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TRANSPORTE PÚBLICO

Tribunal de Contas deve pedir explicações sobre aumento das gratuidades na Capital

Dados de agência municipal mostram que o número de viagens gratuitas quase duplicou entre 2022 e o ano passado

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Após reportagem do Correio do Estado mostrar que, entre 2022 e 2023, o número de viagens feitas no transporte coletivo da Capital por meio das gratuidades praticamente duplicou, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) deve solicitar nesta semana explicações para a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg) sobre o assunto.

Conforme apuração do Correio do Estado, o TCE-MS deve pedir que o diretor-presidente da Agereg, Odilon de Oliveira, esclareça o motivo desse aumento – uma vez que, entre 2022 e o ano passado, 
segundo dados repassados pela própria agência reguladora, o crescimento foi de 87,6%.

Os dados só foram apresentados pela Agereg após a equipe de reportagem solicitá-los por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O mecanismo foi utilizado em função das contradições e das dificuldades de acesso ao sistema.

Na planilha enviada pela autarquia municipal, uma tabela mostra que, em 2022, foram registradas 4.766.650 viagens gratuitas no transporte coletivo de Campo Grande, enquanto que no ano passado esse benefício foi concedido em 8.942.414 viagens.

Essas informações são usadas pelo Consórcio Guaicurus, grupo que opera o serviço, para solicitar aumento na passagem de ônibus ou até mesmo no subsídio recebido. Outro ponto importante é que o aumento foi verificado justamente no ano seguinte a que esse repasse do poder público foi concedido.

O subsídio por parte da Prefeitura de Campo Grande começou a ser pago em janeiro de 2022, após greve dos motoristas de ônibus em virtude da falta de pagamento do Consórcio Guaicurus.

O atraso no pagamento dos colaboradores foi justificada pela falta de aumento da passagem de ônibus e pela quantidade de gratuidades, que segundo a empresa seria um peso a mais para a operação do sistema.

A partir disso, a prefeitura passou a pagar até R$ 1 milhão por mês referente às gratuidades concedidas pelo Executivo municipal, para alunos da Rede Municipal de Educação (Reme) e pessoas com deficiência e doenças crônicas. Além disso, ainda isentou a concessionária do pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

O governo do Estado passou a colaborar com o subsídio a partir de junho daquele ano, com valor referente aos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE), com o teto também de R$ 1 milhão por mês.

No ano passado, porém, a Capital aumentou o teto do repasse para R$ 1,3 milhão mensais. Ainda, o governo federal enviou R$ 14,7 milhões a serem repassados ao Consórcio Guaicurus exclusivamente para a gratuidade de idosos – valor que está sendo destinado para o grupo por meio da prefeitura.

Com todos esses subsídios, a concessionária recebeu no ano passado um montante de quase R$ 30 milhões (somando prefeitura, governo e União).

Para este ano, a prefeitura ainda não anunciou o valor da nova tarifa do transporte coletivo nem se o valor do subsídio ofertado também deve sofrer reajuste. O aumento anual é uma determinação estabelecida pelo contrato de concessão, assinado com a empresa em outubro de 2012, ainda na gestão do então prefeito Nelsinho Trad (PSD).

TARIFA TÉCNICA

A única decisão tomada pelo município foi o aumento da tarifa técnica, preço calculado pela Agereg que leva em conta diversos índices, como inflação, número de passageiros por quilômetro percorrido, 
reajuste dos motoristas de ônibus, entre outros.

Com essas informações em mãos, a agência reguladora anunciou no ano passado que a nova tarifa técnica seria de R$ 5,95, um aumento de R$ 0,15 em relação à anterior (R$ 5,80), que foi calculada em 2022. Entretanto, uma vez que o valor não foi publicado em Diário Oficial, a tarifa técnica em vigor continua sendo a de R$ 5,80, em vigência desde março de 2023.

Na semana passada, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), chegou até a prometer novidades sobre a tarifa pública de ônibus, mas até sexta-feira nada foi definido pela chefe do Executivo municipal.

NA JUSTIÇA

O Consócio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande travam uma nova batalha na Justiça. A concessionária pede que seja feito o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, que deveria ser sido realizado em 2019, conforme estabelece o contrato.

De acordo com o documento, a cada sete anos é previsto um novo reajuste, que teria como função manter o equilíbrio econômico da concessão. Porém, esse aumento não foi concedido pela prefeitura.

No processo, o grupo de empresas que opera o transporte público da Capital anexou um documento que a própria Agereg enviou ao TCE-MS em 2021, em que confirmaria a defasagem na tarifa técnica, a qual, segundo a agência reguladora, deveria estar em R$ 7,79.

Nesse impasse, decisão em 2023 chegou a determinar o congelamento da tarifa pública do transporte coletivo. Contudo, no início deste ano, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Eduardo Machado Rocha, revisou a própria decisão e determinou tanto o reajuste quanto a revisão do equilíbrio do contrato.

Na época, a prefeitura recorreu, entretanto, uma nova deliberação sobre o tema ocorreu no mês passado, em 22 de fevereiro, quando a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, decidiu manter a revisão do contrato que não foi realizada em 2019.

Mais uma vez, a Prefeitura de Campo Grande recorreu. Assim, ainda não houve decisão definitiva sobre a revisão ou não do contrato de concessão.

 

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Trânsito de Campo Grande terá interdições no Centro a partir de hoje

Os bloqueios ocorrem a partir das 19h desta terça-feira (25) e seguem até o fim da distribuição do bolo de aniversário, com encerramento previsto para às 18h de quarta-feira (26)

25/08/2026 11h30

Interdições ocorrem na região central de Campo Grande

Interdições ocorrem na região central de Campo Grande Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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Em razão das comemorações pelos 127 anos de Campo Grande, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) realiza uma operação especial de trânsito nesta terça (25) e quarta-feira (26), com interdições em diferentes pontos do Centro para a montagem da estrutura da Corrida do Facho e do desfile de aniversário da Capital.

As primeiras interdições começam às 19h desta terça-feira (25), para a montagem do palanque e das arquibancadas. Os bloqueios serão realizados na rua Treze de Maio, entre a Dom Aquino e a 15 de Novembro, e no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Calógeras.

Na quarta-feira (26), as interdições começam a partir das 5h para a realização dos eventos. O principal bloqueio será na rua Treze de Maio, entre a avenida Mato Grosso e a rua 26 de Agosto, trecho que receberá o desfile, previsto para começar às 8h.

Também haverá interdições nos cruzamentos da rua 14 de Julho com as ruas Antônio Maria Coelho, Marechal Rondon, Barão do Rio Branco, 26 de Agosto, 15 de Novembro, 7 de Setembro e com a Avenida Afonso Pena.

Na rua Rui Barbosa, os bloqueios ocorrerão nos cruzamentos com as ruas Maracaju, Dom Aquino e 15 de Novembro, além da Avenida Afonso Pena. Também será interditado o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a rua 13 de Maio.

Liberação das vias

A Corrida do Facho será realizada durante a manhã, antes do desfile. O encerramento das atividades está previsto para aproximadamente 11h. As vias serão liberadas gradativamente, conforme a desmontagem da estrutura e a segurança da circulação de veículos e pedestres.

O cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Calógeras permanecerá interditado após o desfile para a distribuição do bolo de aniversário e, posteriormente, para a desmontagem da estrutura, com previsão de liberação até as 18h.

O cruzamento da Avenida Afonso Pena com a rua Rui Barbosa também continuará interditado durante a desmontagem dos palanques.

Vias alternativas

A Agetran orienta os motoristas a utilizarem vias alternativas para acessar ou atravessar a região central, como as avenidas Calógeras, Mato Grosso e Fernando Corrêa da Costa, além das ruas 14 de Julho e Rui Barbosa.

A recomendação é que os condutores planejem os deslocamentos com antecedência, considerando possíveis alterações no tempo de percurso, e respeitem a sinalização implantada nas proximidades dos eventos.

Agentes de trânsito estarão nos pontos de interdição para orientar os motoristas e organizar a circulação durante toda a operação especial.

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MPMS

Justiça determina que Prefeitura regularize USF do Jardim Bonança

Município reconheceu problemas na unidade, que apresenta rachaduras, infiltrações e mofo

25/08/2026 11h15

Foto: Divulgação / MPMS

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Por meio da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) atuou na defesa qualidade da atenção básica à saúde na Unidade de Saúde da Família (USF), no Jardim Bonança, em Campo Grande.

De acordo com o MPMS, a ação concedeu parcialmente a tutela de urgência e determinou que o Município apresente, no prazo de 30 dias, um plano, contendo um cronograma ou meios adequados para solucionar os problemas estruturais encontrados na unidade. 

A unidade conta com diversos problemas em sua estrutura, dentre eles encontra-se rachaduras, infiltrações e mofo nas paredes e no teto da área de recepção e espera.

A decisão foi tomada pela 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, que ajuizou a ação após realizarem inúmeras vistorias técnicas e apontaram deficiências tanto nas estruturas, quanto nas condições inadequadas de funcionamento da unidade de saúde.  

Ainda de acordo com o juiz do caso, o Município reconheceu a existência dos problemas apresentados e que precisa realizar inversões urgentes. E os requisitos para determinar as providências emergenciais voltadas à segurança, salubridade e adequada prestação do serviço público de saúde.

O processo de acompanhamento foi iniciado anos antes, com fiscalizações acontecendo entre 2022 e 2026, a partir dos processos anteriores veio a proposta do Ministério Público. 

Em julho deste ano, a instituição divulgou o ajuizamento da demanda após verificar a continuidade nas irregularidades estruturais, do abastecimento irregular de medicamentos e de outras inadequações que comprometem o atendimento à população da região.

A justiça fez o reconhecimento na necessidade de intervenção imediata para sanar os problemas estruturais considerados mais graves, dessa forma assegurando melhores condições no atendimento aos usuários e no trabalho dos profissionais da unidade. 

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