Cidades

INFRAESTRUTURA

Tapa-buraco será feito por uma única empresa na Capital

Regiões Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu estão com o serviço paralisado, enquanto o contrato das outras se encerra até o fim deste mês

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A Prefeitura de Campo Grande vai entregar o tapa-buraco das quatro regiões sob responsabilidade da Construtora Rial para a RR Barros Serviços e Construções Ltda., que já realizava o serviço em outras três regiões da Capital e agora comandará a manutenção asfáltica em todo o Município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizar “a adoção de medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais de manutenção urbana em regiões que ficaram sem cobertura contratual”.

“Importante destacar que isso não significa que a RR vai assumir os contratos da Rial. O que foi autorizado é a formalização de aditivo contratual dentro dos limites já existentes com a empresa RR, exclusivamente para execução de frentes emergenciais e pontuais em quatro regiões da cidade que ficaram temporariamente desassistidas”, explica a Sisep, em nota, sem confirmar o valor do aditivo.

As quatro regiões citadas pela Sisep são Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu, que tiveram o serviço paralisado após a Rial pedir “licença” em razão dos desdobramentos da Operação Buraco Sem Fim, que descobriu um esquema de corrupção na secretaria em que a empresa era pivô dos contratos investigados.

O tapa-buraco das regiões Lagoa, Prosa e Centro já era de responsabilidade da RR Barros Serviços e Construções Ltda., e as duas últimas foram renovadas no fim do mês passado por mais um ano, agora com prazo de vencimento até 3 de julho de 2027.

Já o serviço na região Lagoa deve ir até o dia 5 de janeiro de 2027, como consta no portal de Transparência da prefeitura.

O aditivo ocorre após a secretaria informar aos vereadores e à reportagem que não prolongaria os contratos em vigor.

“A medida tem caráter provisório e prazo determinado de até seis meses, com o objetivo de assegurar a manutenção dos serviços enquanto são concluídos os trâmites para a realização de novo processo licitatório pela Sisep e o credenciamento de empresas, que está sendo conduzido pelo Consórcio Central-MS”, finaliza a secretaria.

Vale destacar que, em abril, enquanto a Sisep ainda estava sem secretário titular definido, a RR Barros Serviços e Construções Ltda. recebeu R$ 953 mil adicionais no contrato de tapa-buraco da região Lagoa, último aditivo financeiro realizado pela prefeitura em contratos de manutenção asfáltica até então.

OFÍCIO 

Por conta da situação de incerteza, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) entrou no assunto do tapa-buraco de Campo Grande pedindo explicações ao Executivo municipal, após quatro das sete regiões da Capital terem o serviço paralisado e o restante estar com contratos vencidos até o fim deste mês.

Na quarta-feira, o conselheiro Osmar Jeronymo enviou um ofício à prefeita Adriane Lopes (PP) pedindo que explique quais providências estão sendo tomadas agora, diante da iminente paralisação total do serviço de manutenção asfáltica. A chefe do Executivo municipal tem até amanhã para retornar a notificação.

“Para os motoristas de Campo Grande, os buracos deixaram de ser um incômodo pontual e se tornaram uma rotina de risco. O quadro piora nos dias de chuva, quando a água encobre as crateras e reduz a visibilidade, elevando o risco para motociclistas e pedestres, e chega a obrigar motoristas de ônibus a alterar rotas”, cita o órgão, em nota.

Importante ressaltar que o TCE-MS entrou no caso depois de o Correio do Estado veicular matérias nos últimos dias relatando a atual situação dos contratos de tapa-buraco na Capital. Por exemplo, na semana passada, foi reportado que Campo Grande poderia ficar sem o serviço a partir deste mês.

Sobre o ofício do TCE-MS, a prefeitura informou, em nota, que “prestará todos os esclarecimentos solicitados dentro dos prazos estabelecidos, reafirmando seu compromisso com a transparência e com a observância das recomendações dos órgãos de controle”.

AJUDA

Nesta terça-feira, foi apresentada na Câmara Municipal de Campo Grande uma proposta para a realização de uma operação emergencial, com apoio do Exército Brasileiro, para reforçar o serviço de tapa-buraco.

A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do Município em um momento em que parte da cidade ainda aguarda o retorno das equipes responsáveis pela manutenção do asfalto.

EUA

Casal é preso após escalar antena do Empire State, pendurar faixa e fazer pedido de casamento

Não ficou claro como a dupla conseguiu acesso à antena, que se eleva bem acima das áreas públicas do prédio de 102 andares

01/07/2026 22h00

CBS News New York

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Um homem e uma mulher chegaram ao topo da antena do Empire State Building, edifício que é ponto turístico de Nova York, nos Estados Unidos, e estenderam uma faixa com dizeres sobre "o poder do amor" ao meio-dia (horário local) desta quarta-feira, 1º. Depois eles desceram, se abraçaram, tiraram selfies e, por fim, foram presos.

Vestidos de preto e usando máscaras - e, ao que parece, sem cordas de segurança -, os dois se equilibraram e se beijaram no topo da antena do arranha-céu de Nova York, que tem altura de 443 metros. A faixa, que dizia "quando o poder do amor vence o amor pelo poder, o mundo conhece a paz", balançava ao vento.

Pouco depois das 12h30, eles começaram a descer, avançando com eficiência pela estrutura de treliça metálica até uma plataforma mais larga, onde um deles se ajoelhou. Depois que os dois se beijaram novamente e se abraçaram, e a outra pessoa tirou selfies com a mão esquerda estendida, como se estivesse mostrando um anel, celebrando um aparente pedido de casamento.

A polícia deteve os dois escaladores após as 13h; seus nomes não foram divulgados. Ninguém ficou ferido, informou a polícia. Segundo o jornal britânico The Guardian, as duas pessoas parecem ser Angela Nikolau e Ivan Beerkus, dois escaladores russos que já realizaram façanhas semelhantes em outras cidades, incluindo Tianjin, na China, e Los Angeles, também nos EUA.

Em uma publicação no Instagram que inclui um vídeo aparentemente gravado no topo do arranha-céu, Angela escreveu: "No momento, estou no Empire State Building, você pode assistir pela webcam da cidade." Depois, ela postou uma série de fotos que parecem mostrá-la no topo da torre, incluindo uma foto de um anel em sua mão.

Outra foto parecia mostrar a mão dela entrelaçada com a de Beerkus, tendo como pano de fundo a cidade bem abaixo. Tanto as páginas de Angela quanto as de Beerkus nas redes sociais apresentam dezenas de fotos e vídeos mostrando o casal em arranha-céus e pontes ao redor do mundo.

Os curiosos observavam boquiabertos das calçadas próximas à torre de escritórios em estilo Art Déco. "É uma loucura, é como estar em um filme", disse Jonathan Roman, um turista vindo da cidade escocesa de Glasgow. Ele e seu filho de 15 anos tinham ingressos para subir a uma das plataformas de observação, mas, ao chegarem, descobriram que o prédio estava bloqueado devido às atividades na antena.

Ainda assim, o espetáculo foi "provavelmente mais emocionante do que subir à plataforma de observação pela segunda vez", argumentou Roman.

Funcionários de escritórios se perguntaram como a dupla conseguiu chegar até a antena de um prédio tão conhecido, onde os visitantes passam por revista e são orientados a não levar pacotes grandes, equipamentos esportivos, fantasias ou máscaras, entre outros itens.

"Não consigo acreditar que eles conseguiram passar pela segurança", disse Jessica Kaplan, que trabalha em uma empresa com escritórios no prédio.

Não ficou claro como a dupla conseguiu acesso à antena, que se eleva bem acima das áreas públicas do prédio de 102 andares. A administração do prédio afirmou em comunicado que o episódio foi "não autorizado" e não representou perigo para ninguém no local.

Mas a gestão predial não respondeu imediatamente às perguntas sobre como os dois chegaram à antena e que tipo de interação, se é que houve alguma, tiveram com os seguranças. A faixa foi recolhida pelo departamento de polícia de Nova York.

Já houve casos de aventureiros que escalaram a antena e outras partes do Empire State Building. Essas escaladas foram, em sua maioria, não autorizadas, mas o ator e músico Jared Leto recebeu permissão para subir até a base da antena a partir do 86º andar em 2023, a fim de promover uma turnê.

*Com informações da Associated Press (AP).

Indústria

Atvos lança primeira planta de etanol de milho e prevê 2 mil empregos em MS

Empreendimento em Nova Alvorada do Sul dará origem ao primeiro Complexo de Transição Energética da empresa, integrando etanol de cana, milho, bioeletricidade e biometano

01/07/2026 19h47

Foto: Divulgação Atvos

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A Atvos deu início, nesta quarta-feira (1º), a um dos maiores investimentos privados em biocombustíveis de Mato Grosso do Sul ao lançar a pedra fundamental de sua primeira planta de etanol de milho, na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul.

O empreendimento marca o começo da construção do primeiro Complexo de Transição Energética da empresa, modelo que reunirá, em uma mesma estrutura industrial, diferentes fontes de energia renovável e ampliará a capacidade de produção de combustíveis de baixa emissão de carbono.

A cerimônia contou com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, do CEO da Atvos, Bruno Serapião, além de autoridades estaduais, municipais e representantes da companhia.

Durante o evento, foi descerrada a placa institucional que simboliza o início das obras e apresentada a estratégia de expansão da unidade, considerada um dos principais projetos da empresa para os próximos anos.

O investimento representa uma nova fase na trajetória da Atvos ao integrar, em uma única planta industrial, a produção de etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho, bioeletricidade e biometano.

A proposta é transformar a Unidade Santa Luzia em uma plataforma capaz de aproveitar diferentes matérias-primas e processos produtivos, aumentando a eficiência operacional e reduzindo a intensidade das emissões de carbono.

Segundo a empresa, o diferencial do projeto está justamente na integração entre as diferentes cadeias produtivas.

A nova planta utilizará a infraestrutura já existente da unidade sucroenergética, além de aproveitar energia renovável gerada a partir da biomassa, permitindo maior eficiência energética e menor impacto ambiental durante a fabricação do etanol de milho.

"O nosso diferencial não está apenas na produção de etanol de milho, mas na forma como vamos produzi-lo. Ao integrar essa operação a uma unidade consolidada de cana-de-açúcar, aproveitamos sinergias industriais, utilizamos energia renovável proveniente da biomassa e reduzimos a intensidade de carbono da nossa produção. Esse é o modelo que sustenta a evolução da Unidade Santa Luzia como o primeiro Complexo de Transição Energética da Atvos", afirmou o CEO da companhia, Bruno Serapião.

Durante a solenidade, o governador Eduardo Riedel destacou que o projeto fortalece a política estadual voltada à economia de baixo carbono e reforça o papel de Mato Grosso do Sul como destino de grandes investimentos do setor de bioenergia.

"Trata-se de um centro integrado de produção de energia, algo raro no Brasil, reunindo etanol de milho, etanol de cana e biometano. Além dos ganhos ambientais, o empreendimento amplia a geração de empregos, renda e desenvolvimento para a população sul-mato-grossense", declarou o governador.

Riedel também ressaltou que novos investimentos têm sido atraídos ao Estado em razão do ambiente considerado favorável aos negócios e da confiança do setor privado no potencial econômico de Mato Grosso do Sul.

As obras da planta estão previstas para começar no segundo semestre de 2026. Durante a fase de construção, a expectativa é de geração de aproximadamente 2 mil empregos diretos e indiretos, movimentando a economia regional e impulsionando diversos setores ligados à construção civil, logística e prestação de serviços.

Quando entrar em operação, a nova unidade terá capacidade para processar cerca de 642 mil toneladas de milho por ano.

A produção anual estimada é de 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG (grãos secos de destilaria), coproduto utilizado na alimentação animal, e aproximadamente 13 mil toneladas de óleo de milho, destinado principalmente às indústrias de alimentos, biocombustíveis e rações.

Complexo de Transição Energética

O conceito de Complexo de Transição Energética adotado pela Atvos consiste na integração de diferentes rotas de produção de energia renovável dentro de uma mesma unidade industrial.

Na prática, isso significa combinar o processamento da cana-de-açúcar e do milho com a geração de bioeletricidade a partir da biomassa e a futura produção de biometano, combustível renovável obtido por meio do aproveitamento de resíduos orgânicos.

A estratégia permite maior aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais, diversificação da produção e menor emissão de gases de efeito estufa, acompanhando a crescente demanda mundial por combustíveis renováveis e soluções voltadas à descarbonização da economia.

Com o novo investimento, Mato Grosso do Sul amplia sua posição entre os principais polos nacionais de produção de biocombustíveis, setor que tem recebido aportes bilionários nos últimos anos impulsionados pela expansão da produção de etanol de milho e pelos projetos voltados à transição energética.

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