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Curso de Medicina

MEC credencia Santa Casa para oferecer curso de Medicina em Campo Grande

Certificação como hospital de ensino abre caminho para implantação da graduação e fortalece ensino, pesquisa e atendimento na maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul

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A Santa Casa de Campo Grande alcançou um importante marco ao conquistar a Certificação de Hospital de Ensino, Nível 1, concedida pelos Ministérios da Saúde e da Educação e publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

O reconhecimento habilita a instituição a implantar um curso próprio de Medicina, abrindo caminho para que a primeira turma seja ofertada a partir de 2027, após o cumprimento das etapas regulatórias exigidas pelo Ministério da Educação (MEC).

A certificação reconhece que o maior hospital de Mato Grosso do Sul reúne os requisitos técnicos, assistenciais e acadêmicos para integrar ensino, pesquisa, inovação e assistência à saúde.

Embora a Santa Casa já mantenha programas de residência médica e multiprofissional, além de desenvolver pesquisas científicas e receber estudantes de diferentes instituições de ensino, o novo status representa um avanço decisivo ao permitir a criação de uma graduação própria em Medicina.

Segundo a direção da instituição, a expectativa é concluir todos os procedimentos regulatórios para que o primeiro processo seletivo seja realizado em 2027.

O projeto faz parte do plano de expansão da Escola de Saúde Santa Casa, criada para concentrar as atividades de ensino, pesquisa, inovação e educação continuada desenvolvidas pelo hospital.

Com a futura implantação da graduação, Mato Grosso do Sul ampliará a oferta de cursos de Medicina. Atualmente, a formação médica é oferecida pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande e Três Lagoas; pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), na Capital.

E pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados; e pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), com cursos em Campo Grande e Dourados.

A chegada da Santa Casa deverá ampliar o número de vagas para formação médica e fortalecer a qualificação de profissionais destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente diante da crescente demanda por médicos em Mato Grosso do Sul.

Apesar do avanço na área acadêmica, a certificação ocorre em um momento delicado para a Santa Casa. O hospital enfrenta uma prolongada crise financeira, marcada por dificuldades no custeio dos serviços, superlotação, déficit operacional e sucessivos alertas sobre a capacidade de atendimento.

Pacientes também convivem com longas esperas por procedimentos, falta de leitos em períodos de maior demanda e episódios recorrentes de sobrecarga na assistência, evidenciando que a conquista na área do ensino não elimina os desafios estruturais que ainda impactam o funcionamento da maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul.

Reconhecimento nacional

A certificação como Hospital de Ensino é concedida apenas a instituições que atendem rigorosos critérios relacionados à qualidade da assistência, estrutura física, gestão, produção científica, programas de residência e capacidade de formação de profissionais da saúde.

Na prática, o reconhecimento confirma que a Santa Casa reúne condições para integrar assistência, ensino, pesquisa e inovação, consolidando sua atuação como centro de formação acadêmica e referência no atendimento de alta complexidade.

A presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, afirmou que a certificação oficializa uma vocação exercida há décadas pela instituição.

"Este ato formaliza uma condição que a instituição sempre desempenhou, sendo referência no acolhimento de universidades, mantendo programas de residência e fomentando diversas pesquisas, reafirmando o compromisso com a excelência. A Santa Casa não apenas presta assistência à saúde, mas o faz com um padrão de qualidade que é um verdadeiro patrimônio da população de Mato Grosso do Sul", destacou.

O diretor da Escola de Saúde, professor doutor Fábio Edir, ressaltou que a conquista confirma a qualidade dos serviços prestados e representa um passo importante para o fortalecimento do ensino médico.

"Este título atesta, de forma inquestionável, a excelência da nossa assistência e da formação profissional. Atualmente contamos com 16 programas de residência médica e dois multiprofissionais, formando anualmente mais de 50 especialistas. Além disso, nosso núcleo de pesquisa consolida-se com mais de 12 projetos cadastrados", afirmou.

Ele também revelou que a instituição está em fase final das obras do antigo Colégio Oswaldo Cruz, espaço que abrigará a Escola de Saúde da Santa Casa, reunindo graduações, cursos técnicos, residências, laboratórios e centros de pesquisa.

Estrutura consolidada

Atualmente, a Santa Casa mantém 16 programas de residência médica, dois programas de residência multiprofissional e desenvolve pesquisas em parceria com universidades e instituições de saúde.

A estrutura conta ainda com laboratórios de simulação realística, salas de aula, espaços administrativos voltados ao ensino e um dos maiores campos de prática hospitalar do Estado.

Esses fatores foram determinantes para a obtenção da certificação e integram o projeto de implantação da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa, iniciativa desenvolvida nos últimos anos e que ganha novo impulso com o reconhecimento oficial.

Impacto financeiro

Além do avanço acadêmico, o credenciamento poderá contribuir para amenizar a crise financeira enfrentada pela Santa Casa nos últimos anos.

Hospitais certificados como unidades de ensino passam a ter acesso a programas específicos do Governo Federal destinados ao incentivo da formação de profissionais da saúde.

A legislação também prevê remuneração diferenciada para determinados procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de ampliar as possibilidades de financiamento para projetos de ensino, pesquisa e inovação.

Outra fonte de receita deverá surgir com a implantação do curso de Medicina. A instituição passará a contar com arrecadação proveniente das mensalidades da graduação, fortalecendo a sustentabilidade financeira do hospital e criando novas condições para investimentos na assistência prestada à população.

Referência em Mato Grosso do Sul

Com 109 anos de história, a Santa Casa é considerada o maior hospital de Mato Grosso do Sul e referência em atendimentos de alta complexidade para pacientes do SUS.

A unidade recebe moradores de Campo Grande e de dezenas de municípios do Estado, desempenhando papel estratégico na rede pública de saúde.

Para a direção do hospital, a certificação representa mais do que um reconhecimento institucional.

A expectativa é consolidar a Santa Casa como um dos principais polos de formação médica do Centro-Oeste, fortalecendo a produção científica, ampliando a formação de especialistas e contribuindo para a melhoria da assistência em saúde oferecida à população sul-mato-grossense.

Novas Regras

Nova regra muda atendimento nos postos de saúde de Campo Grande

Diretriz da Sesau impede que pacientes com queixa clínica sejam dispensados sem avaliação, mesmo quando chegam à unidade sem consulta agendada.

09/09/2026 17h29

Novas diretrizes da Sesau estabelecem regras para acolhimento e atendimento de pacientes nas unidades de saúde de Campo Grande.

Novas diretrizes da Sesau estabelecem regras para acolhimento e atendimento de pacientes nas unidades de saúde de Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Quem procurar uma unidade de Atenção Primária à Saúde de Campo Grande com alguma queixa clínica não poderá ser simplesmente dispensado por falta de vaga, ausência de consulta marcada ou por não pertencer à área atendida pelo posto. Novas diretrizes publicadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) estabelecem regras para o acolhimento dos pacientes e para a organização do atendimento na rede municipal.

As determinações constam na Resolução Sesau nº 1.026, de 2 de setembro de 2026, republicada nesta quarta-feira (9) em suplemento extraordinário do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

O documento apresenta a quinta versão das Diretrizes para Organização do Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) e deverá ser seguido pelas unidades do município. 

Um dos principais pontos estabelece expressamente que “nenhum usuário com queixa clínica deve ser dispensado da USF sem avaliação prévia por profissional de nível superior”.

Isso significa que, mesmo quando não houver vaga imediata para consulta, o paciente deverá passar por avaliação antes de deixar a unidade. 

Para os usuários que chegam sem consulta agendada, as unidades deverão verificar inicialmente a existência de vagas abertas pela própria organização da agenda ou por faltas de pacientes. Caso haja disponibilidade, a pessoa poderá ser incluída na lista de atendimento daquele turno. 

Se não houver vaga imediata, a orientação é encaminhar o paciente para escuta qualificada e, quando necessário, para classificação de risco e vulnerabilidade, que deverá ser feita por profissional de nível superior.

Casos agudos identificados durante a avaliação terão prioridade, conforme a condição clínica e os recursos disponíveis na unidade. 

Já pacientes sem quadro agudo ou situação de vulnerabilidade que exija prioridade poderão ter a consulta marcada para uma data futura, de acordo com a disponibilidade da unidade.

Ou seja, a nova regra não significa que toda pessoa que chegar ao posto será necessariamente consultada por médico ou enfermeiro naquele mesmo dia, mas impede que alguém com queixa clínica seja dispensado sem avaliação.

Sem cadastro também deve ser atendido

Outro ponto de impacto direto para a população é a proibição de restringir o atendimento inicial pela falta de cadastro ou comprovante de endereço.

As diretrizes estabelecem que toda pessoa que procurar uma Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) deverá ser acolhida e ter sua necessidade avaliada, independentemente de cadastro prévio, vínculo com outra equipe ou comprovante de residência.

O texto determina ainda que a ausência de comprovante de endereço não pode impedir o acesso aos serviços. 

Para quem não possui cadastro no e-SUS APS e não tem vínculo territorial, a recepção deverá realizar o cadastro necessário para registrar o atendimento daquele dia.

O cidadão poderá ser identificado como paciente “Fora de Área” quando não residir na região atendida pela equipe, inclusive quando morar fora de Campo Grande. 

Quem declarar morar na área de abrangência também poderá utilizar uma autodeclaração de residência para receber atendimento imediato. A confirmação definitiva do vínculo territorial ficará para momento posterior, após a verificação das informações pelo agente comunitário de saúde. 

A própria Sesau reconhece no documento que o crescimento populacional e a expansão territorial de Campo Grande resultaram na existência de regiões temporariamente sem cobertura formal de equipes de Saúde da Família.

Para esses locais, a orientação é distribuir a população entre unidades de referência próximas, de maneira a assegurar a continuidade do atendimento. 

Paciente sem consulta terá de passar por escuta

As regras são ainda mais específicas para a demanda espontânea, nome dado aos atendimentos procurados diretamente pela população, sem consulta previamente marcada.

O documento determina que não será possível dispensar uma pessoa que queira consulta naquele dia sem antes realizar a escuta das necessidades apresentadas e a avaliação dos sinais vitais.

Tanto a escuta quanto o atendimento deverão ser registrados no prontuário eletrônico, mesmo quando o paciente não estiver cadastrado naquele território. 

A classificação também não deverá funcionar simplesmente pela ordem de chegada. Conforme as novas diretrizes, a Classificação de Risco e Vulnerabilidade deve considerar critérios clínicos e sociais para determinar quem necessita ser atendido primeiro.

Assim, um paciente com quadro considerado leve poderá ganhar prioridade caso esteja, por exemplo, em situação de rua, violência ou incapacidade de autocuidado.

O objetivo, segundo a Sesau, é identificar as pessoas com maior necessidade e reduzir o risco de agravamento de quadros agudos. 

Nem todos os pacientes submetidos à classificação, porém, terão consulta médica ou de enfermagem naquele dia.

Entre os possíveis encaminhamentos estão atendimento imediato, consulta em outro horário no mesmo dia, agendamento para uma data posterior ou encaminhamento para outro serviço da rede. 

Faltas deverão abrir espaço para outros pacientes

A Sesau também estabeleceu medidas para tentar aproveitar consultas perdidas por faltas. A lista dos pacientes marcados deverá ficar disponível para os profissionais responsáveis pela pré-consulta e pela escuta qualificada, permitindo identificar quem não compareceu e reaproveitar imediatamente a vaga. 

Na organização inicial das agendas, a recomendação é reservar 70% das vagas para consultas programadas e 30% para demanda espontânea.

A secretaria considera uma taxa média esperada de ausência de aproximadamente 20% entre os pacientes com horário marcado, permitindo que essas vagas sejam ocupadas por pessoas que chegam sem agendamento ou que estejam em lista de espera. 

As consultas deverão ser oferecidas pela manhã e à tarde e também durante a noite nas unidades que possuem horário estendido. A orientação é que o usuário chegue pelo menos 15 minutos antes do horário agendado, sendo previsto atraso admissível de dez minutos.

Mesmo após esse período, porém, o paciente deverá ser acolhido e orientado e, se houver capacidade operacional, poderá ser atendido no mesmo dia. 

Nem falta de internet autoriza dispensa

As diretrizes também procuram evitar a interrupção do atendimento por problemas operacionais. Em caso de queda no acesso à internet, fica expressamente proibida a dispensa de pacientes, tanto daqueles que possuem horário marcado quanto dos que chegaram por demanda espontânea.

Nessas situações, os atendimentos deverão continuar e os registros poderão ser feitos manualmente para posterior inclusão no sistema. 

A Sesau estabelece ainda que o acesso da população deve ser mantido durante todo o horário de funcionamento das unidades, incluindo acolhimento, demandas espontâneas e atividades programadas.

Suspender agendas ou interromper serviços deverá ser uma medida excepcional e devidamente justificada às instâncias responsáveis pela gestão. 

O cumprimento das novas normas ficará sob responsabilidade dos diretores distritais e dos gerentes das unidades.

A própria resolução prevê que o descumprimento das atribuições estabelecidas poderá resultar na aplicação das penalidades previstas no Estatuto dos Servidores do Município de Campo Grande.

Educação

Vale Universidade ajudou 19 mil jovens em MS

Entre 2015 e 2022, programa facilitou acesso ao ensino superior e mudou a trajetória de estudantes que não podiam pagar uma faculdade

09/09/2026 17h26

Pâmela Cabral foi beneficiada pelo programa

Pâmela Cabral foi beneficiada pelo programa Divulgação

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O sonho de cursar uma faculdade e construir uma carreira profissional ganhou um novo caminho para 19 mil jovens de Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022, período em que Reinaldo Azambuja governou o Estado. Por meio do Programa Vale Universidade, estudantes que não tinham condições de arcar com as mensalidades tiveram acesso ao ensino superior.

Agora, Reinaldo, candidato ao Senado pelo PL, afirma que pretende levar para Brasília a defesa de políticas públicas voltadas à educação e à criação de oportunidades para jovens de baixa renda.

Entre os estudantes beneficiados está a psicóloga Pâmela Cabral. Aos 16 anos, ela começou a trabalhar como menor aprendiz no Governo de Mato Grosso do Sul e conheceu o Vale Universidade. Sem condições financeiras para pagar uma graduação, encontrou no programa a possibilidade de realizar o sonho de cursar uma faculdade.

“Para mim, essa oportunidade significou muito mais do que uma bolsa de estudos. Antes de conhecer o Vale Universidade, eu sequer imaginava que seria possível realizar o sonho de cursar uma faculdade, principalmente por saber que os custos de uma instituição particular estavam muito além daquilo que eu poderia pagar”, afirmou.

Pâmela se inscreveu no programa aos 17 anos e foi selecionada. Segundo ela, a bolsa abriu uma possibilidade que antes parecia distante.

“A bolsa tornou possível a realização de um sonho que eu carregava comigo e me mostrou que, apesar das dificuldades financeiras, eu também poderia ter acesso a uma formação superior e construir o futuro que desejava”, contou.

A graduação foi concluída em dezembro de 2022. Um mês depois, em janeiro de 2023, Pâmela conseguiu trabalho em uma clínica particular de Campo Grande, onde permanece até hoje. Ela começou como recepcionista e, depois de obter o registro profissional, passou a atuar como psicóloga autônoma.

“Desde então, sigo trabalhando como psicóloga, atendendo crianças, adolescentes e adultos, e também sou pós-graduada na área de Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada). É muito significativo para mim olhar para essa trajetória e perceber que tudo começou com uma oportunidade que, em determinado momento da minha vida, tornou possível aquilo que parecia tão distante”, disse.

Para Pâmela, o programa foi decisivo não apenas para a formação acadêmica, mas também para a construção da carreira e da independência financeira. Ao longo desse período, ela também constituiu sua família.

“Hoje, tenho ao meu lado meu marido, Osley, e minha filha, Merylin, que são a minha base, minha força e minha maior motivação. Tenho orgulho de poder proporcionar à minha filha uma vida com segurança, amor e boas oportunidades”, afirmou.

Segundo ela, a bolsa mudou sua trajetória. “Ela me deu a oportunidade de sonhar, de acreditar em mim e, principalmente, de transformar esses sonhos em realidade”, disse.

Na época, o Vale Universidade previa que os acadêmicos beneficiados arcassem com 10% do valor integral da mensalidade. O Governo do Estado custeava 70%, enquanto a instituição de ensino ficava responsável pelos 20% restantes.

A história de Pâmela é apresentada como exemplo do impacto da política pública, que possibilitou o acesso ao ensino superior para milhares de estudantes sul-mato-grossenses. Para Reinaldo, ampliar oportunidades de formação é também uma forma de estimular o desenvolvimento do Estado.

Segundo o candidato, políticas públicas de acesso à educação produzem efeitos que ultrapassam a trajetória individual dos estudantes e alcançam suas famílias e a sociedade.

“Quando a gente cria oportunidades, não está apenas ajudando um jovem a entrar na universidade. Estamos abrindo portas para que ele possa construir uma profissão, conquistar sua independência e transformar a realidade da sua família”, afirmou Reinaldo.

O candidato disse ainda que pretende defender, em Brasília, medidas voltadas à ampliação dessas oportunidades.

“Foi isso que fizemos em Mato Grosso do Sul e é isso que quero continuar fazendo em Brasília: buscar recursos, defender políticas públicas e criar oportunidades para que mais pessoas possam realizar seus sonhos e construir um futuro melhor”, afirmou.
 

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