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Sem vagas em MS, Sisu abre inscrições para o segundo semestre

Podem se inscrever estudantes que participaram de pelo menos uma edição do Enem nos últimos três anos

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Os estudantes que participaram de pelo menos uma edição doExame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos trêsanos (2023, 2024 e 2025) já podem se inscrever no Sisu+, a etapa inédita e complementar doSistema de Seleção Unificada (Sisu). Nenhuma institução de ensino superior de Mato Grosso do Sul aderiu a esta edição do processo seletivo e, portanto, não há vagas no Estado.

A participação no Sisu+ é restrita aos candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026, inscritos em pelo menos um curso.

O Sisu+ amplia as chances de acesso à educação superior pública dentro do mesmo processo seletivo porque ofereceeventuais vagasdisponíveispara ingresso no segundo semestre de 2026 em instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo seletivo.

Nesta primeira edição do Sisu+, em todo o Brasil 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.

Inscrições

A participação é opcional e gratuita. Para se inscrever no Sisu+, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Sisu. O prazo de inscrições terminará nesta sexta-feira (19).

No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.

É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.

Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Se necessário, os candidatos que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.

Mas, o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026, se estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.

O Ministério da Educação (MEC) criou uma página eletrônica para esclarecer dúvidas frequentes sobre a inscrição no Sisu+ 2026. Acesse aqui.

Seleção

A pasta explica que o sistema seleciona automaticamente, para cada opção de curso escolhida pelo candidato, a edição válida do Enem que resultar na melhor média ponderada, conforme os pesos e critérios definidos pela instituição para a respectiva oferta.

O sistema de seleção disponibiliza as notas de corte de cada curso durante o período de inscrições.

Para seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas pelas instituições participantes.

Cronograma do Sisu+
Após o período de inscrições, de 15 a 19 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, em 24 de junho, na página eletrônica do Sisu.

Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

De acordo com o edital o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.

Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O que é o Sisu+

Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.

Já o Sisu+ não constitui um novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. E foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.

O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizariam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.

Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

A pasta da Educação avaliará os resultados da implementação do Sisu+ 2026 para decidir sobre eventuais edições futuras do processo seletivo complementar.

* Com Agência Brasil

Em 10 anos

Junho de 2026 já é o mais chuvoso da última década em Campo Grande

Em 72 horas, o acumulado de chuva na Capital chegou a quase 100 milímetros

15/06/2026 15h00

Em 15 dias, Campo Grande já teve 118 milímetros de chuva no mês de junho

Em 15 dias, Campo Grande já teve 118 milímetros de chuva no mês de junho FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Faltando 15 dias para terminar, o mês de junho de 2026 já é o mais chuvoso dos últimos dez anos em Campo Grande. Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul, apenas nas últimas 72 horas, a capital registrou um acumulado de 118,4 milímetros de chuva. 

Esse volume equivale ao triplo da média estimada para o mês inteiro pelo meteorologista Natálio Abrão, que era de 37,7 milímetros. 

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostrou que o mês de junho tem a tendência a ser um mês menos chuvos, por anteceder a chegada do inverno. No entanto, as chuvas irregulares previstas para este ano já consolidaram o mês como o mais chuvoso entre os meses de junho em Campo Grande desde 2017. 

Segundo o Inmet, o registrado nos últimos anos foi:

  • 2025: 28,2 mm;
  • 2024: 0 mm;
  • 2023: 77,6 mm;
  • 2022: 108 mm;
  • 2021: 65,2 mm;
  • 2020: 41,2 mm;
  • 2019: 20,6 mm;
  • 2018: 11 mm;
  • 2017: 46,6 mm.

Desde sexta-feira (12), a Capital foi atingida por chuva e descargas elétricas. Em apenas duas horas e meia, a cidade foi atingida por 5.750 raios, o maior volume registrado em um único dia desde o início do ano, segundo a estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o volume registrado na estação pluviométrica da região do Córrego Anhanduizinho foi de 97,8 milímetros nos dias 12 e 13 de junho.

Já na região da UPA Aparecida Gonçalves Saraiva, o acumulado foi de 88,2 milímetros no período até agora e ja estação do Jardim Panamá, foram contabilizados 42,2 milímetros.

Somente no último sábado (13), choveu o equivalente a 85,4 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão. Na estação da Coca-Cola, foram registrados 54,2 milímetros. No bairro Carandá, o acumulado foi de 35,7 milímetros.

No interior do Estado, também foram registrados volumes significativos durante o final de semana. Dourados ocupou a segunda posição entre as cidades brasileiras onde mais choveu no último sábado, chegando a 54,8 milímetros em 24 horas. Água Clara ficou em terceiro lugar, com volume de 51,2 milímetros, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Além de Campo Grande, Três Lagoas também registoru volumes expressivos de precipitação. Segundo Natálio, entre os dias 11 e 14 de junho, foram registrados 122,2 milímetros de chuva, três vezes mais que o previsto, de 35,5 milímetros. 

Previsão

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as chuvas devem dimunuir a partir desta segunda-feira, quando a previsão indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade em grande parte do Estado.

No entanto, não se descartam pancadas de chuva isoladas em alguns munípios.

Entre segunda-feira e ao longo da semana, a passagem de uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas.

As mínimas deverão variar entre 7°C e 9°C, com possibilidade de registros pontuais abaixo dos 7°C, especialmente na região sul do Estado.

As menores temperaturas devem ser registradas na região sul, cone sul e grande Dourados. Na Capital, as temperaturas variam entre 16°C e 22°C, subindo ligeiramente a partir de quinta-feira, mas ainda abaixo de 30°C.

TI Buriti | São Sebastião

Fazenda ocupada em Sidrolândia divide narrativas entre esquerda e direita em MS

Com políticos como o "Gordinho do Bolsonaro" culpando indígenas por "atos terroristas", membros do PT apontam para "ato isolado" de grupo liderado por direitistas

15/06/2026 12h55

Câmara Municipal de Sidrolândia convocou, para o início da tarde de hoje (15), uma reunião com caciques e lideranças da região da Terra Indígena (TI) Buriti.

Câmara Municipal de Sidrolândia convocou, para o início da tarde de hoje (15), uma reunião com caciques e lideranças da região da Terra Indígena (TI) Buriti. Reprodução

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Com a Fazenda São Sebastião, que fica localizada aproximadamente 92,5 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul no município de Sidrolândia, , ocupada durante o final de semana, a desocupação realizada ontem (14) segue com desdobramentos nesta segunda-feira (15) dividindo inclusive narrativas entre a direita e esquerda local.

Ainda ontem (14) a própria Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) divulgou uma nota de repúdio em que culpa os povos originários sul-mato-grossenses pelo o que chamou de "graves atos de violência" na Fazenda São Sebastião. 

"A invasão da propriedade, acompanhada de depredação, incêndio, furto de bens, destruição de estruturas produtivas e intimidação de trabalhadores, configura uma série de crimes que devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com a devida responsabilização dos envolvidos", afirma a Acrissul.

Neste caso, alguns políticos do espectro da direita engrossam tal versão, como no caso do deputado federal do Partido Liberal, Rodolfo "Gordinho do Bolsonaro" Nogueira (PL), que publicou que os "indígenas invadiram, tocaram o terror e fizeram vários reféns". 

O deputado federal por Mato Grosso do Sul usou as próprias redes sociais chamando os responsáveis de "terroristas", alegando que uma mãe teve que implorar para retirar um bebê de dois anos do quarto antes que o local fosse incendiado. 

"Esses terroristas merecem apodrecer na cadeia", disse Rodolfo Nogueira, estendendo solidariedade aos produtores.

Por outro lado, políticos voltados ao campo da esquerda indicam que a ação teria tratado-se de " episódio isolado", causando inclusive estranhamento do também deputado federal, do Partido dos Trabalhadores, Vander Loubet (PT). 

"Conversei com caciques e lideranças indígenas da região e todos informaram desconhecer as motivações da ocupação e qualquer articulação em torno do ocorrido. Isso desperta grande estranheza, pois as ocupações, quando são feitas, são organizadas e articuladas pelo conjunto dos caciques e lideranças indígenas e têm suas razões amplamente divulgadas, inclusive para a imprensa", cita Vander em nota. 

Entenda

Esta área em disputa é reivindicada pelos povos originários do território Buriti há tempos, com avanço na demarcação sendo cobrada desde 2013 quando foi registrada paralisação no processo. 

A dita ocupação teria começado por volta das 17h do último sábado, em busca dos 17,2 mil hectares da Terra Indígena Buriti que teriam sido sobrepostos pela chegada da Fazenda São Sebastião. 

A própria Câmara Municipal de Sidrolândia convocou, para o início da tarde de hoje (15), uma reunião com caciques e lideranças da região da Terra Indígena (TI) Buriti.

Conforme repassado pela Câmara de Sidrolândia, nenhuma outra liderança da região tinha conhecimento dessa iniciativa, com esse movimento de invasão sendo liderado pelo indígena Rodrigues Alcântara. 

Alcântara seria secretário de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti, com filiação no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). 

De acordo com o deputado estadual Zeca do PT, até onde sabe-se, esse indivíduo conhecido como Rodrigues Alcântara lideraria um movimento de direita na região composto por outros demais Indígenas. 

"Um movimento de direita na região com apoio às pré-candidaturas de Reinaldo Azambuja, Viviane Luiza (ex-secretária estadual de Cidadania da gestão do governador Eduardo Riedel) e Odilon Ribeiro (ex-prefeito de Aquidauana), todos apoiadores de Eduardo Riedel e do projeto bolsonarista", diz o deputado estadual em nota.

O próprio Vander complementa dizendo que apurações iniciais não indicam qualquer participação de lideranças do PT envolvidas, uma vez que o partido estaria adotando uma posição firme contra ocupações, com postura que privilegie o diálogo e a construção de consensos.

"E, se forem identificados, vamos defender punição. Aliás, é uma curiosa coincidência que esse episódio ocorra às vésperas da visita do Lula ao nosso estado. Isso merece uma investigação. Queremos esclarecer informações relacionadas aos envolvidos no episódio e suas possíveis motivações, bem como discutir as possibilidades de resolução pacífica do problema", concluiu sobre a reunião a ser realizada hoje. 

A dita reunião está marcada para acontecer no endereço localizado na Rua da Aviação, número 28, no bairro São Bento em Sidrolândia, espaço do antigo "Jatobá Premium Bar".

 

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