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Pensando a cidade

Urbanista Ângelo Arruda lista 14 soluções para transformar Campo Grande

Com medidas de baixo custo e alto impacto, arquiteto propõe mobilizar comunidades e proveitar estruturas já existentes nos bairros

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Campo Grande, carinhosamente chamada de Cidade Morena, ostenta hoje uma das maiores taxas de arborização urbana entre as capitais do País, empatando com Goiânia em frescor e na beleza de suas vias públicas. Mas, sob as copas frondosas das árvores e por trás dos extensos parques públicos, a capital sul-mato-grossense enfrenta um sufocamento financeiro severo e uma visível desconexão entre a máquina administrativa e as demandas reais de sua população periférica. 

Com um orçamento público cada vez mais estrangulado por endividamentos, despesas com pessoal e custeio básico, o arquiteto e urbanista e professor aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Ângelo Arruda propõe uma mudança radical na forma de pensar a gestão: a aplicação sistemática da “arquitetura do possível”.

Trata-se de um conjunto de 14 medidas práticas de baixo custo e alto impacto social que visam transformar a realidade do Município sem depender de empréstimos vultosos ou de grandes obras de engenharia. O segredo, segundo o professor, reside em uma tríade fundamental de diretrizes básicas: mobilizar a comunidade, utilizar as estruturas físicas que já existem e focar prioritariamente a prevenção.

Arquiteto e urbanista Ângelo Arruda, professor da UFMSArquiteto e urbanista Ângelo Arruda, professor da UFMS (Foto: Gerson Oliveira)

“O orçamento público é a gênese do desenvolvimento da cidade. Não tem outro mecanismo”, pontua Ângelo Arruda, ao analisar a escassez de recursos de investimento da Capital. Ele argumenta que, historicamente, o poder de investimento direto das prefeituras caiu de forma drástica. “No Brasil, hoje, o presidente da República só domina 5,4% do Orçamento”. 

Em Campo Grande, onde o cenário de asfixia financeira é semelhante, em função do pagamento de dívidas e custos de funcionamento da máquina administrativa, a solução inevitável é chamar a comunidade para a corresponsabilidade da gestão urbana. “Não há hoje nenhuma alternativa mais que não seja chamar a comunidade. E essa comunidade, em Campo Grande, é historicamente participativa”, defende o urbanista.

Detalhamos a seguir as soluções propostas pelo arquiteto, divididas em eixos integrados de atuação direta nos bairros da cidade.

Saúde Preventiva

Para Ângelo Arruda, a saúde pública municipal não pode ser tratada apenas sob o ponto de vista da assistência médica de urgência, ela precisa começar no território de forma preventiva. Uma de suas primeiras propostas consiste em levar as Academias da Saúde para dentro dos grandes parques urbanos, como o Parque das Nações Indígenas, o Parque do Prosa e o Parque Ayrton Senna. A ideia é disponibilizar monitores de Educação Física em horários de pico (início da manhã e fim de tarde), duas vezes por semana, para orientar as atividades físicas da população.

“O parque é um estado de espírito que precisa de animação. Sozinho, ele não se dá conta”, ensina Arruda. Ele relembra o exemplo clássico do Parque Belmar Fidalgo, onde há atividade semelhante há 30 anos. O custo estimado para o Município seria mínimo, englobando apenas a confecção de uniformes e a escalação de um educador físico por região.

Complementando a atenção básica, o arquiteto sugere o uso de tecnologias cotidianas para aproximar a prefeitura do morador, propondo que cada Unidade Básica de Saúde (UBS) crie grupos de WhatsApp por bairro para enviar alertas rápidos sobre campanhas de vacinação, mutirões contra a dengue e comunicados oficiais.

“As organizações comunitárias, hoje, estão em estado de alerta para poder esse sistema funcionar bem”, afirma. Sem custos adicionais, a informação chega diretamente ao cidadão, evitando a lotação desnecessária dos postos.

A terceira medida deste eixo é a criação das Farmácias Solidárias nas sedes de associações de moradores, igrejas e clubes de mães. 

Trata-se de pontos comunitários de coleta e doação de medicamentos dentro do prazo de validade. Gerido de forma autônoma pela comunidade, com suporte e fiscalização periódica da Vigilância Sanitária municipal, o projeto exige apenas um armário de armazenamento e um fiscal para supervisão. “Qual é o custo? Um armário e um fiscal... As pessoas ficam pensando em uma coisa complexa e tal, problematizando algo que pode ser bem simples”.

A viabilização dessas iniciativas esbarra na enorme rede de imóveis comunitários ociosos na Capital. Arruda aponta que Campo Grande conta com mais de 300 espaços pertencentes a igrejas evangélicas, centros espíritas, clubes de mães e associações que ficam completamente desocupados durante os dias úteis.

“O Município não tem 300 escolas públicas, mas tem 300 espaços estruturados que têm água, luz, energia e têm quem abre, quem fecha e quem limpa”. A proposta é articular parcerias com essas entidades para abrigar as farmácias comunitárias e outras atividades sociais do Município.

Educação e Cultura

A descentralização econômica de Campo Grande é uma realidade consolidada nos últimos 20 anos, de modo que os moradores de bairros distantes, como o Nova Lima, não dependem mais do quadrilátero central ou da Rua 14 de Julho para acessar comércios e serviços essenciais.

Todavia, Arruda alerta para a falta do “ingrediente coletivo” nesses novos polos urbanos. Para combater esse isolamento cultural, ele propõe a implantação de bibliotecas itinerantes e saraus de bairro, utilizando ônibus adaptados da frota municipal que levariam acervos de livros, violões e microfones para praças periféricas uma vez por mês, valorizando artistas locais e integrando a comunidade.

“O custo é combustível e dois servidores: um para dirigir o ônibus, o outro para montar o acampamento. Ele tira as crianças da rua e valoriza o artista local”.

Outro ponto nevrálgico é a ociosidade dos prédios escolares aos sábados e domingos. A proposta do Escola Aberta no Fim de Semana propõe abrir as quadras esportivas e as salas de aula municipais para atividades de esporte, lazer, cursos livres e reforço escolar, sob o monitoramento de estagiários universitários e professores voluntários.

Para manter esses locais limpos e funcionais sem onerar a folha de pagamento, o urbanista sugere se inspirar nas práticas das comunidades religiosas e espiritualistas (como o espiritismo, a umbanda e o budismo), que periodicamente reúnem seus frequentadores em mutirões de conservação.

“Eles convidam todo mundo que é usuário para um dia do mês. No domingo, todo mundo vai para lá, limpa, lava... Imagine você ter a comunidade dos pais, mães, tios, parentes e vizinhos envolvidos num projeto para manter a escola aberta”.

O resgate do orgulho comunitário também passa pela zeladoria das praças de bairro. Arruda defende a reativação do Programa de Parceria da Administração Municipal (Propam), conhecido popularmente como Adote uma Praça. De sua autoria técnica, durante a gestão do ex-prefeito Juvêncio César Fonseca, o programa atualmente se encontra inativo.

A prefeitura forneceria insumos básicos, como tintas, mudas de plantas e grama, enquanto empresas, comércios locais, moradores e igrejas da vizinhança ficariam responsáveis pela manutenção contínua e a conservação do espaço.

“O Propam morreu. Fui eu que escrevi o decreto. Esse modelo precisa ser revisto”, lamenta Arruda. Ele pontua que o cadastro municipal da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) indica a existência de aproximadamente mil áreas públicas com dimensão inferior a 1 hectare espalhadas pela cidade – pequenos triângulos e trechos que hoje acumulam mato e lixo, mas que poderiam ser revitalizados por meio dessas adoções comunitárias.

Mobilidade e Segurança

No campo da mobilidade urbana, a proposta mais emblemática do urbanista é o projeto Domingo no Parque, que prevê a interdição de cerca de três quilômetros de vias importantes aos domingos, das 6h às 12h, exclusivamente para o uso de bicicletas, patins, caminhadas e atividades de lazer coletivo, conectando parques da cidade.

O custo operacional estaria restrito ao posicionamento de cones de sinalização e à escala de quatro guardas de trânsito. “Não adianta fazer o ciclista sair da Coophasul para ir à [Avenida] Afonso Pena. Na própria região ele tem uma área ao redor do córrego que pode utilizar como ciclovia aos domingos”.

Ele cita como referência a experiência de Paris, onde praças inteiras são ocupadas pela população nos fins de semana, recebendo pequenos atrativos culturais financiados por estruturas simples de apoio.

Na segurança urbana, Arruda sugere abandonar o patrulhamento genérico e focar a inteligência de território. A proposta de iluminação com LED e podas de árvores em pontos críticos consiste no mapeamento, com a Guarda Municipal e as Polícias Civil e Militar, dos 50 pontos de maior incidência de assaltos, furtos, estupros e agressões contra vulneráveis.

Identificados esses gargalos de escuridão, a prefeitura concentraria esforços na substituição imediata dos pontos por luminárias de LED de alta potência e na poda drástica da vegetação que obstrui a luminosidade. “Você pega esses 50 pontos, marca na cidade e joga peso neles, e faz isso com custo também muito baixo”.

Ainda sobre mobilidade, Arruda classifica como inaceitável o estado dos abrigos de ônibus na periferia.

“Uma cidade com quase um milhão de habitantes você ter um ponto de ônibus com um pau escrito ‘ônibus’, Jesus Cristo”.

A solução proposta é estabelecer parcerias com o comércio das proximidades de cada parada. A prefeitura disponibilizaria um projeto arquitetônico padrão de abrigo, com lixeira e banco, e as empresas locais financiariam a execução e a conservação da estrutura física em troca de espaço publicitário.

Para otimizar o transporte, sugere-se a implantação de um aplicativo de localização dos ônibus em tempo real por GPS. Tomando como modelo o sistema de Florianópolis (gerido pelo Consórcio Fênix), o usuário saberá o horário exato em que o ônibus passará pelo seu ponto de embarque.

“Colocar a tecnologia a serviço da eficiência, isso desestressa a população de um jeito, porque dá previsibilidade”. O custo para o Município seria nulo ou extremamente baixo, exigindo apenas a vinculação dos aparelhos de GPS já instalados nas frotas a uma plataforma digital de acesso livre ao cidadão.

“Faxina Urbana”

O descarte irregular de resíduos volumosos em terrenos baldios é um dos principais vetores da proliferação de focos do mosquito Aedes aegypti em Campo Grande. A resposta para essa crise, segundo Arruda, são os ecopontos móveis.

Uma vez por mês, em cada grande bairro da cidade, um caminhão de grande porte da prefeitura ficaria estacionado em um local amplamente divulgado para recolher lixo eletrônico, galhos de poda, sofás velhos e eletrodomésticos quebrados.

“O caminhão vai lá e recolhe aquilo uma vez por mês. E leva para onde? Leva para um lugar que possa dar manutenção, consertar e entregar para uma pessoa mais carente”.

Ele relembra uma experiência bem-sucedida desenvolvida no Bairro Tiradentes, em que móveis descartados eram levados ao presídio de segurança mínima da região, onde internos sob a tutela de projetos sociais de ressocialização realizavam os reparos e as reformas dos itens para posterior doação a creches e famílias de baixa renda.

“Tem essa combinação aí. E reduz a dengue, porque você tira o mato do terreno, evita que o lixo acumule água nos quintais ociosos”.

Nesse mesmo sentido, o urbanista defende a implantação de hortas comunitárias em terrenos públicos, especificamente nas regiões classificadas como Z4 e Z5 pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande (PDDUA), que compreendem as franjas periféricas da cidade de maior vulnerabilidade social.

O Município cederia áreas públicas institucionais ociosas para associações de moradores realizarem o cultivo de hortaliças e temperos. A produção seria destinada ao abastecimento de creches municipais, entidades filantrópicas e comércio direto na própria comunidade.

“É um projeto que você emprega pessoas aposentadas, que vão tomar conta da horta, produzindo alimentos saudáveis como alface, rabanete, tomate, cebolinha, orientados pelas Secretarias de Meio Ambiente e Assistência Social”.

O custo operacional para o Município envolveria apenas o fornecimento de água de irrigação e a orientação técnica de um engenheiro-agrônomo da prefeitura.

Adicionalmente, Arruda propõe resgatar as campanhas de conscientização ambiental de caráter coletivo, como a campanha Cidade Limpa, com as escolas, inspirada no clássico modelo curitibano de Jaime Lerner, que distribuía sacos de lixo diferenciados nas escolas e promovia gincanas de reciclagem entre os bairros.

A comunidade escolar (pais e alunos) que apresentasse o maior volume de resíduos recicláveis recolhidos seria premiada de forma simbólica pela prefeitura com eventos festivos, troféus ou lanches especiais.
“Isso também é uma atividade coletiva. Você consegue ajudar muito com um troféu ou uma bolsa de estudo, incentivando a criança a levar esse aprendizado para dentro de sua própria casa”.

Economia Popular 

A geração de emprego e renda nas periferias da capital sul-mato-grossense pode ser estimulada de forma imediata por meio de iniciativas de desburocratização e uso de espaços livres.

Arruda propõe a regularização sistemática da Feira do Produtor e Artesão no Bairro, autorizando o uso gratuito de praças públicas aos sábados por pequenos agricultores familiares e artesãos residentes na região. No primeiro ano de funcionamento, esses trabalhadores ficariam totalmente isentos do pagamento de taxas municipais.

“Essa é uma atividade geradora de emprego e renda, que é o que a galera está precisando. Ninguém quer ser mais empregado do outro para trabalhar”, analisa o professor, destacando o crescimento vertiginoso das feiras de economia criativa autônomas que já ocorrem de forma espontânea na Capital.

“Junta 50 barraqueiros e vai para a Coophasul, vai para as Moreninhas. Atrai um monte de gente e ajuda na subsistência das famílias”.

A prefeitura atuaria como parceira na infraestrutura básica, fornecendo tendas padronizadas e auxiliando na divulgação dos calendários das feiras.

Para capacitar essa massa de trabalhadores informais, Arruda sugere romper com o tradicional formato de cursos presenciais de qualificação profissional, propondo o programa de qualificação rápida via celular. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MS) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MS), seriam oferecidos cursos rápidos on-line, de cerca de 40 horas, focados em áreas de alta demanda imediata, como culinária, vendas e serviços de barbearia.

A divulgação desses links de matrícula seria feita pelos canais digitais das Unidades de Saúde de cada bairro.
Arruda conta que debatia essa abordagem diretamente com gestores de instituições parceiras que reclamavam da baixa adesão às capacitações tradicionais de construção civil.

“Eu dizia: ‘Claro, o garoto está com o celular, ele está usando o Wi-Fi da igreja ou de não sei quem. Por que ele vai fazer curso presencial de pedreiro dentro do Senai?’ Põe o curso de pedreiro dentro do celular dele. Vamos usar a tecnologia para começar a aproximar o garoto de uma vaga de trabalho”.

Agente Participativo

Sob uma ótica de gestão inovadora e de baixíssimo custo orçamentário, Arruda propõe a criação do agente comunitário participativo.

O plano consiste em cadastrar cidadãos aposentados ativos com idades entre 50 e 60 anos em bairros populosos como as Moreninhas, que tem uma infraestrutura populacional consolidada há mais de quatro décadas.

A prefeitura ofereceria a esses voluntários um jaleco oficial, um crachá de identificação, um boné e um aparelho celular conectado diretamente aos órgãos centrais do poder público. Esses agentes atuariam como os “olhos” da prefeitura nas ruas, auxiliando voluntariamente na fiscalização preventiva de focos de lixo, campanhas locais de vacinação, apoio ao bem-estar animal e transmissão de informações essenciais de segurança.

“Não é para assalariar ninguém. É para o cara ser participativo, porque ele já está aposentado, ele quer um empoderamentozinho”, explica o arquiteto.

O custo de manutenção desses agentes seria praticamente nulo, compensado com benefícios indiretos simples fornecidos pela própria infraestrutura escolar do bairro.

ANIVERSÁRIO

Senac MS confirma horário para distribuição do bolo de Campo Grande

Gilka Cristina Trevisan, diretora de educação do Senac de Mato Grosso do Sul, confirmou que, a princípio, o horário para distribuir o bolo será às 11h

26/08/2026 09h30

Produção do bolo de 840 quilos envolveu mais de 60 pessoas

Produção do bolo de 840 quilos envolveu mais de 60 pessoas Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O tão aguardado bolo dos 127 anos de Campo Grande será distribuído às 11 horas desta quarta-feira (26). Apesar do desfile cívico-militar ter sido cancelado por causa da chuva, que atingiu a Capital sul-mato-grossense desde as primeiras horas do dia, a repartição do bolo de 32 metros de comprimento está mantida. O horário foi confirmado em entrevista com a diretora de educação do Senac MS, Gilka Cristina Trevisan.

As mesas já estão montadas na Avenida Afonso Pena, entre as ruas Calógeras e 14 de julho, para receber o bolo que possui aproximadamente 840 quilos. Antes do cancelamento do desfile, a expectativa era que fossem distribuídos 2500 fatias para o público.

A diretora falou sobre a sensação de participar deste momento inédito. "Bom, o Sistema Fecomércio está extremamente feliz em poder proporcionar para a nossa população de Campo Grande a entrega desse bolo, que significa muito para nós. Cada pedaço desse bolo tem o nosso conhecimento da gastronomia, o trabalho dos nossos alunos, dos nossos docentes. Nós estamos há duas semanas preparando esse bolo de mais de 800 quilos, 32 metros. Ele tem vários módulos, está escrito Campo Grande 127 anos, e a gente fica muito orgulhoso de poder proporcionar e compartilhar com a população da Capital esse dia tão importante e feliz. 

A diretora afirmou que o caminhão frigorífico está posicionado e a equipe está preparada com com todas as normas de higiene e manipulação, com toucas e luvas. Ela também disse que como cada letra do bolo tem mais de 1,20 metro, então a tendência é de demorar um pouco para alinhar a frase.

"Então, a partir das 10h a gente monta e às 11h a gente começa a servir para toda a população que estiver aqui conosco nesse momento tão significativo".

Na produção do bolo estavam envolvidos mais de 60 pessoas, entre alunos, docentes, funcionários envolvidos com insumos, logística e marketing. 

Desfile cancelado

A Prefeitura de Campo Grande anunciou, em sua rede social, que o desfile cívico-militar em homenagem aos 127 anos da cidade está cancelado "devido à forte chuva". O evento estava marcado para começar às 8h, desta quarta-feira (26), e teria cerca de 60 instituições desfilando pela rua 13 de Maio. As chuvas começaram às 2h da madrugada na Capital e, até o momento, segue de forma mais leve. 

Por conta do cancelamento, vias que estavam com o tráfego restrito na região central da cidades foram liberadas assim que a administração decidiu cancelar o evento. 

ANIVERSÁRIO DA CAPITAL

Mesmo sob chuva Corrida do Facho abre celebrações dos 127 anos de Campo Grande

Tradicional prova reuniu 24 equipes no Centro da Capital na manhã desta quarta-feira (26)

26/08/2026 09h15

Mesmo sob chuva, atletas participaram da tradicional Corrida do Facho na manhã desta quarta-feira (26)

Mesmo sob chuva, atletas participaram da tradicional Corrida do Facho na manhã desta quarta-feira (26) Marcelo Victor

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A chuva que marcou o início desta quarta-feira (26) não impediu a realização de uma das mais tradicionais provas esportivas de Campo Grande. A Corrida do Facho reuniu atletas civis e militares pelas ruas da região central como parte das comemorações pelos 127 anos da Capital. 

A competição começou às 6h, com a disputa feminina, seguida pela prova masculina, às 7h. A largada e a chegada ocorreram na Rua 13 de Maio, esquina com a Avenida Afonso Pena. De lá, os atletas seguiram pela Rua Dom Aquino e Rua 14 de Julho antes de retornarem à 13 de Maio. 

Ao todo, 24 equipes foram inscritas, sendo 12 no masculino e 12 no feminino. Entre os participantes estavam grupos de corrida, assessorias esportivas, Corpo de Bombeiros Militar e equipes formadas por corredores da Capital. 

Na disputa masculina, cada equipe pôde contar com até 12 atletas, sendo dez titulares e dois reservas. Foram dez voltas, com percurso aproximado de mil metros para cada corredor. No feminino, as equipes tiveram até sete integrantes, cinco titulares e duas reservas, e a disputa ocorreu em cinco voltas, também com aproximadamente mil metros percorridos por atleta. 

O percurso foi acompanhado por árbitros da Federação de Atletismo de Mato Grosso do Sul (FAMS) e fiscais de pista.

Para a educadora física Evelin Eich Ribeiro, a edição deste ano teve um significado especial. Ela participou da Corrida do Facho pela primeira vez e relatou que a chuva não prejudicou seu desempenho. Pelo contrário, o clima mais ameno tornou a experiência ainda mais agradável. 

“Foi a primeira vez que eu participei dessa corrida e eu achei muito legal”, contou Evelin. Segundo ela, a chuva não chegou a ser um problema durante a prova e o tempo mais frio até favoreceu seu desempenho.

A estreia terminou ainda melhor com a vitória da equipe. Evelin destacou que, em uma prova disputada coletivamente, o resultado individual fica em segundo plano e o objetivo passa a ser contribuir para o desempenho do grupo. 

“Eu fiquei muito feliz porque consegui ajudar a minha equipe. Nessa hora, a gente não pensa no nosso resultado, a gente pensa em fazer o máximo para conseguir ajudar a equipe”, afirmou.

A atleta disse ainda que procurou dar o máximo durante seu trecho para colocar a equipe em melhores condições na disputa e contribuir para a vitória.

As três primeiras colocadas de cada categoria recebem troféus, enquanto atletas e técnicos são premiados com medalhas. Os campeões também ficam com o Troféu Transitório, que volta a ser colocado em disputa na edição seguinte. A posse definitiva ocorre caso uma equipe conquiste a prova por três anos consecutivos ou cinco anos alternados.

Desfile cancelado

A Corrida do Facho estava programada para anteceder o tradicional Desfile Cívico-Militar em comemoração ao aniversário da cidade. O desfile, porém, foi cancelado na manhã desta quarta-feira.

Com isso, a corrida foi mantida como uma das atividades desta manhã no aniversário de 127 anos de Campo Grande. A programação comemorativa também prevê a tradicional distribuição de bolo à população.

 

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