Cidades

PEDIDO DE AJUDA

Saúde quer ajuda de clínicas privadas para recuperar coberturas vacinais

Para não ignorar doses aplicadas em rede particular, dados serão inseridos em única plataforma

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As clínicas privadas de imunização do país devem atuar como aliadas do Ministério da Saúde na recuperação das coberturas vacinais.

De acordo com Eder Gatti, secretário do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), o governo não pode fechar os olhos às doses que são aplicadas na rede privada de vacinação.

"Quando o Ministério [da Saúde] faz o cálculo de cobertura vacinal de meningite meningocócica C [ofertada no SUS], não pode ignorar todas as crianças que são vacinadas na rede privada com a vacina meningocócica ACWY [que inclui os sorotipos A, W e Y, não disponíveis na rede pública]. Em outras palavras, para o Ministério da Saúde interessa saber qual a proporção da população protegida e da população suscetível porque essa é uma das vigilâncias que fazemos", disse Gatti.

A fala ocorreu na manhã da última quinta-feira (8), no 6° Congresso Nacional de Clínicas de Vacinas, em São Paulo. As clínicas privadas de vacinação inseriam, até 2015, os dados de doses aplicadas em um sistema chamado SI-PNI Rotina, enquanto os dados de aplicação na rede pública eram inseridos no SI-PNI.

Nos últimos anos, porém, a pasta da saúde tentou migrar os sistemas de inserção de dados de doses aplicadas, processo que foi acelerado durante a pandemia da Covid. Agora, todos os dados de vacinação do PNI constam do sistema RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde).

A ideia é que as clínicas privadas também tenham os dados migrados, através do SI-PNI e que, aos poucos, essa integração também seja feita com a RNDS.

De acordo com o secretário, o setor privado precisa aderir ao sistema de informação unificado, mas ele reconhece que há desafios, como a falta de padronização das informações e os sistemas que não eram integrados no passado.

"Existe sim um problema desde 2015 de queda da cobertura vacinal no país, mas esse problema é multifatorial, e um dos fatores é o erro de dado. Esse é um dos pontos que estamos tentando melhorar agora no DPNI", disse.

"No futuro, o indivíduo vai poder ter na sua carteira digital [ConecteSUS] dados de vacina que ele tomou no posto de saúde, na clínica privada, qual dose está em atraso. Esse vai ser um dado importante não só para fomentar as políticas públicas e estratégias de campanha, mas também para o próprio cidadão ou consumidor da ponta", afirmou.

No último dia 1°, o Ministério da Saúde publicou uma nota informativa conjunta (n° 4/2023) em que encerra o uso da plataforma SI-PNI definitivamente. Agora, todos os dados serão integrados com o CadÚnico, o cadastro do usuário no governo, e com a RNDS via ConecteSUS.

"No caso das clínicas de imunização privada, esse processo vai acontecer aos poucos, com primeiro a inserção do dado no SI-PNI. Mas é fundamental que a gente consiga as ferramentas para adequar os sistemas e melhorar o dado administrativo de cobertura vacinal", declara Gatti.

Existem hoje 3.000 clínicas particulares de imunização no país, que representam cerca de 10% do setor, de acordo com dados da ABCVac (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas). A maioria delas faz a complementação do calendário infantil de vacinas, preconizado no PNI.

Os dados mais recentes disponíveis mostram que foram aplicadas cerca de 900 mil doses nas clínicas privadas em 2023. Em 2022, foram cerca de 2,8 milhões de doses, número que Gatti considera ser subnotificado justamente pela falta de padronização nos registros.

Em alguns casos, as clínicas privadas oferecem também vacinas para públicos que não são contemplados nas campanhas de imunização nacionais, como a vacinação contra a gripe em pessoas na faixa etária mais jovem (18 a 40 anos) e que não são profissionais da saúde ou gestantes.

"É preciso parar de olhar para o mito de que a vacinação na rede pública é ruim e vacina na rede privada é melhor", disse Miriam Tendler, pesquisadora da Fiocruz e que também participou do 6° Congresso Nacional de Clínicas de Vacinas, na última quinta (8).

"A competitividade entre as indústrias farmacêuticas também é prejudicial. Precisamos trabalhar para que a vacinação seja algo buscado pelas pessoas", completou Gláucia Vespa, diretora médica de vacinas para América Latina do Grupo Adium, em parceria com a Moderna.

Desde janeiro de 2022, as vacinas da Covid podem ser encontradas em clínicas particulares no país. As baixas coberturas vacinais de reforços, porém, preocupam a pasta da saúde, uma vez que as novas cepas do vírus podem aproveitar o chamado decaimento de imunidade e provocar ondas da doença.

Outras vacinas, como a quadrivalente contra a gripe, lançada em março e chamada Efluelda, possui uma alta proteção principalmente nos idosos, sendo assim um complemento à imunização na campanha pública.

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Pagamentos

Renegociação de dívidas do Fies pode ser feita até 16 de setembro

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato

25/08/2026 19h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar?

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

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