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fiscalização

Tribunal de Contas do Estado investiga obra de André Patrola no Pantanal

Corte alugou helicóptero para vistoriar MS-228, onde empreiteira executou obras; suspeita é de degradação do meio ambiente

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Uma equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) está no Pantanal sul-mato-grossense realizando vistoria nas obras contratadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS (Agesul) com as empreiteiras do empreiteiro André Luiz dos Santos, o André Patrola. 

O objetivo da vistoria é investigar a suspeita de degradação do meio ambiente pela implantação de revestimento primário na MS-228, a Rodovia Transpantaneira, que atravessa a planície. 

A empresa de Patrola executou diversas obras na região, a mesma onde ele comprou três fazendas recentemente e em uma delas foi multado em R$ 1,5 milhão pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) por supressão de mata nativa. Ambientalistas têm afirmado que o aterramento de parte da planície pode prejudicar a fauna e a flora da região. 

Esses serviços de implantação de revestimento primário de rodovia não pavimentada estão acelerando a destruição do bioma. E, em razão disso, o presidente do TCE-MS, Jerson Domingos, teria determinado um levantamento sobre a situação. 

A equipe técnica da Corte de Contas foi até o local onde estão sendo feitos esses serviços de implantação de revestimento primário de rodovia não pavimentada na MS-228 e constatou que as denúncias feitas pelos proprietários de terra na região procedem. 

Porém, antes de determinar o embargo dos serviços de implantação de revestimento primário de rodovia não pavimentada na MS-228, o presidente do TCE-MS autorizou o aluguel de um helicóptero para fazer uma vistoria aérea da estrada e, dessa forma, confirmar o que a equipe técnica já verificou por terra. 

A vistoria aérea deve ser realizada ainda nesta semana e, de posse das informações, o conselheiro Jerson Domingos deve determinar o embargo da obra, que teve início em maio do ano passado, ao custo de R$ 37,4 milhões. 

Conforme a Agesul, o trecho onde está sendo feita a implantação de revestimento primário de rodovia não pavimentada é no km 45,000 – km 84,506, com extensão de 39,506 quilômetros.

O contrato deveria ser executado e totalmente concluído no prazo de 420 dias consecutivos, contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS), devendo cumprir rigorosamente o cronograma físico-financeiro do contrato, sob pena de aplicação de multa moratória, sem prejuízo das demais penalidades e da rescisão contratual, se for o caso. 

A obra que ligaria a MS-228 à ponte sobre o Rio Taquari, no trecho em que a rodovia se integraria com outra via importante do Pantanal, a MS-217, foi suspensa após a deflagração da Operação Cascalhos de Areia pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), no mês passado. O contrato de Patrola com a Agesul, somente neste trecho, era de R$ 37,4 milhões. 

Patrola também tem outros contratos com o governo. Um deles para a manutenção e implantação de revestimento primário no trecho da MS-228, em que ela absorve parte da Estrada Parque do Pantanal, entre a Curva do Leque e a Fazenda Alegria. 

Um dos principais trechos do tronco rodoviário do Pantanal projetado desde os anos de 1970 é a ligação da MS-228, a partir da Curva do Leque (entroncamento com a MS-184), com o centro da Nhecolândia. 
A estrada integra Corumbá com Rio Negro (232 km) e a Rio Verde (56 km do trevo da MS-427 com a MS-228), cortando a planície.

INVESTIGADA

A AL dos Santos, empresa de Patrola, é investigada pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande por suspeita de envolvimento em crimes como peculato, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro por contratos com a prefeitura da Capital.

A partir de 2017, o MPMS apontou que a empresa de Patrola, assim como outras três empresas também investigadas, teriam sido beneficiadas em licitações para manutenção de ruas sem asfalto e de aluguel de máquinas pesadas e caminhões.

Nesse período, o contrato da AL dos Santos, iniciado em R$ 4.150.988,28, recebeu mais de R$ 20 milhões em aditivos, totalizando 495% de aumento de 2018 até agora. Dos R$ 24.705.891,35 previstos como valor total no contrato, a empresa já recebeu R$ 20.551.621,20, isto é, 83% do que deve ser executado até janeiro de 2024.

O MPMS também afirma que contratos feitos com outras empresas para o aluguel de maquinário foram fechados quando estas não tinham equipamentos para cumpri-los, o que aponta para a terceirização dos serviços. Os investigadores acreditam que era a AL dos Santos que executava essas demandas. 

Cascalhos de Areia

A operação, realizada no dia 15 de junho, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e prendeu uma pessoa por porte ilegal de arma. Os alvos foram André Patrola, Edcarlos Jesus da Silva, dono da Engenex e da MS Brasil Comércio e Serviços, Adir Paulino Fernandes, sogro de Edcarlos e dono da JR Comércios e Serviços, além do ex-secretário de Obras da Capital Rudi Fiorese.

TRANSPORTE PÚBLICO

Adriane desconversa sobre "startup" que comprou o Consórcio Guaicurus

A prefeita de Campo Grande esclareceu que, para a empresa assumir o transporte coletivo da Capital, terá que fazer uma proposta de mudança

23/07/2026 11h15

Adriane Lopes diz que só aceita vender o Consórcio Guaicurus se tiver uma proposta de mudança

Adriane Lopes diz que só aceita vender o Consórcio Guaicurus se tiver uma proposta de mudança FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), se recusou a falar sobre o capital social de R$ 10 mil da empresa Maas Administração e Participações Ltda., criada para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande.

"As informações de ordem da empresa, eu não tenho como responder como Poder Executivo, eu desconheço as transações e informações da empresa. O que eu preciso e a cidade precisa e o usuário do transporte precisa é de transporte de qualidade, é o que eu vou cobrar. Agora essas informações vocês vão ter que buscar mesmo com a empresa, com as equipes marketing de assessoria de imprensa deles, porque eu desconheço essas informações, até porque nós estamos aí no meio de uma intervenção, aguardando os novos passos da intervenção e aconteceu essa comercialização", disse a prefeita Adriane Lopes.

A "startup", termo usado geralmente para se referir a empresas jovens à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, foi registrada no último dia 16 de julho e foi constituída como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pelos sócios da HP Mobilidade. 

O Quadro de Sócios e Administradores (QSA) identifica Edmundo de Carvalho Pinheiro e Gustavo Bacellar de Faria como administradores da empresa. Já a HP Investimentos e Participações S.A. aparece como sócia da companhia, reforçando a ligação direta da estrutura societária com a HP Mobilidade.

Venda depende do aval da prefeita

Em entrevista na manhã desta quinta-feira (23), Adriane "deixou claro" que, para a empresa assumir o transporte coletivo de Campo Grande, terá que fazer uma proposta de mudança.

"Eu, como prefeita, não vou dar o aceite na compra e venda, porque o poder executivo é o poder concedente, essa é uma concessão importante, e se não houver troca de ônibus, melhoria da qualidade do serviço prestado, se não tiver ar-condicionado nos ônibus e a reforma dos terminais, não vai ter o aceite da prefeitura.

A prefeita não revelou os valores da comercialização e disse que os dados privados devem ser procurados em assessoria de imprensa da empresa. Apesar de não informar a quantia, fontes do Correio do Estado revelaram que a compra está estimada em cerca de R$ 200 milhões.

TJMS

Processo seletivo para juiz leigo, reúne mais de 550 candidatos

Seis cidades de Mato Grosso do Sul, receberam a aplicação da avaliação no último domingo (19)

23/07/2026 10h45

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A primeira etapa do processo seletivo para a vaga de juiz leigo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), foi realizada na manhã do último domingo (19) em seis municípios do Estado. 

Ao todo foram 564 candidatos que realizaram a avaliação, sendo a Capital com o maior número aplicações com 390, seguida por Dourados com 70, Nova Andradina com 34, Três Lagoas com 30, Paranaíba com 28 e por fim a cidade de Corumbá com 12. 

Em Campo Grande os responsáveis por fazer a aplicação foram os juízes David de Oliveira Gomes Filho e Alexsandro Motta, integrantes do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais (CSJE) e da Comissão Fiscalizadora do TJMS. 

O processo seletivo conta com a organização do Instituto Consulplan, com supervisão do colegiado do TJMS e ainda prevê prevê vagas para ampla concorrência, além de formação de cadastro de reserva e oportunidades para pessoas com deficiência, candidatos negros, indígenas e quilombolas.

As vagas foram dispostas da seguinte forma, em Campo Grande ao todo serão seis vagas, sendo cinco para ampla concorrência e uma para destinada para candidatos negros. 

Já para o interior do Estado, foram distribuidas 15 vagas, sendo 11 para ampla concorrencia, uma para pessoas com deficiências e três para candidatos negros. 

ATUAÇÃO 

Com um salário de cerca de R$ 17,5 mil, um juiz leigo atua como auxiliar dos magistrados de carreira nos Juizados Especiais, conduzindo audiências, colhendo depoimentos e provas. 

Também ficam responsáveis por elaborar minutas de sentença e outros atos processuais, onde as atividades são feitas sob supervisão do juiz responsável pela unidade. 

Para estar apto para exercer sua função, o candidato precisa estar com sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), comprovar pelo menos dois anos de atividade jurídica, não deve possuir antecedentes criminais nem condenações cíveis e além de não exercer atividade político-partidária. 
 

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