Cidades

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Valter Pereira: "não subo no palanque de André Puccinelli"

Valter Pereira: "não subo no palanque de André Puccinelli"

Redação

28/06/2010 - 06h22
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adilson trindade e fernanda brigatti

Ao deixar a convenção regional do PDT, o senador Valter Pereira (PMDB) não escondeu a sua mágoa com o governador André Puccinelli (PMDB) por prejudicá-lo nas prévias que indicaram o candidato do partido ao Senado. “Não subo no palanque de André”, declarou. Ele não participou da convenção do PMDB, mas fez questão de prestigiar e discursar na do PDT. Em tom irônico, disse que “cumpro um ritual, passei por lá (pela convenção do PMDB). Passei de avião”.

O senador evitou dar declaração de apoio explícito à candidatura do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) na sucessão estadual. Mas no discurso, disse que estará lutando pela “vitória da democracia sobre a arrogância”.

O que está definido por Valter é a sua ausência na campanha do governador André Puccinelli. E não pretende voltar atrás de sua decisão. “Com o governador estou rompido. Rompimento é rompimento”, disse, em entrevista aos jornalistas. “Eu não ia subir na tribuna do Senado para depois subir no palanque dele. Na campanha  do André, eu não entro. Não subo, não subo”, ressaltou o senador, que é um dissidente assumido do PMDB decidido a trabalhar pela derrota do candidato do seu partido na sucessão estadual.

Mas admite que terá de votar em um candidato a governador. A candidatura de José Orcírio seria uma opção para ajudar a impedir a reeleição do seu desafeto, André Puccinelli. Ele não assumiu, pelo menos publicamente, a sua intenção de apoiar o candidato petista.
Questionado se fará campanha de José Orcírio, o senador peemedebista saiu pela tangente. “Entre a iniciativa de prestigiar a convenção (do PDT, coligado com o PT) e entrar em uma campanha tem uma distância muito grande”, explicou, de forma genérica. Ele não diria que a sua participação na convenção seria também indicativo de, no decorrer da campanha eleitoral, assumir a candidatura de José Orcírio. O senador considera a sua atitude de comparecer à convenção a “um gesto de cortesia”.

Mas muda de tom quando perguntado se vai fazer a campanha de Dilma Rousseff, em Mato Grosso do Sul, para a Presidência da República. “Eu subo no palanque da Dilma”, declarou. Ele deixou claro, com isto, que estará distante da campanha do tucano José Serra na corrida presidencial, contrariando a orientação do PMDB local de se aliar ao PSDB.

No palanque de Dilma, ele admite dividir o mesmo espaço com o ex-governador José Orcírio. Mas fugiu, de novo, das perguntas de apoiar o candidato petista na sucessão estadual. “Eu falei aqui dos compromissos nacionais”, esquivou-se o senador.

Senado
Valter não estará engajado na campanha do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) na disputa para o Senado. Ele vai estar empenhado em derrotá-lo apoiando a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT). Valter sentiu-se à vontade na convenção do PDT, fez discurso em defesa da eleição dos dois candidatos a senador.

E num discurso contundente, Valter declarou estar prestando homenagem a um partido que é democrático. “Presto aqui a minha homenagem. Foi desenhado lá em Brasília um projeto comum que se alastrou País afora. Tem a consonância que garanta a vitória da democracia sobre a arrogância, a vitória da democracia e da liberdade, que é isso que a população do Brasil e de Mato Grosso do Sul esperam”, afirmou.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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