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Entrelinhas

"Sexo grátis", comércio ousa em estratégia com oferta inusitada

A publicidade curiosa conseguiu atrair clientes para a loja de comércio de bairro em Campo Grande

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Uma loja de produtos para piscina tem chamado atenção com uma propaganda curiosa que, em caixa alta, oferece “Sexo grátis”.

A publicidade tem atraído clientes e até pessoas que deixam de ler o conteúdo completo. 

O estabelecimento fica na Avenida Café Filho, uma das mais movimentadas no bairro Coophatrabalho que compreende a região do grande Santo Amaro.

Com os dizeres em caixa alta “Sexo Grátis” e arrematando com “Aqui”, a placa atrai olhares tanto de quem passa de carro pela via quanto a pé.

Sem contar que a estratégia publicitária gerou confusão em pessoas que chegaram a entrar na loja sem ler as entrelinhas, querendo saber como funciona a questão do “sexo grátis”.

Crédito: Pagu / Correio do Estado

Reação do consumidor

O funcionário Kaique Martinez Mathias, de 23 anos, explicou que o objetivo da publicidade nasceu com a ideia de despertar curiosidade.

“A ideia foi realmente chamar atenção. A pessoa lê ‘sexo grátis’ em caixa alta e o que acontece é que não lê as entrelinhas. Quando você lê, há um brinde a mais que você ganha”, explicou o funcionário, completando:

“Com isso, a pessoa olha a placa, volta e lê o que está escrito nas entrelinhas. Às vezes, entra e compra o produto.”

Segundo o funcionário, a placa faz com que muitas pessoas interrompam o percurso e parem por alguns minutos para entender o contexto.

O problema, na verdade, ocorre quando o desavisado não faz a leitura do que está escrito em fontes menores e entra na loja procurando outras coisas.

“Já [teve gente que leu e perguntou] como é o sexo grátis? Quem que é? Geralmente, é o pessoal em situação de rua”, disse o funcionário.

Crédito: Pagu / Correio do Estado

Estabelecimento comercial

A loja vende materiais de limpeza em geral e itens para piscina. Na Avenida Café Filho, o comércio está aberto há dois anos e ainda tem mais duas filiais, na Avenida Julio de Castilho e na Avenida Tamandaré.

A ideia da placa publicitária partiu do filho do proprietário da loja, que trabalha na área de marketing.

Afinal de contas, o que diz a placa?

"Não importa seu sexo, receba grátis uma fibra de limpeza pesada aqui na compra do seu suporte LT".

Importante ressaltar que na questão da publicidade a palavra sexo em questão faz referência a gênero, mesmo que inicialmente chegue até o receptor da mensagem de maneira dúbia.

Comércio de bairro

A região está em expansão com a abertura de pequenos negócios até comércios consolidados. 

Moradores mais antigos do bairro Coophatrabalho devem se lembrar de questão de 20 anos atrás (A depender da rua que residia) ter que caminhar muito para ir até a uma padaria, por exemplo.

Hoje, a Avenida Florestal possui estabelecimentos que vão desde materiais para construção até restaurantes, bares, conveniências.

Não muito distante em toda a extensão da rua Yokoama a variedade é tamanha que os moradores não precisam mais sair do bairro para realizar suas compras.

Nessa rua, a Lotérica facilita pagamentos de conta a recebimento de aposentadorias e benefícios. Supermercados, mercadinho, lojas de variedades, roupas e até rede conhecida de sorveteria encontrou clientela.

A região Imbirussu que no passado tinha apenas pequenos negócios - marcenaria, venda de grãos, serviço de sapateiro -, hoje está servida com farmácias, loja de chocolate de rede nacional, petshops.

E os donos de pequenas empresas sabem o que fazer para destacar o negócio. Seja arrumando a vitrine ou criando anúncios criativos. 

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Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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