Cidades

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Ruas interditadas nas imediações da Três Barras serão liberadas na quarta-feira

Previsão é que as obras sejam finalizadas até meados de agosto, de acordo com a prefeitura

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De acordo com o gerente de fiscalização para o trânsito, Carlos Guarini, ruas, que estão interditadas nas proximidades da avenida Três Barras, serão liberadas na próxima quarta-feira (25).

Conforme apurado pela reportagem, as ruas/avenidas interditadas, até terça-feira (24), são:

  • Rua José Nogueira Vieira entre a Rua Final e Avenida Três Barras

    Interdições na avenida Três Barras. Crédito: Naiara Camargo
  • Rua Marquês de Lavradio entre a Rua Cayova e Avenida Três Barras

  • Avenida Três Barras entre a Rua Fernão Dias e Avenida José Nogueira Vieira

  • Avenida Três Barras entre a Rua Miguel Sutil e Avenida José Nogueira Vieira

As interdições visam minimizar os impactos causados pelas intervenções, garantindo fluidez e opções aos usuários da via.

A equipe de reportagem do Correio do Estado foi até o local às 10 horas desta sexta-feira (21) e verificou que há quase um quilômetro de interdição, se somar todas as ruas interditadas.

Não havia fila de carros e o trânsito fluía bem no mesmo em que a reportagem esteve no local. Mas, em horários de pico, a situação é diferente.

As vias estão bem sinalizadas com placas de desvio. No local, fiscais de trânsito orientando condutores.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, fila de carros de 200 metros, buzinaço e confusão se formou no local, por conta das interdições. Agentes de trânsito chegaram a ser alvos de ofensas de motoristas impacientes com o congestionamento.

A OBRA

A obra, na Três Barras, consistem em transformar a rotatória em semáforos.

Ou seja, a readequação compreende em retirar a rotatória, instalar dois conjuntos semafóricos com 20 porta focos e adotar mão única em uma quadra da rua Domingo Jorge Velho e rua Miguel Sutil.

Também já foram realizados serviços de drenagem, pavimentação, alargamento da via e implantação de meio-fio e sarjeta.

Obras consistem em substituir rotatória por semáforo. Crédito: Naiara Camargo

O investimento é de R$ 2.357.117,07. A previsão é que as obras sejam finalizadas até meados de agosto, de acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

De acordo com a prefeitura, sem a rotatória e com a construção de canteiros onde serão instalados os semáforos, acaba o estreitamento da avenida Três Barras nesse trecho, que passará a ter duas pistas de rolamento.

Atualmente, como a preferência é para quem está fazendo a rotatória, se formam filas dos veículos que vão em direção à região do bairro Rita Vieira ou daqueles que vão para a região do bairro Tiradentes, pela Rua José Nogueira Vieira.

Objetivo é desafogar o trânsito e diminuir a fila quilométrica de veículos que se forma para atravessar a rotatória, garantindo fluidez e opções aos usuários da via.

Ainda segundo a prefeitura, outra alteração prevista é para quem vem do Bairro Vilas Boas, pela Rua Domingo Jorge Velho, que passará a ser mão única na última quadra.

O condutor não conseguirá entrar diretamente na Avenida Três Barras, tendo que entrar à direita na Manoel da Nóbrega e depois à esquerda na Miguel Sutil, que também será mão única, em direção à Avenida Três Barras, onde também haverá semáforo.

ROTAS ALTERNATIVAS

A prefeitura listou uma série de rotas alternativas para fugir deste trecho interditado. Confira:

  • Para quem está na Rua Marquês de Lavradio no sentido rotatória, pegar a Rua Cayova, Rua Fernão Dias e Rua João Fernandes Vieira.

  • Para quem está na Avenida Três Barras no sentido centro, pegar a Rua Miguel Sutil, Rua Manoel da Nóbrega, Rua Domingos Jorge Velho e Rua Bom Pastor.

  • Para quem está na Avenida Três Barras no sentido bairro, pegar a Rua Fernão Dias e Rua João Fernandes Vieira.

  • Para quem está na Rua José Nogueira Vieira e quer acessar a Avenida Três Barras no sentido bairro, pegar a Rua Final, Rua Cayova, Rua Fernão Dias e Rua João Fernandes Vieira.

Operação

Polícia já identificou 12 envolvidos em suicídio de adolescente em MS

Até agora, 11 jovens, de 14 anos a 17 anos, foram apreendidos e um adulto de 18 anos foi preso por atuarem na morte de Lívia

16/09/2026 07h50

Policiais cumpriram mandados em quatro estados e no DF

Policiais cumpriram mandados em quatro estados e no DF Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou, em um mês e meio de investigação, 11 adolescentes, de 14 anos a 17 anos, e um adulto de 18 anos que teriam participado diretamente da morte da menina Lívia, de 13 anos, encontrada sem vida em Naviraí, no fim de julho, após ser incitada ao suicídio por grupos extremistas durante transmissão ao vivo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a partir de apuração da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, deflagrou ontem a segunda fase da Operação Lívia, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares de busca e apreensão envolvendo adolescentes, em quatro estados e no Distrito Federal.

“A análise dos equipamentos eletrônicos, telefones celulares e demais mídias apreendidos permitiu avançar na identificação de outros suspeitos de integrar comunidades virtuais investigadas pela prática de crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica e indução à automutilação e ao suicídio, tendo crianças e adolescentes entre os principais alvos”, disse o Ministério.

Todos os alvos desta nova operação teriam participado do dia da morte da adolescente e acompanhado a transmissão da menina ao vivo.

“Entre as práticas investigadas está a chamada ‘escravidão digital’, termo técnico utilizado para descrever uma dinâmica de coerção, chantagem e controle exercida no ambiente virtual, na qual vítimas são submetidas a ameaças e pressões para cumprir determinações dos integrantes desses grupos, inclusive relacionadas à automutilação e a outros atos de violência”, explica o MJSP.

Além disso, o órgão federal afirma que, dentre os novos jovens apreendidos, há suspeitos de terem atuado na administração e moderação de comunidades virtuais utilizadas para abordar, coagir e chantagear vítimas em situação de vulnerabilidade, como se fosse uma espécie de rede de violência virtual.

Amanhã, às 10h, a delegada Anne Karine Sanches Trevisan Duarte, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), vai conceder coletiva de imprensa para apresentar mais detalhes desta segunda fase.

PRIMEIRA FASE

A primeira fase da Operação Lívia foi deflagrada no dia 4 de agosto, menos de duas semanas depois da morte da menina vir à tona. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis locais distintos no Rio de Janeiro, no Ceará, em Minas Gerais, no Pará e em Mato Grosso do Sul contra jovens de 14 anos a 18 anos.

Conforme Anne Trevisan, a investigação dessa organização começou no dia 22 de julho, quando a polícia tomou conhecimento que o suicídio de uma adolescente havia sido transmitido ao vivo pela plataforma de comunicação Discord, muito popular entre os adolescentes.

“Durante a investigação, a gente verificou que não foi um suicídio, mas foi realmente um homicídio. Com isso, nós identificamos os alvos, os autores, ao todo cinco adolescentes e um adulto, em vários locais do País. Nós representamos pela prisão e apreensão deles e a busca domiciliar”, declarou a delegada.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” que a adolescente que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar. Durante o caso de MS, outro “evento”, como eles chamam esses episódios, era transmitido simultaneamente em outro estado.

DISCORD

No dia 12 de agosto, pouco tempo depois da primeira fase, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) expediu uma medida preventiva determinando que a plataforma Discord suspendesse a funcionalidade de transmissão ao vivo, no Brasil, em três dias úteis.

No dia 17 de agosto, a empresa anunciou que interrompeu, por tempo indeterminado, a possibilidade dos usuários transmitirem vídeos usando o aplicativo. 

Segundo a empresa, a suspensão das transmissões ao vivo e de compartilhamentos de vídeos não afeta as comunicações por texto e áudio e outros recursos da plataforma. Além disso, a companhia afirma que está “dialogando” com representantes da ANPD em busca de uma solução que lhe permita restabelecer as transmissões de vídeo para os usuários brasileiros.

“O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares”, acrescentou a empresa.

O Discord classificou a morte da adolescente de Naviraí como “um caso devastador”, resultado de uma “situação muito séria”, uma “campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas” digitais.

* Saiba 

Conforme a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos são penalmente inimputáveis.

Isso significa que eles não cometem crimes no sentido técnico da lei penal, mas sim atos infracionais.

Portanto, os 11 jovens, de 14 anos a 17 anos, apreendidos nas duas fases da operação vão responder a um procedimento especial e cumprir medidas socioeducativas, em vez de serem presos.

Justiça

Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro

Procurador-geral da República se manifestou em sessão do STF

15/09/2026 21h00

Rosinei Coutinho/STF

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

"Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme".

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

"Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

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