Cidades

Duque de Caxias

Campo Grande: Taxistas são multados em faixa destinada a eles

O Sinditaxi-MS informou que, desde a implantação do sistema de multas com uso de drone, mais de 20 táxis foram autuados no corredor em que têm permissão para circular

Continue lendo...

O Sindicato dos Taxistas do Estado de Mato Grosso do Sul (Sintaxi-MS) confirmou que mais de vinte taxistas foram multados por trafegar na faixa reservada à categoria, na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande.

Um dos taxistas que conversou com a reportagem do Correio do Estado se surpreendeu ao receber uma multa no valor de R$ 293,37, pela suposta infração de “transitar na faixa exclusiva para transporte público coletivo de passageiros”.

Chama a atenção o fato de que, na numeração indicada, a autuação ocorreu a poucos metros de uma placa de sinalização que informa que a faixa é exclusiva para os seguintes veículos:

  • Ônibus
  • Táxi
  • Veículos de emergência
Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Além disso, é permitida a entrada de outros carros para conversão à direita. No caso em questão, o trabalhador foi multado poucos metros após a placa, instalada logo depois da entrada do 9º Grupamento Logístico.

 

O presidente do Sintaxi-MS, Flávio Panissa, explicou ao Correio do Estado que as multas começaram a ser aplicadas após o início da fiscalização com o uso de drones.

“Quando começou essa fiscalização por drone, as autuações passaram a ocorrer. Inclusive, eu cheguei a conversar com os agentes responsáveis, mas o que acontece é que, às vezes, há agentes mais zelosos e, em outras ocasiões, equipes que não têm esse mesmo cuidado”, afirmou Panissa.

Embora os taxistas ainda tenham permissão para trafegar na via, Panissa relatou que a situação tem gerado desconforto à categoria, que precisa procurar o sindicato para se informar sobre como apresentar recurso contra as multas.

“Todos os recursos apresentados, por óbvio, foram julgados procedentes. Mas, de qualquer forma, só o fato de ter que recorrer já torna tudo muito desgastante. Tem gente que já recebeu uma, até duas multas”, pontuou Panissa.

Burocracia


Os taxistas que conversaram com a reportagem possuem tanto a placa tradicional vermelha quanto a do padrão Mercosul, em que letras e números aparecem na cor vermelha, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para veículos de uso comercial.

É o caso do taxista Jamilson Reis Bezerra, de 59 anos, que atua há 33 anos na profissão e relatou ter recebido uma multa na Avenida Duque de Caxias, mesmo com o carro totalmente caracterizado.

Apesar de ter recorrido da autuação, ele não conseguiu esperar a resposta, já que precisava pagar o licenciamento do veículo em maio, e só poderia quitá-lo após resolver a multa.

Chama a atenção que, mesmo com a placa vermelha, popular entre os taxistas, Ivo Borher Junior, com 38 anos de profissão, contou que viveu uma verdadeira saga.

Mesmo com o veículo em situação regular e com alvará em dia, terminou sendo multado por trafegar regularmente em uma faixa da via permitida para o trânsito de táxis.

Veja a multa

 

O processo é conduzido com o auxílio do sindicato, que orienta o trabalhador. A partir daí, cabe a ele reunir documentos e fotos para comprovar que se trata de um táxi.

“Depois vem a parte do alvará do táxi, da cidade, para provar que está com tudo em dia. Só então é possível entrar com o pedido de recurso para análise. Sempre aceitam, os outros foram aceitos. Mas é todo um processinho bem burocrático”, explicou Borher.

Como não se tratam de casos isolados, os taxistas pedem que as autoridades observem com mais atenção a situação da categoria, especialmente na Avenida Duque de Caxias, que tem sido evitada por muitos profissionais com receio de serem multados, mesmo tendo esse direito garantido.

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Imbróglio das placas


Como mostrou o Correio do Estado em 11 de abril de 2023, a instalação de placas na Avenida Duque de Caxias causou polêmica entre os taxistas, ao restringir a faixa exclusivamente a ônibus e veículos de emergência.

Na ocasião, diversos profissionais que utilizavam o corredor foram multados, gerando revolta entre os trabalhadores que dependem da via para circular, especialmente nos horários de pico.

Após reivindicações da categoria, as placas foram substituídas para incluir os táxis como veículos autorizados a transitar no corredor exclusivo.

Outro lado

Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) por meio de nota explicou que na Avenida Duque de Caxias os veículos de passageiro desta categoria tem permissão para circular na faixa especial, segundo indicado na placa, mas precisam estar "caracterizados como táxi".

Caso não concorde com a multa o munícipe tem direito a recorrer da autuação em três esferas administrativas:

  • CJDA Comissão de Julgamento de Defesa de Autuação;
  • Segunda esfera Jari, para as notificações de penalidade;
  • caso ainda não seja acolhido, o responsável pelo recurso pode tentar no Cetran que é a última instância dentro do processo administrativo.

Ainda, conforma a Agetran o motivo que leva o condutor a recorrer à multa variam. Em alguns casos não concorda ou acreditam que não estavam no local mencionado no momento em que foram multados.

Situação bem diversa do taxista, que teve o veículo multado alguns metros após a faixa de sinalização de acordo com o indicado na placa.

Táxi multado por "transitar em faixa exclusiva" em R$ 293,37

Confira a nota:

"A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa o art. 281 determina que a autoridade de trânsito, dentro da esfera de sua competência estabelecida pelo CTB e dentro de sua circunscrição, julgará a consistência do auto de infração e aplicará a penalidade cabível. Em seu parágrafo único, incisos I e II, o artigo ainda descreve que o auto de infração será arquivado e o seu registro será julgado insubsistente em duas situações:
–  quando considerado inconsistente ou irregular; e
–  quando a notificação de autuação não for expedida no prazo máximo de 30 dias".
 

Assine o Correio do Estado

PISO SALARIAL

Campo Grande cai para 6º no ranking salarial dos professores

Nesta quarta-feira (24), mais uma rodada de negociação aconteceu entre representantes do Município, da Câmara Municipal e da ACP para dar continuidade às tratativas relacionadas ao pagamento dos 5,4% de reajuste

25/06/2026 10h00

Professores municipais paralisaram todas as atividades no dia 12 e protestaram em frente à Prefeitura

Professores municipais paralisaram todas as atividades no dia 12 e protestaram em frente à Prefeitura Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e seus 74 sindicatos filiados filiados publicaram, nesta quarta-feira (24), a atualização do Ranking Salarial dos(as) Professores(as) da Rede Estadual e das redes municipais de ensino.

O levantamento da FETEMS revelou que Campo Grande caiu uma posição no ranking salarial dos profissionais do magistério com formação superior.  Em 2025, a Capital sul-mato-grossense estava em 5ª na tabela, mas este ano perdeu espaço para o município de Aquidauana e caiu para 6ª colocação, com R$ 9.028,09 de remuneração.

Apesar de perder uma posição no ranking, o salário dos professores com nível superior em Campo Grande aumentou de R$ 8.851,42 para R$ 9.028,09. Apesar da melhora na remuneração, o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) afirma que esse resultado não é fruto de decisões isoladas da administração pública, mas sim de anos de organização, negociação e pressão exercidas pela categoria.

A presidenta da FETEMS, professora Deumeires Morais, afirma que o ranking é uma ferramenta de mobilização e conscientização social.

“Ao tornar públicas essas informações, a FETEMS busca estimular o debate sobre a valorização dos profissionais da educação e fortalecer a cobrança para que todos os gestores cumpram a legislação. Não basta pagar o piso; é preciso respeitar a carreira, valorizar a formação e garantir condições dignas de trabalho para quem constrói a educação pública todos os dias”, destacou.

Professores municipais paralisaram todas as atividades no dia 12 e protestaram em frente à Prefeitura
Os 10 melhores salários de professores com nível superior em MS no ano de 2026
Professores municipais paralisaram todas as atividades no dia 12 e protestaram em frente à PrefeituraOs 10 melhores salários de professores com nível superior em  2025

A tabela foi divulgada em meio às negociações da ACP com a Prefeitura de Campo Grande. Nesta quarta-feira (24), a comissão de negociação participou de mais uma reunião com representantes do Município e da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal para dar continuidade às tratativas relacionadas ao pagamento dos 5,4% reivindicados pelo magistério.

A ACP disse que não divulgará detalhes das tratativas antes da apreciação da categoria. Com isso, os profissionais filiados participarão de uma Assembleia Geral Extraordinária, nesta quinta-feira,(25), às 18 horas, no auditório da FETEMS, para avaliação e os encaminhamentos sobre a reunião da Comissão Mista de Negociação (ACP/PMCG/CMCG), responsável pelas discussões em torno do cumprimento da política do Piso 20h da REME.

A direção sindical ressalta que este será um momento decisivo para que a categoria conheça os resultados das negociações, avalie coletivamente os cenários apresentados e delibere sobre os próximos passos da mobilização.

Para o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, o processo de negociação evidencia a importância da organização sindical na conquista de direitos.

“A nossa história mostra que nenhum avanço acontece sem mobilização. Os direitos do magistério só são respeitados quando a categoria está organizada, participa das assembleias e fortalece a sua entidade sindical. É essa unidade que nos permite avançar nas negociações e seguir defendendo a valorização dos profissionais da educação”, destacou.

 

Sentença

Em Campo Grande, homem é condenado à 16 anos por estupro

Os crimes ocorreram entre março e novembro de 2025 e foi cometido pelo avô da vítima

25/06/2026 09h30

Homem é condenado à 16 anos de prisão, por estupro de vulnerável

Homem é condenado à 16 anos de prisão, por estupro de vulnerável Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Em atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por intermédio da 68ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, determinou a condenação de homem à 16 anos e quatro meses de prisão por estupro contra a própria neta, de cinco anos. 

O crime classificado como estupro de vulnerável aconteceu entre os meses de março a novembro de 2025, na residência da familia na Capital. 

De acordo com os relatos, os familiares notaram uma mudança de comportamento na criança, que de forma espontânea revelou o que estava acontecendo. 

A vítima relatou que o avô entrava em seu quarto, enquanto a mesma estava assistindo desenho e começava a passar a mão em seu corpo em mais de uma ocasião. 

Ainda durante o período de abusos, o acusado teria tocado as partes íntimas da criança, abaixado sua roupa e praticado atos libidinosos sem conjunção carnal. 

Além dos relatos registrados pela mãe e pelo padrasto, o exame médico também constatou lesão recente na região genital, reforçando a materialidade do crime. 

Ao analisar todas as provas e relatos, a Justiça acolheu integralmente a denúncia do MPMS concluindo que todo o conjunto é coerente, levando em consideração a palavra da vítima, a relevância de crimes dessa natureza, além da versão confirmada pelo laudo e testemunhos. 

O réu foi condenado à 16 anos e 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vunerável, que inicialmente serão cumpridos em regime fechado. Além dos anos de reclusão, ficou estipulado o pagamento de R$ 5 mil por danos morais. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).