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Universidades de Mato Grosso do Sul ofertam 6,3 mil vagas pelo Sisu; Veja cursos

Inscrições começam no dia 19 de janeiro, mas candidatos já podem pesquisar vagas disponíveis em 4 instituições de MS

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Universidades públicas de Mato Grosso do Sul ofertarão 6.399 vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na primeira edição de 2026. Inscrições serão abertas no dia 19 de janeiro, com encerramento no dia 23 do mesmo mês.

No Estado, quatro instituições de Ensino Superior usarão a plataforma como critério de acesso, sendo o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A maioria das vagas é para a UFMS, com 3.233 oportunidades em diversos cursos de graduação, seguida pela UEMS, com 1.284 vagas; IFMS, com 920 e UGFD, que tem 962 vagas pelo sistema.

Em todo o Brasil, segundo o governo federal, a edição é a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes, com oferta de 274,8 mil vagas em 136 instituições públicas do País.

 A consulta de vagas já está disponível no site do Sisu.

Veja cursos por instituição

IFMS

  • Agronomia
  • Análise e desenvolvimento de sistemas
  • Arquitetura e urbanismo
  • Automação industrial
  • Computação
  • Engenharia civil
  • Engenharia de controle e automação
  • Engenharia elétrica
  • Engenharia mecânica
  • Gestão do agronegócio
  • Jogos digitais
  • Processos metalúrgicos
  • Química
  • Redes de computadores
  • Sistemas para internet

UEMS

  • Administração
  • Administração pública
  • Agronomia
  • Ciência da computação
  • Ciências biológicas
  • Ciências contábeis
  • Ciências econômicas
  • Ciências sociais
  • Dança
  • Direito
  • Enfermagem
  • Engenharia ambiental e sanitária
  • Engenharia civil
  • Engenharia de alimentos
  • Engenharia física
  • Engenharia florestal
  • Física
  • Fonoaudiologia
  • Geografia
  • Gestão ambiental
  • História
  • Letras
  • Letras - português e espanhol
  • Letras - português e inglês
  • Matemática
  • Medicina
  • Pedagogia
  • Produção sucroalcooleira
  • Psicologia
  • Química
  • Química industrial
  • Química tecnológica e agroquímica
  • Sistemas de informação
  • Teatro
  • Terapia ocupacional
  • Turismo
  • Zootecnia

UFGD

  • Geografia
  • Letras
  • Administração
  • Agronomia
  • Artes cênicas
  • Biotecnologia
  • Ciências biológicas
  • Ciências contábeis
  • Ciências econômicas
  • Ciências sociais
  • Direito
  • Educação física
  • Engenharia agrícola
  • Engenharia civil
  • Engenharia de alimentos
  • Engenharia de aquicultura
  • Engenharia de computação
  • Engenharia de energia
  • Engenharia de produção
  • Engenharia mecânica
  • Escrita criativa
  • Física
  • Gestão ambiental
  • História
  • Matemática
  • Medicina
  • Nutrição
  • Pedagogia
  • Psicologia
  • Química
  • Relações internacionais
  • Sistemas de informação
  • Zootecnia

UFMS

  • Administração
  • Agronomia
  • Arquitetura e Urbanismo
  • Artes visuais
  • Audiovisual
  • Ciência da Computação
  • Ciência dos Dados
  • Ciências Biológicas
  • Ciências Contábeis
  • Ciências Econômicas
  • Ciências Sociais
  • Direito
  • Educação física
  • Enfermagem
  • Engenharia ambiental
  • Engenharia civil
  • Engenharia de alimentos
  • Engenharia de computação
  • Engenharia de produção
  • Engenharia de software
  • Engenharia elétrica
  • Engenharia física
  • Engenharia florestal
  • Engenharia química
  • Farmácia
  • Filosofia
  • Física
  • Fisioterapia
  • Geografia
  • Gestão comercial
  • Gestão de recursos humanos
  • Gestão de serviços jurídicos e notariais
  • História
  • Inteligência Artificial
  • Jornalismo
  • Letras - português
  • Letras - português e espanhol
  • Letras - português e inglês
  • Matemática
  • Medicina
  • Medicina Veterinária
  • Mídias sociais digitais
  • Nutrição
  • Odontologia 
  • Pedagogia
  • Processos gerenciais
  • Psicologia
  • Química
  • Química Tecnológica
  • Relações Internacionais
  • Sistemas de Informação
  • Tecnologia da Informação
  • Turismo
  • Zootecnia

Como se inscrever

Para participar do Sisu, é preciso ter feito pelo menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - 2023, 2024 e 2025 - ter tirado nota acima de zero na prova de redação e não ter participado na condição de treineiro.

Inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de fevereiro.

O acesso ao sistema de inscrição do Sisu é realizado com Login Único do governo federal, mediante uma conta gov.br, mas as inscrições do Sisu devem ser feitas pela página do processo de seleção.

O candidato deve escolher até duas opções de curso, sendo possível alterar as opções até o fim do prazo de inscrição.  

Caso o candidato tenha realizado mais de uma entre as três últimas edições do Enem, será considerada, para cada curso, aquela edição que mais favorece o candidato, com base na média ponderada das notas do Enem de cada edição.

Os candidatos com os melhores desempenhos são classificados de acordo com as opções de curso escolhidas, o número de vagas disponíveis, as modalidades de concorrência selecionadas e os pesos definidos para cada curso pela instituição.

Cada candidato pode se inscrever em todas as modalidades que correspondam ao seu perfil, devendo ficar atento à comprovação, junto à instituição, das informações da modalidade em que for selecionado, no momento da matrícula.

O resultado do Sisu está previsto para ser divulgado no dia 29 de janeiro.

Os estudantes que forem aprovados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino a partir do dia 2 de fevereiro.

Aqueles que não forem selecionados poderão ainda participar da lista de espera. 

A consulta as vagas ficará disponível na página eletrônica do Sisu até o final do processo seletivo. 

Na consulta é possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos.

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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