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Revitalização da Avenida Calógeras está prevista para começar em outubro

Obras integrarão corredor Sul do transporte coletivo que se completa com as avenidas Mato Grosso, Gury Marques, Helio de Castro Maia e Rua Rui Barbosa.

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande iniciará em outubro a revitalização da Avenida Calógeras, no trecho viário de ligação do centro da cidade aos terminais Morenão e Guaicurus.

A obra integra a implantação da segunda etapa do Corredor exclusivo do transporte coletivo Sul, e custará R$ 13.778.614.38.

Nesta sexta-feira (6), foi publicada a homologação da concorrência pública da empresa que executará a obra com recurso do Projeto de Mobilidade Urbana, com contrapartida do município.

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O corredor será implementado no trecho entre as avenidas Mato Grosso e Salgado Filho, totalizando 3,5km de recapeamento.  

Atualmente, a Calógeras já funciona como corredor de ônibus, com faixa demarcada, mas não exclusiva, da Mato Grosso até a Fernando Corrêa da Costa, a partir de onde a faixa preferencial é substituída por estacionamento.

O projeto prevê 1.540 metros de ciclovia, corredor exclusivo para ônibus, cinco estações de embarque e desembarque, além de novas instalações na sinalização de trânsito.

Outros 2.631 metros de drenagem ainda são planejados para captar a enxurrada que desce das transversais, eliminando pontos de alagamento.

Com as obras na Capital, os ciclistas poderão trafegar com mais segurança desde o Aeroporto Internacional, pela ciclovia da Avenida Duque de Caxias, prosseguir na faixa da Afonso Pena e futuramente, chegar até a entrada das Moreninhas, com a ciclovia projetada para a Avenida Costa e Silva, que se conectará com a já existente na Gury Marques.

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Corredor

Conforme o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, disse ao Correio do Estado anteriormente, a expectativa é de que a obra fique pronta em setembro de 2022.

Será necessária a execução de asfaltos novos nos alargamentos de vias além da restauração do pavimento nos demais trechos.

Como padrão, as estações de embarque serão locadas em ilhas, em trechos em linha reta, sendo cinco estações no trecho:

  • Entre as ruas Cândido Mariano e Dom Aquino;
  • Entre as ruas 15 de Novembro e 7 de Setembro;
  • Entre a rua 11 de Fevereiro e Avenida das Bandeiras (Praça José Francisco de Paula Brito);
  • Entre as ruas Dr. Cavalcanti e das Hortências;
  • Entre as avenidas da Consolação e Eduardo Elias Zahran.

Quanto a ciclovia, o traçado será na margem direita da Avenida Calógeras, a partir da Avenida Afonso Pena até alcançar a Avenida da Consolação, com extensão de 1.540 km.

As estações de embarques são concebidas em material metálico e cobertura de telha de aço, fechamento lateral em painel fixo de vidro temperado e bancos de alvenaria.

Deverão ser instaladas gradis metálicos nas laterais da plataforma, com a função de proteção dos usuários, além direcioná-los ao local correto de saída ou entrada nas plataformas.

As obras fazem parte de um conjunto de reestruturação do transporte público da Capital, que vem sendo desenvolvido desde 2016.

Os corredores de transporte estão previstos no Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana, o investimento corresponde à implantação de quase 69 quilômetros de pistas exclusivas para os ônibus trafegarem entre os terminais Guaicurus, Morenão, General Osório e Nova Bahia, passando pelo centro da cidade.

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FIGUEIRAS CENTENÁRIAS

Deputado pede que MP investigue a remoção de árvores históricas na Avenida Mato Grosso

A medida visa apurar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital

24/04/2026 10h30

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O deputado estadual Pedrossian Neto protocolou uma representação no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a apuração da remoção das figueiras centenárias (Ficus microcarpa), localizadas na Avenida Mato Grosso, em frente ao Colégio Dom Bosco. A medida visa investigar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital.

Pedrossian Neto requer que a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) apresentem a cópia integral do processo administrativo que autorizou a remoção das árvores. O pedido inclui a exigência de laudos e pareceres técnicos que justifiquem a ação, a identificação individualizada de cada exemplar e a documentação de compensação ambiental, caso tenha sido prevista.

Além disso, a representação propõe que o MPE recomende ou determine a suspensão imediata de qualquer nova retirada, poda drástica ou mutilação no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

Segundo o deputado estadual, o objetivo é evitar que novas intervenções ocorram antes de uma análise técnica aprofundada sobre a legalidade das ações executadas.

Se forem comprovadas as irregularidades ou a intervenção em bens especialmente protegidos sem o amparo legal, o documento pede que responsabilizem os órgãos públicos na esfera administrativa, por meio de multas e sanções; e na esfera civil, para a reparação do dano ambiental e paisagístico.

A denúncia baseia-se no Decreto Municipal nº 11.600, de 17 de agosto de 2011, que dispõe sobre o tombamento de 22 árvores da espécie e dos canteiros centrais da Avenida Mato Grosso, no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

De acordo com o acervo de bens tombados da Fundação Municipal de Cultura ( Fundac), esses exemplares são reconhecidos como patrimônio histórico e paisagístico do município de Campo Grande, o que impõe restrições a qualquer tipo de alteração.

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Números alarmantes

Em 2026 Chikungunya já acumula mais da metade das mortes da década

Mato Grosso do Sul já responde por 65% dos óbitos nacionais em meio à crise da arbovirose transmitida pelo vetor também da dengue e zika

24/04/2026 10h12

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores Foto: Arquivo/ Correio do Estado

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Após registrar a décima terceira morte em um período de quatro meses, os óbitos por Chikungunya de 2026 em Mato Grosso do Sul já ultrapassam mais da metade das vítimas totais da doença registradas na última década, como mostram os dados do último boletim atualizado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Referente à 15ª semana epidemiológica, o mais recente boletim divulgado ontem (23) pela SES relaciona a morte de mais um sul-mato-grossense vítima de Chikungunya, essa que trata-se de uma mulher de 87 anos, moradora de Bonito. 

Com hipertensão arterial como comorbidade, a vítima relatou o início dos sintomas no fim da primeira semana deste mês, em 08 de abril, com o óbito acontecendo em um intervalo de onze dias e confirmado como chikungunya na última segunda-feira (20). 

Diante isso Bonito registra a segunda morte por Chikungunya no município, sendo a 13ª no Mato Grosso do Sul até então, com o Estado já respondendo por 65% da letalidade da doença no País, uma vez que a arbovirose já fez 20 vítimas em todo o território nacional neste 2026. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, nota-se que a série histórica começa em 2015 com apenas um óbito registrado naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Vale lembrar que, Mato Grosso do Sul já terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado acumulou, inclusive, o dobro do total de óbitos da última década, sendo 17 mortes o total que marcam o pior índice para um período de 12 meses desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Em outras palavras, os 13 óbitos dos quatro primeiros meses de 2026 já passam da metade das mortes por Chikungunya da última década no Mato Grosso do Sul, sendo 25 entre 2015 e 2025.

Chikungunya em MS

Atualmente, Dourados é o "epicentro" da Chikungunya no MS - com 8 mortes na cidade até então - e já decretou situação de calamidade pública pelos próximos três meses, autorizando assim desde contratações emergenciais até o ingresso forçado em imóveis para fiscalização e limpeza contra os focos do Aedes aegypti.

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores, sendo justamente o tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito a diferença das demais doenças citadas, que na maior parte das vezes costuma ser fatal no intervalo de até três semanas.

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.

Mato Grosso do Sul já soma aproximadamente 7,6 mil casos prováveis de chikungunya em 2026, sendo que oito das 13 vítimas até então possuíam algum tipo de comorbidade, com mais dois óbitos ainda relacionados como "em investigação". 


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