Cidades

Histórico

Supremo comemora acordo de terra Ñande Ru Marangatu aos indígenas

O acordo foi construído pela comissão especial criada pelo ministro Gilmar Mendes.

Continue lendo...

Após 36 horas do acordo histórico que garante a posse da terra Ñande Ru Marangatu aos indígenas, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Eloy Terena, comemorou o feito em suas redes sociais, divulgando os nomes dos ministros que votaram a favor do término deste conflito que dura há décadas.

De acordo com a publicação do secretário nas redes sociais, os sete principais ministros da corte votaram a favor da conclusão do caso. A partir de agora, a União pode indenizar os proprietários da terra, que deverão deixar o local em até 15 dias. Após esse prazo, a população indígena poderá ingressar no espaço de forma pacífica

Ministros que votaram a favor: 

Alexandre de Morais 
Flávio Dino 
Cristiano Zanin 
Dias Toffoli 
Luiz Roberto Barroso 
Luiz Fux 
André Mendonça 

A região era alvo de disputas violentas entre indígenas e fazendeiros e culminou na morte do jovem Neri Guarani Kaiowá, atingido por um tiro na cabeça no dia 18 de setembro. O episódio provocou revolta entre os indígenas, entidades defensoras dos povos originários e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

O acordo foi fechado em audiência convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator do processo sobre o caso. Participaram representantes dos proprietários, lideranças indígenas, integrantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Advocacia-Geral da União, do Ministério dos Povos Indígenas e do governo do Estado de Mato Grosso do Sul.


Indenização
A União deverá pagar aos proprietários o valor de R$ 27,8 milhões a título das benfeitorias apontadas em avaliação individualizada feita pela Funai em 2005, corrigidas pela inflação e a Taxa Selic. O valor será viabilizado por meio de crédito suplementar.

Os proprietários também devem receber indenização, pela União, no valor de R$ 101 milhões pela terra nua. O Estado de Mato Grosso do Sul deverá ainda efetuar, em depósito judicial, o montante de R$ 16 milhões, também a serem pagos aos proprietários.

O acordo prevê também a extinção de todos os processos em tramitação no Judiciário envolvendo a disputa da TI. Os processos serão extintos sem resolução de mérito.
 

*Com informações da Agência Brasil 

Assine o Correio do Estado

 

VIOLÊNCIA

Grávida perde bebê após agressões e golpe "mata-leão" em MS

Homem foi preso em flagrante após procurar atendimento médico alegando ter sido ferido pela esposa; vítima relatou agressões constantes e cárcere privado

08/05/2026 08h45

Mulher contou à polícia que sofreu agressões físicas durante o fim de semana e perdeu o bebê após ser internada em hospital de Itaporã

Mulher contou à polícia que sofreu agressões físicas durante o fim de semana e perdeu o bebê após ser internada em hospital de Itaporã Itaporã News

Continue Lendo...

Uma mulher denunciou ter perdido o bebê após sofrer sucessivas agressões do companheiro em um caso de violência doméstica registrado em Itaporã. O suspeito foi preso em flagrante na quarta-feira (6) e encaminhado à delegacia por lesão corporal, violência doméstica e cárcere privado.

O caso começou a ser investigado depois que o homem procurou atendimento médico com um ferimento na orelha. À polícia, ele afirmou que havia sido atingido pela esposa com uma enxada durante uma discussão após chegar do trabalho.

Diante da denúncia, equipes policiais foram até a residência do casal para apurar a situação. No local, moradores relataram que as brigas eram frequentes e afirmaram que a mulher sofria agressões constantes do companheiro. Segundo testemunhas, ela também era impedida de sair de casa.

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram a vítima debilitada, com sinais de fraqueza e tontura. Em depoimento, a mulher contou que foi agredida violentamente pelo companheiro no último fim de semana.

Ela relatou ainda que estava grávida e perdeu o bebê após as agressões, ficando internada por três dias em um hospital da cidade.

Conforme o relato, o homem voltou a atacá-la na quarta-feira durante uma nova discussão. A vítima afirmou que sofreu socos, tapas e também um golpe conhecido como “mata-leão”.

Após a apuração dos fatos e o depoimento da mulher, o suspeito foi levado para a delegacia, onde permaneceu preso em flagrante.

Assine o Correio do Estado

Pesquisa

Segurança de MS está estagnada, diz Ranking de Competitividade

Lista revela que Mato Grosso do Sul ocupa posição no meio da tabela desde 2023, o que resulta em uma das piores evoluções quando comparado com outros estados

08/05/2026 08h09

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ranking de Competitividade dos Estados – Eleições 2026, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revela que Mato Grosso do Sul ficou estagnado quanto a avanços na segurança pública durante os anos de 2023 a 2025, o que também resulta em um dos piores índices de evolução no setor, quando comparado com os outros estados.

Divulgado na quarta-feira, o ranking pretende mostrar o quanto os estados evoluíram nos últimos três anos, analisando o desempenho nas áreas de economia, segurança pública, meio ambiente, gestão pública e sociedade, com o objetivo de ajudar a população sobre quem escolher para governar sua unidade federativa em outubro, nas Eleições deste ano.

“O Brasil ainda enfrenta um deficit de conhecimento de suas próprias realidades. Em um ano eleitoral, os dados ajudam a revelar desafios e potencialidades de cada estado. Para apoiar esse processo, desenvolvemos diagnósticos que reúnem séries históricas do Ranking de Competitividade para orientar prioridades e metas de governo”, explica a organização brasileira.

Tratando especificamente sobre os indicadores de segurança pública, o CLP analisou 10 tópicos para obter o resultado: Atuação do Sistema de Justiça Criminal; Deficit de Vagas; Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito; Mortalidade no Trânsito; Mortes a Esclarecer; Presos sem Condenação; Qualidade da Informação de Criminalidade; Segurança Patrimonial; Segurança Pessoal; e Violência Sexual.

Em 2023, Mato Grosso do Sul ficou na 15ª posição, com 57,84 pontos, à frente de Goiás (17º) e do Rio de Janeiro (18º). No ano seguinte, em 2024, o Estado subiu uma posição, mas marcou menos pontos, com 55,71. Em 2025, MS voltou a figurar na 15ª colocação, desta vez com 55,64 pontos.

“Os resultados sugerem que Mato Grosso do Sul apresenta um desempenho relativamente estável na área de Segurança Pública, mantendo posição intermediária ao longo do período analisado”, disse o analista de relações governamentais e competitividade do CLP, Wesley Henrique Barcelos.

Porém, os resultados de estabilidade demonstram que o Estado pouco evoluiu no período, sendo a sétima unidade federativa que menos apresentou evolução positiva nestes três anos, com nota média de variação de 58,01. É importante ressaltar que os dados do Distrito Federal não foram incluídos nos levantamentos.

“Os dados indicam que o Estado enfrenta o desafio de acelerar o ritmo de evolução das políticas públicas da área. Em rankings de crescimento, não basta apenas manter estabilidade: os estados que conseguem avançar mais rapidamente em indicadores estratégicos acabam ganhando posições”, analisa o especialista.

Vale destacar que o ranking de variação não é a mesma coisa que o ranking de nível, conforme explica a própria organização. Um estado pode ter melhorado muito e ainda permanecer longe das primeiras colocações, assim como um estado pode se manter nas principais posições sem necessariamente ter ganhado muitos pontos nos últimos anos.

Ainda conforme Wesley Barcelos, o resultado do Estado pode ser interpretado como um indício de que Mato Grosso do Sul tem uma base razoavelmente sólida em segurança pública, mas ainda “precisa ampliar sua capacidade de evolução em áreas específicas para melhorar seu posicionamento competitivo no cenário nacional”.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) para saber a visão da Pasta diante dos indicadores e análises apresentadas na pesquisa. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

NACIONAL

Para efeito de comparação, os estados que mais se destacaram no período analisado foram Santa Catarina, que manteve a primeira colocação nos três anos, Rio Grande do Sul, que saltou da quarta para a vice-liderança no ano passado, e o Rio Grande do Norte, que foi aquele que mais evoluiu de 2023 a 2025, subindo da 14ª para a terceira posição.

“Santa Catarina preserva a liderança ao longo de todo o período, enquanto o Rio Grande do Sul também se mantém em patamar muito alto, sempre entre os primeiros colocados. Esse núcleo indica que parte do topo segue relativamente consolidada”, aponta a organização.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).