Cidades

bancos de areia

Urbanização acelera assoreamento de rios e córregos de Campo Grande

Urbanização acelera assoreamento de rios e córregos de Campo Grande

daniella arruda

03/07/2011 - 17h50
Continue lendo...

Abertura de novos empreendimentos habitacionais, execução de grandes obras de urbanização, expansão da pavimentação asfáltica e as particularidades do solo de cada região vêm contribuindo para tornar cada vez mais visível e acentuado em Campo Grande o assoreamento de rios, córregos e lagos, fenômeno que já atinge há décadas grandes centros urbanos como São Paulo (caso do Rio Tietê). 

Na capital sul-mato-grossense, os exemplos mais notórios são o lago do Parque das Nações Indígenas, abastecido pelo córrego Prosa, e o córrego Sóter, no trecho situado dentro do parque de mesmo nome.

No entanto, o problema já vem atingindo em escala crescente outros cursos d’água da cidade — é o caso do Rio Anhanduí, que corre por toda a extensão da Avenida Ernesto Geisel, e onde já é possível encontrar alguns trechos quase que totalmente tomados por bancos de areia. 

Na avaliação de ambientalistas e especialistas do setor, o depósito de sedimentos no Rio Anhanduí e nos demais cursos d’água do município cresce ano a ano e só tende a aumentar, dado o adensamento populacional da cidade.

Atualmente com 33 córregos e um rio identificados, que integram 10 microbacias espalhadas por todo o município, Campo Grande ostenta uma população 15,7% maior que há 10 anos atrás e densidade demográfica de 97,22 habitantes por quilômetro quadrado.

Agravamento
“Não se sabe quando, mas chegará a um ponto em que será preciso fazer a limpeza do leito (dos córregos da Capital), tal como se faz hoje com frequência no Rio Tietê”, prevê o engenheiro civil e mestre em hidráulica e saneamento Jorge Gonda, que também preside a Fundação Francisco Ancelmo para Conservação da Natureza em Mato Grosso do Sul (Fuconams).

O ambientalista ressalta ainda que na verdade, a concentração de sedimentos nos cursos d’água de Campo Grande não é resultado de uma única chuva - que carregou material para o leito dos córregos - mas sim do acumulado de vários anos. “Obras em geral, construção de prédios, despejo de entulhos pela própria população, tudo isso causa um impacto. A cada ano vai ter mais sedimentos no fundo. Alguma coisa pode até ir embora com a enxurrada, mas a maior parte fica e naqueles pontos em que a velocidade da água é menor, o problema piora”, comentou.

No caso do Parque Sóter, a área é rodeada por terras frágeis e mesmo que tenha passado por urbanização de fundo de vale, o solo do entorno é bastante arenoso.

O presidente da Fuconams alerta ainda para outra região da cidade considerada em risco. “O Nova Lima ainda não está muito urbanizado, mas os terrenos estão desprotegidos, já não tem quase que vegetação nenhuma e o solo é bastante frágil. Tem que se tomar muito cuidado com o sistema de lançamento das águas da chuva que foi feito no local, porque há o risco de causar erosão nas regiões situadas mais abaixo”, pontuou.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

Assine o Correio do Estado

MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

Continue Lendo...

Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).