Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Riedel quer privatizar mais 220 km de rodovias ainda em 2026

Projeto contempla trechos das rodovias MS-377 e MS-240, entre Água Clara, Inocência e Paranaíba, considerados estratégicos para o avanço do Vale da Celulose

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Durante agenda realizada nesta terça-feira (16), no Bioparque Pantanal, o governador Eduardo Riedel anunciou que o governo estadual pretende avançar ainda neste ano com a concessão de mais 220 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada. O projeto envolve os trechos da MS-377 e da MS-240, que ligam os municípios de Água Clara, Inocência e Paranaíba, na região leste de Mato Grosso do Sul.

Segundo Riedel, a meta da equipe técnica é concluir a modelagem e levar o projeto à Bolsa de Valores de São Paulo (B3) até o fim de 2026, dando sequência à política de concessões adotada pelo Estado nos últimos anos.

“Temos o desafio de colocar na B3, até o final do ano, esse projeto da rodovia que sai de Água Clara, liga Inocência e vai até Paranaíba. São duas rodovias estaduais, a MS-377 e a MS-240, o total delas são 220 quilômetros”, afirmou o governador.

A proposta abrange aproximadamente 130 quilômetros da MS-377, entre Água Clara e Inocência, e outros 90 quilômetros da MS-240, no trecho entre Inocência e Paranaíba. As duas rodovias integram a principal rota logística da região conhecida como Vale da Celulose, onde estão concentrados alguns dos maiores investimentos industriais do Estado.

De acordo com Riedel, a concessão é considerada estratégica por complementar o pacote de rodovias já concedido ao consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de trechos das BRs-262, 267 e 040. O novo projeto também deve fortalecer a logística de escoamento da futura fábrica da Arauco, em construção em Inocência.

“A concessão dessa rodovia é muito estratégica para o desenvolvimento de toda essa região, extremamente relevante para complementar a concessão que foi feita no Vale da Celulose”, declarou.

Além da concessão, o governo estadual também executa obras de infraestrutura na região. Entre elas está a pavimentação da MS-320, que conecta Três Lagoas à MS-377, nas proximidades do empreendimento da empresa chilena.

Expansão das concessões

O plano de conceder à iniciativa privada os trechos das rodovias MS-377 e MS-240 não é novo. A intenção foi anunciada pelo governo estadual em fevereiro deste ano, logo após a assinatura do contrato de concessão de 870 quilômetros de rodovias ao consórcio Caminhos da Celulose. Desde então, a administração estadual vem desenvolvendo estudos técnicos e modelagens para viabilizar o leilão dos novos trechos.

As duas rodovias estão localizadas em uma das regiões que mais recebem investimentos privados em Mato Grosso do Sul. A MS-377 liga Água Clara a Inocência e passa em frente à fábrica de celulose que a Arauco constrói no município, empreendimento estimado em mais de R$ 25 bilhões. Já a MS-240 conecta Inocência a Paranaíba e integra uma importante rota de transporte para o setor florestal e industrial da região.

Embora a produção da futura fábrica da Arauco deva ser escoada por ferrovia, a MS-377 já exerce papel estratégico para o complexo da celulose. A rodovia é utilizada para o transporte de equipamentos, insumos e trabalhadores e também serve de ligação com outras vias estaduais que conectam os municípios do Vale da Celulose.

A MS-240, por sua vez, já é utilizada no transporte da produção da Suzano, em Ribas do Rio Pardo. Diariamente, dezenas de caminhões carregados de celulose percorrem a região em direção aos terminais ferroviários instalados próximos a Inocência, consolidando o corredor logístico que atende a cadeia produtiva do setor.

Além da relevância econômica, os trechos também vêm recebendo investimentos públicos. Parte da MS-377 passou recentemente por obras de recapeamento executadas pelo governo estadual para melhorar as condições de tráfego em uma área que registra aumento constante no fluxo de veículos pesados.

Com a inclusão das duas rodovias no programa estadual de concessões, praticamente toda a malha estratégica do chamado Vale da Celulose passará a contar com administração privada.

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Neuro Complexus

Médicos usam ações judiciais para desviar verba destinada a cirurgias

A atuação proporcionou vantagem econômica indevida de R$ 6,5 milhões aos envolvidos, causando prejuízo aos cofres públicos.

16/06/2026 10h40

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena Divulgação: Polícia Ciivl

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação "Neuro Complexus", que apura um suposto esquema criminoso de fraudes envolvendo ações judiciais para obtenção de recursos públicos destinados à realização de procedimentos médicos de alta complexidade. 

A atuação coordenada entre médicos, advogada, empresas da área da saúde e um servidor público aposentado, que agia como intermediador, teria proporcionado vantagem econômica indevida de R$ 6.529.208,57, causando prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava ações judiciais para obter decisões determinando o bloqueio de recursos públicos destinados ao pagamento de cirurgias e procedimentos médicos com valores superiores aos praticados no mercado.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento destes, foram apreendidos notebooks, celulares, cartões de memória, documentos e R$ 222.050,00 em espécie.

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena

As investigações tiveram início após levantamento realizado pelo Núcleo Estratégico da Procuradoria de Saúde da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MS), que identificou um padrão considerado suspeito em ações ajuizadas contra o Estado de Mato Grosso do Sul para custeio de neurocirurgias.

As investigações apontam que os mesmos profissionais da área médica apareciam de forma recorrente nas ações judiciais, atuando na elaboração de orçamentos, realização dos procedimentos e recebimento dos recursos públicos.

Além disso, a partir de 2022, ao menos 40 ações foram ajuizadas pela mesma advogada com pedidos de bloqueio de verbas públicas para a realização de neurocirurgias consideradas urgentes.

Os crimes que estão sob investigação são: formação de organização criminosa, estelionato contra a administração pública, fraude processual e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais sanções de natureza ético-disciplinar.

As equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestro (GARRAS), da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (DERF) atuaram juntas.

No caso da investigada advogada, as diligências foram acompanhadas pela Comissão de Prerrogativas da OAB/MS.

Nomenclatura

O nome da operação faz referência à elevada complexidade dos procedimentos médicos investigados, especialmente neurocirurgias, bem como à estrutura que teria sido articulada entre os envolvidos para obtenção indevida de recursos públicos por meio da judicialização da saúde.

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MATO GROSSO DO SUL

Nova lei prevê apoio psicológico e inclusão social para mães atípicas

Norma estabelece diretrizes para assistência psicológica, inclusão social e campanhas de conscientização voltadas às cuidadoras de pessoas com deficiência e transtornos do desenvolvimento

16/06/2026 10h00

Lei sancionada pelo governador Eduardo Riedel institui a Semana Estadual das Mães Atípicas e estabelece diretrizes de proteção e acolhimento em Mato Grosso do Sul

Lei sancionada pelo governador Eduardo Riedel institui a Semana Estadual das Mães Atípicas e estabelece diretrizes de proteção e acolhimento em Mato Grosso do Sul Divulgação

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A partir desta terça-feira (16), Mato Grosso do Sul passa a contar com uma política de incentivo à proteção e atenção às mães atípicas. A medida foi oficializada por meio da Lei nº 6.600, sancionada pelo governador Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial do Estado.

A nova legislação estabelece diretrizes para ampliar o suporte às mulheres responsáveis pelos cuidados de pessoas que demandam atenção especializada em razão de deficiências, síndromes, transtornos ou doenças raras. Entre os exemplos citados pela lei estão o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a dislexia e a Atrofia Muscular Espinhal (AME).

O texto também considera como mãe atípica a cuidadora responsável pela criação de filhos que necessitam desse acompanhamento contínuo.

Entre as diretrizes previstas estão a oferta de assistência psicológica e psiquiátrica, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica, além de ações voltadas à inclusão social e ao enfrentamento do preconceito e da invisibilidade frequentemente relatados por mães e cuidadoras.

A legislação ainda prevê a realização de campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância do acolhimento e do apoio às famílias que convivem com pessoas com deficiência ou condições que exigem cuidados permanentes.

Outro ponto estabelecido pela norma é a possibilidade de parcerias entre órgãos públicos, universidades, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil para a produção de estudos e iniciativas relacionadas ao tema.

Além das diretrizes de apoio, a lei institui a Semana Estadual das Mães Atípicas, que será realizada anualmente na primeira semana de setembro. A data passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul.

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