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Abril começa com frente fria e chuva em Mato Grosso do Sul

Previsão aponta que frente fria chega e provoca queda nas temperaturas, mas não o suficiente para fazer muito frio

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A semana em Mato Grosso do Sul terá a chegada de uma frente fria, que irá causar queda nas temperaturas, mas não o suficiente para fazer frio intenso. Além disso, a primeira semana do mês abril, que começa na terça-feira (1º), tem alerta para temporais em parte do Estado.

Conforme previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o avanço da frente fria já muda o tempo entre segunda-feira (31) e terça-feira (1º). Inicialmente, estava previsto que seria o primeiro frio do ano no Estado, mas a frente perdeu força e não deve mais ter impacto tão significativo.

Segundo o Cemtec, com o avanço da frente fria e da alta pós-frontal, espera-se queda nas temperaturas que podem variar entre 17°C e 19°C, principalmente nas regiões sudoeste e sul do estado.

"Os modelos de previsão não indicam frio extremo, porém uma diminuição nas temperaturas sendo considerada a primeira massa de ar frio que deverá favorecer a queda nas temperaturas e, pontualmente, não se descartam temperaturas abaixo dos 17°C", diz o Cemtec, em nota.

Em Campo Grande, haverá ligeira queda nas temperaturas, que irão amenizar o calorão, mas não será suficientes para tirar os casacos do armário. A mínima prevista na semana é de 20°C, mas a máxima permanece elevada, podendo chegar a 33°C.

Conforme o Climatempo, a menor temperatura registrada em Campo Grande neste ano foi de 18,4°C, no dia 1º de fevereiro.

Em todo o Estado, são previstos acumulados significativos de chuva, que pode ultrapassar os 40 mm em 24 horas, especialmente no início da semana.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta vigente de perigo potencial de chuvas intensas para 71 municípios do Estado, incluindo a Capital, onde há previsão de chuvas para todos os dias, podendo ser ocasionalmente de forte intensidade entre segunda e quarta, passando a céu encoberto com chuviscos entre quinta e sexta-feira.

Mais frio em abril

Esta será a primeira massa de ar frio de origem polar a passar por Mato Grosso do Sul no outono, que começou no dia 20 de março e segue até o dia 21 de junho.

De acordo com o Climatempo, para abril ainda estão previstas mais duas frentes frias, que serão mais impactantes no tempo, sendo uma ainda na primeira quinzena do mês, com intensidade fraca a moderada, enquanto a outra será a partir do dia 16 e pode baixar bem as temperaturas.

A segunda frente fria do mês pode chegar ainda nesta semana, mas não deve trazer muito frio ao Estado, causando apenas leve resfriamento nos municípios de fronteira com o Paraguai.

Já a outra massa de ar polar está prevista para o fim da próxima semana, entre os dias 15 e 16, e pode haver queda moderada a forte de temperatura no Estado, incluindo em Campo Grande.

Os períodos com temperaturas baixas ou amenas, no entanto, serão curtos, entre um a três dias, e a predominância será de temperaturas acima da média na maior parte do Estado.

CAMPO GRANDE

Juiz suspeita de feminicídio e mantém cardiologista na cadeia

Médico João Jazbik Neto teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta-feira (20)

20/05/2026 12h00

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio Gerson Oliveira

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A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve preso o cardiologista João Jazbik Neto, investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta com um tiro na cabeça em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (20), o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva. Jazbik Neto havia sido autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito, além de fraude processual.

A decisão ocorre enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível suicídio, divergências identificadas nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para apurar eventual feminicídio.

Segundo a investigação, foi o próprio médico quem acionou a Polícia Civil informando ter encontrado a esposa já sem vida dentro da propriedade onde o casal morava. No entanto, durante as oitivas, policiais identificaram inconsistências entre a versão apresentada por Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam no local.

Além disso, conforme já havia informado o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago, a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível, preliminarmente, com a dinâmica narrada pelo médico.

As investigações também apontaram que, após a morte da fisioterapeuta, o cardiologista teria determinado que um caseiro e um ex-funcionário removessem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara. A conduta foi enquadrada como fraude processual, levando à prisão em flagrante dos envolvidos.

A Polícia Civil instaurou um procedimento separado para investigar, sob perspectiva de gênero, se Fabíola foi vítima de feminicídio.

A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte da esposa. Ainda conforme a defesa, a hipótese de feminicídio é contestada pelos advogados, que agora avaliam medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva. Até nova decisão da Justiça, o médico seguirá preso.

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R$ 34,45 milhões

Recapeamento iniciado há 10 meses é reajustado em 43,6% pela Agesul

Recapeamento iniciado há 10 meses é reajustado em 43,6% pela Agesul

20/05/2026 11h55

Rodovia estava tomada pelos buracos e desde agosto do ano passado está passado por obras de recuperação próximo da fábrica da Arauco

Rodovia estava tomada pelos buracos e desde agosto do ano passado está passado por obras de recuperação próximo da fábrica da Arauco

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Menos de dez meses depois de assinar contrato R$ 23,98 milhões para recapeamento de 48 quilômetros da MS-377, em Inocência, o Governo do Estado publicou nesta quarta-feira (20) reajuste de 43,6% no contrato, que passou para R$ 34,45 milhões. 

Nos últimos 12 meses, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumula alta bem menor, da ordem de 6,3%. Porém, os ataques dos Estados Unidos ao Irã, que começaram em 28 de fevereiro, provocaram alta nas cotações do petróleo e o chamado cimento asfáltico, que tem o petróleo como um dos principais ingredientes, subiu em torno de 17% desde então. 

E, como o recapeamento é basicamente feito com este produto, as empreiteiras que atuam no setor de pavimentação já avisaram aos governantes que vão pedir reequilíbrio dos contratos, sob risco de abandonarem as obras. 

O vencedor desta licitação foi a empreiteira Transenge Engenharia e Construção, que inicialmene se ofereceu para fazer o recapeamento por R$ 23.987.006,67, uma redução de R$ 253 mil em relação ao valor máximo estipulado pela Agesul. O contrato foi assinado em 30 de julho do ano passado.

As outras quatro participantes do certame que chegaram à fase de oferta de propostas financeiras nem mesmo ofereceram desconto e a Transenge venceu com deságio mínimo. Mas, semanas depois, em agosto, já conseguiu um acréscimo de R$ 980,2 mil no valor do contrato. 

A MS-377 liga Água Clara a Inocência, mas o trecho que está sendo recapeado começa nas imediações do canteiro de obras da fábrica de celulose da Arauco e se estende até a MS-112, próximo da área urbana de Inocência.

Inicialmente o Governo do Estado havia anunciado que faria o recapeamento deste trecho em concreto, já que ele possivelmente seria utilizado para escoamento das 3,5 milhões de toneladas de celulose que a Arauco deve produzir por ano a partir do final de 2027. 

Mas, como a Arauco está construindo 54 quilômetros de um ramal ferroviário para conectar a indústria à Ferronorte, a administração estadual optou por fazer o recapeamento convencional. 

BURAQUEIRA

O trecho estava tomado por buracos e a Agesul chegou a ser acionada judicialmente, em janeiro deste ano, para que seja responsabilizada a cobrir os prejuízos sofridos por um caminhoneiro que se envolveu em um grave acidente no dia 18 de outubro de 2024. 

Na ação judicial, a Conecta Truck, uma espécie de cooperativa de caminhoneiros, alega que o acidente envolvendo seu associado ocorreu única e exclusivamente por conta dos buracos e da falta de acostamento na rodovia. 

Conforme o boletim de ocorrência anexado ao processo, os pneus de uma caminhonete Ford Ranger estouraram quando ele passou por um buraco. Por conta disso, o motorista perdeu o controle da direção e bateu na lateral de uma carreta. 

Rodovia estava tomada pelos buracos e desde agosto do ano passado está passado por obras de recuperação próximo da fábrica da AraucoTrecho que está em obras é o que aparece no cículo pontilhado em azul

Na sequência, a caminhonete bateu de frente com outra carreta. No mesmo instante, um terceiro caminhão acabou batendo na traseira desta carreta. Os caminhoneiros saíram ilesos, mas o condutor da caminhonete foi inicialmente levado ao hospital de Inocência e depois transferido para a Santa Casa de Campo Grande por conta da gravidade dos ferimentos. 

Em janeiro deste ano, a seguradora de um destes caminhões passou a exigir judicialmente a indenização de R$ 159.019,87, além de juros, correção monetária e custas processuais. A colisão aconteceu na altura do km-123, entre a cidade de Inocência e o local onde está sendo construída a fábrica de celulose da Arauco.

"O veículo protegido pela Autora, conduzido de forma regular e prudente, acabou por colidir na parte traseira do último veículo da composição à sua frente, não por imprudência ou culpa de seu condutor, mas pela impossibilidade material de evitar o impacto, diante da cadeia de eventos provocada pela deficiente conservação da via pública e pela ausência de acostamento que permitisse qualquer alternativa segura", diz a seguradora.

Mas, apesar de a Arauco estar preparando o escoamento da celulose pela ferrovia, todo o movimento gerado pela construção da fábrica passa pela MS-377. E, boa parte da matéria prima que será processada na indústria chegará à fábrica por esta estrada.

Além disso, a rodovia é a única rota de escoamento de toda a celulose produzida pela Suzano em Ribas do Rio Pardo. São em torno de 150 carretas diariamente seguindo em direção ao terminal intermodal que a empresa construiu em Inocência.

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