, porque viu o rosto de Cristo nos mais frágeis”.

“Seu testemunho mostra aos jovens de hoje que a verdadeira felicidade se encontra pondo Deus em primeiro lugar e servindo-O nos irmãos, especialmente nos últimos”, disse o pontífice, ao reconhecer um dos milagres de Carlo Acutis, cujos restos mortais repousam na cidade italiana de Assis.

Milagres em Campo Grande

Cerca de sete anos após a morte de Carlo, um milagre por intercessão do padroeiro foi registrado em Campo Grande, quando uma criança com condição rara no pâncreas foi levada até a uma missa na capela Nossa Senhora Aparecida, em Campo Grande.

Este é o primeiro milagre reconhecido oficialmente pelo Vaticano por intercessão de Carlo Acutis, no ano de 2013.

Matheus Lins Vianna, à época com 3 anos, convivia com o diagnóstico de anomalia congênita rara no pâncreas anular, uma condição grave que não o permitia se alimentar, além de apresentar vômitos constantes.

Em com uma relíquia de Carlo Acutis, a criança pediu de forma espontânea ‘para parar de vomitar’, segundo o padre Marcelo Tenório, da paróquia São Sebastião da qual a capela faz parte. 

“Após intensas orações da família e um toque espontâneo em uma relíquia de Carlo Acutis durante uma celebração, o menino foi curado de forma inexplicável, como atestado por exames médicos posteriores".

O milagre, aprovado pelo Vaticano em 10 de outubro de 2020, levou à beatificação de Carlo.

Outro milagre atribuído ao padroeiro da internet é de um campo-grandense de 25 anos, que entrou em estado vegetativo após uma parada cardíaca. 

Gabriel Terron Nunzio estava em um ponto de ônibus, próximo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), quando foi vítima da parada cardiorrespiratória, em 2016. 

O milagre veio após exposição do jovem através da unção dos enfermos, com parte do pijama e pedaço de cabelo de Acutis. 

Outro milagre atribuído à intercessão do jovem  foi a cura da costa-riquenha Valeria Valverde, 21 anos, que se feriu gravemente após um acidente de bicicleta em Florença, na Itália, em 2022.

Seis dias após o acidente, a mãe de Valéria fez uma peregrinação à cidade de Assis para rezar pela cura da filha no túmulo do beato Carlo Acutis, deixando um bilhete escrito. Nesse mesmo dia, Valéria começou a respirar sozinha e, no dia seguinte, recuperou o uso dos membros superiores e recuperou parcialmente a fala.

Ao contrário das previsões médicas, Valéria passou uma semana fazendo sessões de fisioterapia e, no dia 2 de setembro de 2022, dois meses após o acidente, ela mesma fez uma peregrinação ao túmulo de Carlo Acutis, acompanhada da mãe, para celebrar sua cura.

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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