Cidades

R$ 10 BILHÕES

Segunda-feira será decisiva para leilão da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul

Manifestação de interessados no projeto é o primeiro passo para recomeçar processo de licitação do pacote de rodovias

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Marcado para esta quinta-feira, o leilão da Rota da Celulose só acontecerá se hoje houver a manifestação de interesse das empresas do setor de logística em participar do certame.

O projeto de concessão de cinco trechos de rodovias que dão acesso a indústrias do ramo da celulose em Mato Grosso do Sul será colocado novamente pelo governo do Estado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) para receber a entrega de propostas para o novo edital de licitação.

A primeira tentativa de leiloar trechos das rodovias que ligam Campo Grande ao estado de São Paulo à iniciativa privada, que ocorreu em dezembro, não atraiu as empresas, impossibilitando a realização do leilão.

O projeto visa recuperar e ampliar a capacidade do sistema rodoviário composto pelos trechos das rodovias estaduais MS-040 (de Campo Grande a Santa Rita do Pardo), MS-338 (de Santa Rita do Pardo a Bataguassu) e MS-395 (de Bataguassu ao entroncamento com a BR-267), além de trechos das rodovias federais BR-262 (que liga Campo Grande a Três Lagoas) e BR-267 (que liga Bataguassu a Nova Alvorada do Sul). A Rota da Celulose abrange 870,3 quilômetros e investimento nas rodovias.

Sobre o leilão e o recebimento de propostas para o projeto, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), declarou ter boas expectativas sobre esta segunda tentativa. 

“Sabemos que pelo menos seis consórcios estão fazendo esta discussão, se isso vai se traduzir em uma proposta efetiva, nós vamos ter que aguardar nesta segunda-feira. Se houver três ou quatro propostas pelo menos, vai ter briga no leilão, aí ficamos mais tranquilos”, disse o governador durante o evento MS Qualifica.

No segundo semestre do ano passado, para atrair investidores da iniciativa privada, o governo estadual realizou um roadshow em São Paulo, evento que contou com a participação de diversas empresas do setor, como o grupo EcoRodovias, a CCR (que já detém a concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul), a Way (responsável por concessões como as das rodovias MS-306, MS-112 e BR-158, na região nordeste do Estado) e investidores internacionais, como o grupo Arteris.

Um dos maiores fundos de investimento do mundo, o BlackRock, também enviou representantes ao evento.
Porém, apesar disso, naquele ano não houve interessados no certame. Segundo a Folha de São Paulo, o Ministério dos Transportes avaliou que os empresários estariam focados em outros projetos considerados mais atrativos da carteira de concessões rodoviárias. A atenção voltada a outras propostas teria escanteado o certame de Mato Grosso do Sul.

Entre os projetos ofertados naquele período de leilão de concessões estava a Rota Verde, que passa por Rio Verde, Goiânia e Itumbiara, em Goiás, e o leilão das Rodovias Integradas do Paraná, que inclui trechos estaduais e da BR-369, além da Ponte São Borja, sobre o Rio Uruguai, na fronteira entre São Borja, no Brasil, e Santo Tomé, na Argentina, e mais um bloco das Rodovias Integradas do Paraná, desta vez ligado à BR-163.

LICITAÇÃO

De acordo com o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do governo do Estado, o projeto da Rota da Celulose trará múltiplos benefícios: melhoria das condições de trafegabilidade; aumento da segurança dos usuários das rodovias; melhoria no escoamento da produção; diminuição do tempo de deslocamento; menor custo com manutenção dos veículos; novas oportunidades de negócios na região; e redução de despesas com manutenção da rodovia, cujo montante poderá ser investido nas demais rodovias da malha.

O prazo do contrato que deve ir a leilão, caso haja interessados no projeto, é de 30 anos, e o valor estimado é de aproximadamente R$ 10,098 bilhões.

MUDANÇAS NO PROJETO

Na tentativa de melhorar o projeto da Rota da Celulose para atrair os investidores, no dia 30 de janeiro deste ano, um novo edital para privatização de rodovias alterou, entre outros quesitos, o cronograma de obras a serem feitas nas rodovias.

Houve mudanças para que as obras pudessem ser feitas de forma mais espaçada, dando, assim, uma suavizada nos investimentos que estavam previstos para ocorrer a partir do segundo ano do contrato.

O novo projeto apresentado ao mercado também mudou o valor total do investimento na rodovia, que será de R$ 10 bilhões, um pouco maior que o projeto anterior, que previa R$ 8,8 bilhões.

O edital manteve a previsão da duplicação do trecho entre Campo Grande e a fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo e a previsão de um contorno rodoviário de 15 km em Bataguassu, o que exigirá R$ 90 milhões.

A um mês do leilão, o governo do Estado fez nova alteração no edital para atrair a participação de empresas estrangeiras. O texto inicial exigia que a empresa concorrente estivesse instalada no Brasil, o que foi alterado em publicação no Diário Oficial do Estado.

GOVERNO FEDERAL

A concessão das rodovias é um projeto que tem sido discutido desde 2023 pelo governo do Estado com a União. O primeiro passou foi fazer um estudo de viabilidade técnica para o trecho.

No caso das rodovias federais, as BRs 262 e 267, foi necessário que os trechos de interesse fossem delegados para Mato Grosso do Sul pelo governo federal, o que foi feito em novembro de 2024.

SAIBA

No projeto de concessão da Rota da Celulose está prevista a realização de duplicações, acostamentos, terceiras faixas e 12 km de marginais e a implantação de 38 km de contornos em municípios.

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Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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