Cidades

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Rodoviária foi área para compras, lazer e sede da prefeitura

Rodoviária foi área para compras, lazer e sede da prefeitura

VÂNYA SANTOS

31/01/2010 - 07h46
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A década de 1980 foi a que registrou maior movimentação de pessoas no Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, tanto para embarque e desembarque quanto nas 236 lojas que integram o condomínio. “Nesta época, Campo Grande era um ponto de passagem dos viajantes”, recordou o administrador Carlos Alberto Laburu. “Além de ser um terminal rodoviário, era um ponto de encontro da família, que desembarcava e permanecia a tarde toda aqui por conta do Cine Center e da menina dos olhos do condomínio, que era o Cine Plaza. Já as crianças tinham o lazer, brincando nos largos corredores”, comentou Carlos, que considerou a rodoviária como uma grande loja aberta. Além disso, foi nessa época que a Rodoviária funcionou como sede da administração municipal, abrigando o gabinete do então prefeito Marcelo Miranda Soares e diversas secretarias. Carlos explicou que, quando da construção da estação, a família Laburu era dona de 75% do espaço, mas atualmente a Prefeitura de Campo Grande é a responsável pela maior parte da área de 31 mil metros quadrados construídos num terreno de 12 mil metros quadrados. “Eu era criança quando meu pai (Luiz Alberto Laburu) comentou que chegaram a trabalhar 700 homens na obra no final da década de 1960”, revelou o administrador, contando que na época a família priorizou mão de obra local. Atualmente, são 150 proprietários, incluindo a prefeitura. Declínio A redução no fluxo de passagei ros começou em 1994, quando as empresas aéreas passaram a oferecer facilidades na compra de passagens. Outra justificativa para o declínio foi a opção de financiamento de veículos de passeio. Para Carlos, crimes ocorridos no entorno da rodoviária eram atribuídos à estação, o que denegria a imagem do local. “Prostitutas e mendigos sempre são associados ao prédio”, exemplificou. Pelo menos 55 trabalhadores que atuam no setor de limpeza e fiscalização de plataforma serão demitidos com a desativação da área de embarque e desembarque. O setor administrativo permanecerá no prédio até o final de fevereiro para resolver questões trabalhistas dos funcionários e informar à população endereço e telefone da nova rodoviária. Família Os irmãos Heitor Eduardo e Luiz Alberto Laburu venceram a licitação para a execução do prédio da rodoviária de Campo Grande em dezembro de 1967, e em 1968 iniciaram a obra. O empresário Heitor foi o idealizador da construção, mas faleceu quatro dias antes da entrega da primeira fase da rodoviária. Na ocasião, ele vinha com a família de São Paulo para Campo Grande quando se envolveu num acidente próximo a Anhanduí, que vitimou sua esposa Laís Dalila e os filhos Heitor e Ana Cláudia. “Graças a Deus sobreviveram as minhas primas Ana Beatriz e Ana Lúcia”, destacou Carlos, filho de Luiz Alberto. Nas fotografias que registraram o lançamento da primeira parte da obra, que ocorreu dias depois das mortes, o irmão Luiz Alberto aparece sempre sério e de cabeça baixa. “Eles eram muito ligados. Na época houve uma comoção muito grande na cidade, por onde o cortejo passava os comerciantes baixavam as portas”. Carlos relembrou que a história da família Laburu no Estado teve início há cerca de 100 anos com a vinda de seu bisavô, o espanhol Dom Juan Villarodona para Ponta Porã. A família instalou lojas de roupas nos dois lados da fronteira com o Paraguai. Tempos depois, os irmãos Heitor e Luiz inauguraram a Casa Laburu em Campo Grande e posteriormente decidiram investir no ramo da construção civil. Diante da falta de registro com relação à história da família e também do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, um caderno especial do Jornal Correio do Estado foi o ponto de partida para que o jornalista Felício Amaral fizesse o resgate dos fatos. A pedido da família, o livro Da Partida ao Adeus – Os 37 anos do Terminal Rodoviário de Campo Grande – será lançado em fevereiro deste ano.

Ataque

Adolescente é executado a tiros após ataque em festa em MS

Suspeitos chegaram em uma motocicleta, abriram fogo contra as vítimas e fugiram; Polícia Civil investiga possível ligação do crime com disputa entre facções criminosas

12/07/2026 10h00

Local onde o adolescente de 17 anos foi morto a tiros durante um ataque ocorrido na madrugada deste domingo (12), no bairro Esplanada, em Dourados.

Local onde o adolescente de 17 anos foi morto a tiros durante um ataque ocorrido na madrugada deste domingo (12), no bairro Esplanada, em Dourados. Foto: Divulgação

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A Polícia Civil investiga um ataque a tiros que deixou um adolescente de 17 anos morto e dois homens feridos durante uma festa realizada na madrugada deste domingo (12), no bairro Esplanada, em Dourados.

Os suspeitos chegaram em uma motocicleta, efetuaram diversos disparos contra as vítimas e fugiram sem serem identificados.

De acordo com o boletim de ocorrência, o atentado aconteceu por volta da 1h. Testemunhas relataram que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e, sem qualquer aviso, passaram a atirar em direção a um grupo de pessoas.

O adolescente foi atingido por quatro disparos, que acertaram a região do tórax e da cabeça. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas apenas puderam constatar a morte da vítima ainda no local.

Outros dois homens, identificados como Genilson, de 29 anos, e Dionatan, de 21, também foram baleados. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital da Vida, onde permanecem internados sob cuidados médicos. O estado de saúde das vítimas não havia sido divulgado.

Conforme relatos colhidos pela polícia, uma das linhas de investigação considera a possibilidade de o adolescente possuir ligação com uma organização criminosa. A informação, entretanto, ainda será apurada durante o andamento do inquérito e não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Após o ataque, os criminosos fugiram e seguem sendo procurados pelas forças de segurança.

Durante a perícia, equipes da Polícia Científica recolheram dois projéteis e quatro cápsulas deflagradas de pistola calibre .40, materiais que passarão por exames e poderão auxiliar na identificação da arma utilizada e na elucidação do crime.

A ocorrência mobilizou equipes da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da Polícia Civil.

O caso foi registrado e será investigado pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e pelos setores responsáveis por crimes contra a vida, que buscam identificar os autores, esclarecer a motivação do ataque e verificar se o atentado tem relação com disputas entre grupos criminosos que atuam na região.

Segurança Pública

Governo destina R$ 7,5 milhões à Segurança Pública e reforça combate ao crime em MS

Crédito suplementar publicado no Diário Oficial amplia recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública em meio ao aumento das operações policiais e aos investimentos do Estado na área de segurança

12/07/2026 09h15

Recursos de R$ 7,5 milhões serão destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública para fortalecer ações e investimentos no setor.

Recursos de R$ 7,5 milhões serão destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública para fortalecer ações e investimentos no setor. Foto: Divulgação

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Em meio ao reforço das ações de combate à criminalidade e ao aumento das operações policiais em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a destinação de R$ 7.586.129,14 ao Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP).

O crédito suplementar foi oficializado por meio do Decreto "O" nº 088/2026, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (10), e integra um pacote de remanejamentos orçamentários que movimenta R$ 38,88 milhões em diferentes áreas da administração estadual.

Os recursos destinados ao Fesp serão empregados na ação orçamentária intitulada "Apoio às ações na finalidade do Fesp", mecanismo utilizado para financiar investimentos voltados à estruturação das forças de segurança, aquisição de equipamentos, fortalecimento operacional e execução de políticas públicas ligadas à prevenção e ao enfrentamento da criminalidade.

Embora o decreto não detalhe a aplicação específica da verba, o reforço amplia a capacidade financeira do Estado para executar programas estratégicos do setor.

A suplementação ocorre em um momento de forte atuação das forças policiais em Mato Grosso do Sul.

Nos últimos meses, operações integradas envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, DOF, Bope, Choque, Polícia Federal e demais órgãos de segurança intensificaram o combate ao crime organizado, especialmente na região de fronteira, considerada uma das principais rotas de tráfico de drogas e armas do país.

Além do reforço para a Segurança Pública, o decreto também redistribui recursos para outras áreas prioritárias.

Na saúde, foram destinados R$ 5,5 milhões para ações de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto a educação recebeu recursos voltados ao fortalecimento do ensino médio e da educação profissional.

Também foram contempladas a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o sistema penitenciário, a Junta Comercial (Jucems), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e projetos ligados à modernização tecnológica da administração estadual.

O maior reforço individual entre os órgãos contemplados foi justamente o destinado ao Fundo Estadual de Segurança Pública.

O valor supera, por exemplo, os recursos direcionados à Atenção Primária da Saúde e representa uma das principais movimentações orçamentárias do decreto publicado pelo governador Eduardo Riedel.

O crédito suplementar é um instrumento previsto na legislação orçamentária que permite ao Executivo ampliar dotações consideradas insuficientes ao longo do exercício financeiro, utilizando como fonte superávit financeiro, excesso de arrecadação ou remanejamento de recursos entre programas, conforme autorização prevista na Lei Orçamentária Anual.

No caso do Fesp, os recursos são provenientes de superávit financeiro, mecanismo que possibilita o reforço das despesas sem necessidade de criação de novos tributos.

Reforço em meio ao avanço das operações

O investimento ocorre em um contexto de fortalecimento das ações de segurança pública em Mato Grosso do Sul.

O Estado tem ampliado operações contra organizações criminosas, intensificado o combate ao tráfico internacional de drogas na faixa de fronteira e investido na modernização das estruturas policiais, incluindo aquisição de equipamentos, tecnologia e capacitação dos agentes.

Com o novo aporte financeiro, a expectativa é de que o Fundo Estadual de Segurança Pública disponha de maior capacidade para apoiar projetos estratégicos e fortalecer a atuação das forças policiais, em um cenário marcado por desafios crescentes relacionados ao crime organizado e à segurança nas cidades e na região de fronteira.

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