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Trump acusa Irã de derrubar helicóptero americano e diz que EUA 'precisam responder' ao ataque

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã pelo abate de um helicóptero do Exército americano perto do Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 9. O republicano afirmou que os EUA devem responder ao ataque.

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache quando ele caiu perto da via navegável que o Irã fechou efetivamente durante sua guerra contra os EUA e Israel.

Trump disse em uma publicação nas redes sociais que ambos os militares "estão bem e ilesos". "No entanto, os Estados Unidos devem, por necessidade, responder a este ataque", escreveu Trump.

Autoridades militares não revelaram o que causou a queda do helicóptero Apache, informando que o acidente está sob investigação. Pouco antes de publicar sua acusação, Trump afirmou que acabara de saber que o Irã era o responsável.

O helicóptero caiu enquanto o Oriente Médio ainda se recuperava após Irã e Israel trocarem tiros no dia anterior, no maior golpe até então após o frágil cessar-fogo na guerra. A televisão estatal iraniana informou na terça-feira que os ataques israelenses mataram pelo menos dois membros das unidades de defesa aérea do país.

Resgate

O acidente ocorreu por volta das 3h30 da manhã, horário local, na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central dos EUA.

Um barco não tripulado localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA. Ele afirmou que este foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas dos EUA.

Os helicópteros AH-64 Apache têm sido um recurso fundamental para as Forças Armadas americanas na imposição do bloqueio aos carregamentos de petróleo bruto e aos petroleiros iranianos, com o objetivo de pressionar Teerã a chegar a um acordo para colocar fim à guerra.

Os helicópteros também têm sido usados pelos Emirados Árabes Unidos para derrubar drones iranianos. O drone usado para realizar o resgate era uma embarcação de 7,3 metros chamada Corsair, disse Hawkins. Ele é fabricado pela Saronic Technologies.

O drone foi designado para a Força-Tarefa 59, criada em 2021 como a primeira unidade não tripulada e de inteligência artificial da Marinha que se concentra na segurança marítima no Oriente Médio, incluindo o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez.

Desde que os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu muitos produtos básicos, incluindo alimentos.

Autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo de abril em um acordo para encerrar definitivamente o conflito, especialmente à medida que Israel intensifica e expande sua campanha militar no Líbano contra o grupo radical xiita Hezbollah, que é pró-Irã.

*Com informações da Associated Press (AP).
 

aero rancho

Estrutura de supermercado desaba e duas pessoas morrem em Campo Grande

Unidade está em construção e estrutura de concreto e ferro caiu no Aero Rancho; outras duas pessoas ficaram feridas

04/09/2026 15h32

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra Foto: Paulo Ribas

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Duas pessoas morreram após o desabamento de uma estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande.

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, a estrutura metálica caiu em cadeia, como se fosse um efeito dominó, e funcionários de uma empresa terceirizada que trabalhavam na obra foram atingidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que duas pessoas já estavam em óbito. As vítimas não foram identificadas, mas se tratam de dois homens.

Outras dois homens, também não identificados, ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. Um deles teve uma fratura no fêmur.

"Nossa viatura avançada foi a primeira chegar e acabamos nos deparando com toda a estrutura da obra ao solo. Encontramos quatro homens, dois em óbito no local, e as outras duas vítimas estão estáveis, mas potencialmente graves", disse o tenente Luiz Jacques, do Corpo de Bombeiros.

O tenente disse ainda que o resgate foi feito com todo o cuidado e equipamentos necessários para deixar o local "o mais breve possível", tendo em vista que ainda há risco de desabamento.

"A área vai ser totalmente isolada, a Polícia Civil vai fazer uma perícia para a conclusão dos trabalhos deles, mas há sim risco de novo desabamento", acrescentou.

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) esteve no local, mas não deu declarações a imprensa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as documentações e liberações para as obras, inicialmente, estão corretas, mas serão analisadas por peritos.

Não há informações sobre as circunstâncias que causaram o desabamento. O caso será investigado pela Policia Civil.

Parceria Público-Privada

MS garante empréstimo de US$ 80 milhões para Hospital Regional

Operação com o BID terá garantia da União e será usada parcialmente no projeto de parceria com empresa privada

04/09/2026 15h15

 Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu autorização para contratar um empréstimo de US$ 80 milhões, cerca de R$ 415 milhões, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado parcialmente ao projeto de parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

A autorização para a garantia da União foi publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União, em despacho do Ministério da Fazenda. O documento trata da operação de crédito externo entre o Estado e o BID e estabelece que a garantia federal fica “condicionada à prévia formalização do contrato de contragarantia entre a União e o Ente”.

No despacho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, autoriza a garantia para a operação de “US$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), de principal”. Segundo o documento, os recursos serão usados para “financiar, parcialmente, o Projeto ‘Parceria Público-Privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul’”.

A operação foi autorizada após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A PPP prevê a participação de uma empresa privada na estrutura e nos serviços de apoio do Hospital Regional, incluindo obras, manutenção e investimentos. O hospital, no entanto, continua público e com atendimento gratuito pelo SUS, enquanto o Estado permanece responsável pela assistência aos pacientes.

Histórico da PPP

A proposta começou a ganhar forma em 2024, quando o Governo de Mato Grosso do Sul passou a estudar a participação da iniciativa privada na administração dos hospitais estaduais. Para o Hospital Regional, a ideia era entregar à empresa privada os serviços de apoio, enquanto o Estado manteria a gestão da assistência médica.

Em junho de 2025, o governo apresentou o projeto aos deputados estaduais. O modelo escolhido foi o chamado “bata cinza”, que inclui serviços como limpeza, segurança, lavanderia, alimentação, manutenção e recepção, sem transferir à empresa privada a assistência médica. Na época, o projeto previa ampliar o hospital de 362 para 577 leitos e elevar a área construída de 37 mil para 71 mil metros quadrados.

O projeto avançou para o leilão em dezembro de 2025. Cinco grupos participaram da disputa, vencida pela Construcap, que apresentou proposta de R$ 15,9 milhões mensais, com desconto de 22% sobre o valor de referência.

Em janeiro de 2026, a contratação foi homologada e, em maio, o Estado assinou o contrato de concessão com a Inova Saúde, subsidiária da Construcap. O acordo tem duração de 30 anos e prevê obras, modernização da estrutura e administração dos serviços não assistenciais. A previsão é de que a empresa assuma gradualmente os serviços, com início da operação previsto para janeiro de 2027.

 

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