Cidades

Plano de Saúde

Unimed é investigada por restringir atendimento de qualidade a idosa

Com procedimento negado por falta de cobertura, paciente de 83 anos, com várias comorbidades, consegue na Justiça direito a tratamento menos invasivo

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou uma investigação contra a Unimed de Campo Grande por possíveis práticas abusivas contra médicos cooperados, após indicarem um tratamento menos invasivo a uma paciente.

Os profissionais de saúde, dois cardiologistas que atuam em convênio com o plano, receberam penalidades da cooperativa após a paciente conseguir na Justiça o direito de passar pelo procedimento que, à época, não era autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Trata-se de uma senhora que, no período do ocorrido, tinha 82 anos e apresentava quadro de hipertensão arterial, diabetes e doença renal crônica. Apesar de ter perdido um rim em decorrência de um câncer, ela não necessitava de hemodiálise.

A paciente procurou a médica por apresentar estenose valvar crônica, que consiste em um estreitamento progressivo e persistente de uma ou mais válvulas cardíacas. Durante a consulta, ela foi encaminhada para avaliação com um especialista.

Portadora de múltiplas comorbidades, foi solicitado estudo para verificar a viabilidade de um procedimento minimamente invasivo, sendo prescrito o tratamento chamado Troca Valvar Aórtica por meio de cateter.

Com isso, seria evitada uma intervenção cirúrgica mais invasiva, que exigiria a abertura do tórax da paciente, o que poderia aumentar os riscos diante do histórico clínico e da idade avançada.

“Conforme esclarecimentos dos autores, a prescrição do procedimento TAVI se fazia imperativa diante das múltiplas comorbidades da paciente, somado ao fato de ela ser portadora de alto risco cardiovascular, com mortalidade para cirurgia convencional de troca valvar estimada em 8,383%”, apontou a defesa no processo.

Após a apresentação do método à paciente e aos familiares, por ser menos invasivo, foi feito o pedido de autorização para o procedimento TAVI. No entanto, a solicitação acabou sendo negada pela Unimed.

“Sob a justificativa de ‘o procedimento não está previsto no rol de cobertura (rol de procedimentos e eventos em saúde) da Agência Nacional de Saúde Suplementar, nos termos da RN-ANS nº 428/2017’”.

Como o plano de saúde negou a cobertura, a paciente procurou a Justiça e teve o direito à saúde assegurado pela 1ª Vara Cível de Campo Grande, que autorizou a intervenção em caráter de urgência.

Punição dos médicos

A Unimed, por sua vez, denunciou a prescrição do procedimento ao Conselho Técnico e, mesmo diante do parecer dos médicos, instaurou um procedimento administrativo disciplinar.

Consta no processo que os conselheiros da cooperativa receberam a denúncia sob o entendimento de que os médicos violaram regras do estatuto ao solicitarem ao plano de saúde da Unimed um procedimento que não constava na lista de coberturas da ANS.

Ao cardiologista especialista que avaliou a paciente foi aplicada uma advertência. Já a médica recebeu penalidade que prevê a devolução do valor do procedimento, estimado entre R$ 78 mil e R$ 83 mil.

“Destaca-se que ambos pleiteiam a nulidade do processo administrativo, com a devida condenação da ré ao pagamento de reparação por danos morais, além da concessão de medida liminar, em razão de que os profissionais foram condenados no mesmo processo administrativo disciplinar, em virtude do mesmo fato: a prescrição do procedimento ‘Troca Valvar Aórtica por Transcateter – TAVI’, que não estava incluso, à época, no rol de cobertura da ANS”.

Consta ainda que, em nova sessão de julgamento realizada pela cooperativa em 9 de fevereiro de 2021, as partes não foram intimadas, e o processo ocorreu sem a presença da advogada dos profissionais.

A defesa também argumenta haver discrepância entre as penalidades aplicadas. Um dos médicos recebeu apenas advertência, enquanto a médica foi condenada a ressarcir o valor do procedimento.

“Entretanto, a condenação disciplinar foi distinta para cada médico, sendo aplicada a XX (nome preservado) a sanção de advertência confidencial em aviso reservado, além da condenação ao reembolso do valor correspondente às despesas da cirurgia”, consta nos autos.

Diante do exposto, a 25ª Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Grande irá investigar eventuais práticas abusivas da Unimed contra médicos cooperados, em razão da abertura de processos administrativos pela prescrição de um procedimento.

Isso porque tais atitudes podem representar “violação ao direito à vida e à saúde” dos pacientes, refletindo em possíveis danos às pessoas atendidas.
 

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TEMPO

Após chuvas, tempo volta a ficar seco durante a semana em Mato Grosso do Sul

Amplitude térmica permanece, com frio nas primeiras horas do dia e calor ao longo da tarde

12/07/2026 17h00

Semana deve ter baixa umidade relativa do ar

Semana deve ter baixa umidade relativa do ar Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A frente fria que passou por Mato Grosso do Sul e trouxe chuvas durante o fim de semana se afasta para o sudeste do País e as áreas de insabilidade perdem força no Estado nesta semana. O tempo volta a ficar seco, com índices de umidade relativa do ar em torno de 30%,

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), nesta segunda-feira (13) ainda pode haver frio em alguns municípios, com mínima entre 9°C e 12°C. 

No entanto, o tempo volta a ficar mais estável, especialmente nas regiões centro-sul, sudoeste e sudeste. Nas demais regiões, ainda não se descartam pancadas isoladas de chuva e tempestades, devido à permanência
de umidade e à atuação de áreas de instabilidades.

A partir de terça-feira (14), as áreas de instabilidade diminuem e os dias devem ter predomínio de sol e tempo seco, mas ainda com amplitude térmica, com grande diferença entre as mínimas e máximas registradas no mesmo dia.

Nas madrugadas e primeiras horas da manhã, as temperaturas podem chegar a 10°C, especialmente no sul do Estado, mas sobem rapidamente ao longo do dia, com máximas ultrapassando os 30°C.

Em Campo Grande, as temperaturas oscilam entre 10°C e 34°C, sem previsão de chuvas.

A umidade relativa do ar volta a atingir níveis de atenção em Mato Grosso do Sul, com índices em torno de 30%, principalmente durante a tarde. O índice é considerado prejudicial à saúde, podendo surgir sintomas como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

O Cemtec também alerta que a persistência do tempo quente, seco e com baixa umidade relativa do ar
aumenta significativamente o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais, exigindo atenção redobrada da população.

Diante desse cenário, a recomendação é se manter hidratado, evita exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e umidificar os ambientes.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

 

CAMPO GRANDE

ONG busca novo espaço e 200 pets podem ficar sem abrigo; saiba como ajudar

Chácara alugada, em que os animais vivem, precisa ser desocupada, pois a proprietária quer vender o imóvel

12/07/2026 16h30

ONG animal atende cerca de 320 gatinhos

ONG animal atende cerca de 320 gatinhos Foto: Arquivo Pessoal

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Organização Não Governamental (ONG) Divinos Guerreiros está em busca de um novo local (chácara ou sítio) para abrigar 200 animais, entre cães e gatos, resgatados em situação de maus-tratos, vulnerabilidade, abandono, atropelamento, doenças, violência e lesões graves.

A ONG animal abriga 400 animais em dois locais diferentes em Campo Grande, sendo 200 no Abrigo Vó Nilza, localizado no Bairro Cabreúva e outros 200 em uma chácara alugada, cujo endereço não foi divulgado.

Mas, a chácara precisa ser desocupada, pois a proprietária quer vender o imóvel.

Com isso, os pets que vivem nesse sítio precisam urgentemente de um novo espaço temporário, até que esteja pronto o Santuário Divinos Guerreiros, lar definitivo e permanente dos animais resgatados.

A situação deu início a uma corrida contra o tempo para garantir que nenhum dos animaizinhos fiquem desamparados.

COMO AJUDAR?

É possível ajudar por meio de doações (pix, ração, medicamentos, areia sanitária, roupinhas, cobertinhas, agasalhos e tapetinhos), rifas solidárias e indicação de chácaras para aluguel.

PIX

466.241.801-10 / Lúcia Maria Ledesma da Rocha

CELULAR

(67) 998414-0171

De acordo com o proprietário da ONG, Roberto Hayd, a prioridade no momento é encontrar um novo espaço para manter os animais protegidos em um local seguro.

"Estamos procurando uma chácara ou um sítio onde possamos instalar os animais temporariamente. Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que realizamos há tantos anos até conseguirmos adquirir uma propriedade definitiva para construir o Santuário Divinos Guerreiros. O mais importante é garantir que eles continuem seguros e recebendo todos os cuidados de que precisam", disse.

DESPESAS

Segundo Hayd, os gastos mensais da ONG giram em torno de R$ 20 mil:

  • Atendimento veterinário e medicamentos - R$ 3 mil e R$ 6 mil
  • Alimentação especial, como sachês, dietas terapêuticas, suplementos e alimentos para filhotes e animais debilitados - R$ 4 mil
  • Dívida com clínica veterinária R$ 30 mil
  • Aluguel da chácara, energia elétrica, água e materiais de limpeza - R$ 4,5 mil por mês
  • Combustível e manutenção das instalações R$ 1,5 mil

Estima-se que a ONG consome aproximadamente 900 quilos de ração para cães, 700 quilos de ração para gatos e cerca de 3 toneladas de areia sanitária.

*Fotos: Arquivo pessoal
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