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POLÍCIA

Suspeito de matar PM com tiros de fuzil morre após confronto

Marcelo Pimenta foi atingido por tiros de fuzil durante perseguição; operação foi responsável por localizar carro usado no crime e prendeu homem suspeito de guardar armamento

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Um dos suspeitos de envolvimento na morte do policial militar Marcelo Pimenta morreu durante confronto, em Corumbá. A ação ocorreu após uma operação integrada deflagrada na região de fronteira, depois que o PM foi morto a tiros na noite desta terça-feira (30).

Marcelo Pimenta, policial do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá, foi atingido por disparos de fuzil por volta das 19h30, na rua Totico de Medeiros, no bairro Centro América. Ele integrava uma equipe do Grupamento Especial Tático de Motos, o Getam, e tentava abordar um Fiat Argo branco ocupado por homens armados e encapuzados.

Os tiros atingiram a cabeça, o tórax e o braço do policial. Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que ele é baleado, perde o controle da motocicleta e cai ao solo. Marcelo chegou a ser socorrido pelos colegas e encaminhado ao pronto-socorro do município, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, as forças de segurança iniciaram buscas em Corumbá, Ladário e na faixa de fronteira com a Bolívia. A operação teve participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal, por meio da FICCO, Departamento de Operações de Fronteira, Batalhão de Choque, BOPE, Tático Ostensivo Rodoviário, Grupamento Aéreo da PMMS e apoio da Polícia Boliviana.

Durante as diligências, um dos envolvidos diretos no crime foi localizado. Segundo a Polícia Militar, ele teria resistido à abordagem, tentado agredir os policiais e morreu após confronto. Outro suspeito apontado como um dos atiradores foi localizado e permanece custodiado por força de mandado judicial.

De acordo com o portal Capital do Pantanal, outro homem também foi preso em flagrante, suspeito de guardar e manter o armamento utilizado na ação criminosa. Conforme as informações divulgadas pela corporação, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver e grande quantidade de munições.

O Fiat Argo branco utilizado pelos criminosos no atentado também foi localizado e será submetido à perícia técnica.

Antes da perseguição que terminou com a morte do policial, os suspeitos teriam ido até Ladário e atirado contra uma residência próxima à praça do bairro Almirante Tamandaré. A casa, segundo informações preliminares, pertence a um traficante da região conhecido como “Coelhinho”.

Depois dos disparos contra o imóvel, o morador teria acionado as autoridades para informar sobre o ataque. A partir desse chamado, equipes policiais se deslocaram para a região e iniciaram as buscas pelo veículo ocupado pelos criminosos.

A Polícia Militar informou, ao Capital do Pantanal, que a operação teve como objetivo localizar os envolvidos no atentado, apreender as armas usadas no crime e restabelecer a segurança na região de fronteira. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes da ação.

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projeto de lei

Deputados aprovam criação de 354 novos cargos sem concurso público no MPMS

Proposta passou por segunda votação na Assembleia Legislativa e segue para sanção do governador Eduardo Riedel

09/09/2026 17h44

Novos cargos serão criados no MPMS

Novos cargos serão criados no MPMS Foto: Divulgação / MPMS

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Deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, projeto de lei que cria 454 novos cargos no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), sendo 354 deles em comissão, sem a necessidade de concurso público. A proposta segue para sanção do governador Eduardo Riedel (PT).

De acordo com o projeto, os cargos a serem criados são para assessor jurídico adjunto e assessor de TI júnior, com remuneração base de R$ 4.562,75. 

Além destes, o texto também prevê ampliação do quantativo de vagas efetivas e em comissão para outros cargos já existentes, cujo salário base varia de R$ 3,2 mil a R$ 20,7 mil, distribuídos da seguinte forma:

  • 100 cargos de Analista
  • 25 cargos de Assessor Jurídico
  • 250 cargos de Assessor Jurídico Adjunto
  • 10  cargos de Assessor de TI Júnior
  • 1cargo de Diretor de Secretaria;
  • 9 cargos de Chefe de Departamento
  • 9 cargos de Chefe de Divisão
  • 10 cargos de Chefe de Setor
  • 25 cargos de Chefe de Núcleo
  • 1 cargo de Assessor Militar
  • 1  cargo de Assessor Adjunto da Assessoria Militar
  • 10 cargos de Assistente Militar
  • 1 cargo de Assessor em Ciências da Terra
  • 2 cargos de Assessor de Inteligência

Apenas as 100 vagas de analista são efetivas, enquanto as demais são cargos em comissão, que não exigem concurso público.

Ao encaminhar o projeto, o Ministério Público justificou que diagnóstico institucional realizado no órgão demonstrou a necessidade da adequação na estrutura organizacional devido  à "crescente complexidade das atribuições constitucionais cometidas à Instituição e da necessidade de aperfeiçoamento de sua capacidade administrativa, técnica e de assessoramento, de modo a assegurar maior eficiência na prestação dos serviços
ministeriais".

O texto cita ainda que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul promoveu "expressiva reestruturação do seu quadro de pessoal", com a criação de 302 cargos em comissão e 150 cargos efetivos, e que a prpposta buscar adequadar a estrutura "preservando o equilíbrio institucional com o Poder Judiciário".

"Ocorre que o Ministério Público e o Poder Judiciário exercem, no âmbito do sistema de justiça, atividades essencialmente simétricas e complementares, ambos incumbidos constitucionalmente de assegurar a adequada prestação jurisdicional e a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis", diz a justificativa.

"Não seria razoável que apenas um dos partícipes dessa relação institucional promovesse o necessário reaparelhamento de sua estrutura de pessoal, enquanto o outro permanecesse alheio à evolução da demanda e ao incremento da complexidade das atribuições que lhe são correlatas", complementa.

Segundo a proposta, o provimento dos cargos propostos não ocorrerá de forma imediata, mas de maneira gradual ao longo dos próximos anos, conforme demanda e disponibilidade orçamentária de financeira do órgão.

Conforme relatório anexado ao projeto, o impacto anual com os novos cargos será de R$ 83,830 milhões. As despesas correrão à conta de dotação orçamentária própria, suplementada, se necessário.

O documento traz ainda que, considerando a despesa já executada neste ano, acrescida da despesa em análise e das demais despesas previstas para o exercício, estima-se que o total da despesa com pessoal em 2026 alcance aproximadamente R$ 415,459.000,00 milhões.

Já para o ano de 2027, caso haja o provimento integral de todos os novos cargos criados, a despesa total com pessoal saltaria para R$ 476,350 milhões, o que demandará previsão dos recursos correspondentes na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

Quanto ao exercício de 2028, a estimativa orçamentária deverá considerar os valores projetados para 2027, ajustados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de outros parâmetros macroeconômicos e fiscais.

Retificação

Prefeitura confirma erro e diz que contrato da SAS é de R$ 5,7 milhões

Valor de R$ 28,8 milhões publicado no Diogrande corresponde a período de cinco anos, embora contrato tenha vigência de 12 meses

09/09/2026 17h32

Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande confirmou, por meio de nota, que houve erro na publicação do contrato de R$ 28,8 milhões da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS). Segundo a administração municipal, o valor correto da contratação com a empresa Siqueira & Calado Ltda. é de R$ 5.771.999,88, conforme consta no resultado do Pregão Eletrônico nº 110/2026.

O caso foi publicado em primeira mão pelo Correio do Estado após a identificação de uma diferença de R$ 23,08 milhões entre o valor registrado no documento, publicado no Diogrande de quarta-feira (9), e o montante indicado no Termo de Adjudicação e Homologação do pregão.

No contrato, apesar de a vigência estar estabelecida em 12 meses, constava o valor de R$ 28.859.999,40. O montante correspondia exatamente à multiplicação do valor anual de R$ 5.771.999,88 por cinco anos.

Em resposta ao questionamento enviado a prefeitura, a SAS informou que o período inicialmente considerado para a contratação era de cinco anos, mas foi posteriormente alterado para um ano. Segundo a secretaria, o valor referente ao período de cinco anos permaneceu na publicação do extrato por engano.

A Prefeitura afirmou que o erro ficou restrito à publicação do extrato e não alterou o valor efetivamente contratado nem as condições previstas no processo licitatório.

A administração municipal também informou que já tomou as providências para corrigir a informação. A retificação deverá ser publicada no Diogrande na próxima sexta-feira (11), com o valor correto de R$ 5.771.999,88.

O contrato

A contratação prevê acolhimento institucional, por 24 horas, de pessoas idosas a partir de 60 anos em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas com transtornos mentais e outros problemas de saúde que comprometam a autonomia.

O serviço inclui alimentação, vestuário, higiene, medicamentos, acompanhamento médico, transporte para consultas e atividades socioeducativas. Conforme o grau de dependência dos acolhidos, também estão previstos cuidadores, fisioterapia, fonoaudiologia, técnicos de enfermagem e enfermeiro.

O valor da nova contratação é superior ao registrado no contrato anterior para o mesmo serviço. Em março de 2025, a contratação da empresa havia sido publicada pelo valor de R$ 2.639.480,80.

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