Cidades

Gás estireno

Vazamento de gás tóxico em Manaus leva 512 pessoas a hospitais; uma está internada

Gás estireno, utilizado na fabricação de plásticos e poliestireno, vazou por meio de fissura em tanque

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Por três dias, os bombeiros do Amazonas combateram o vazamento de gás estireno em uma empresa no Polo Industrial de Manaus, que teve início na última quarta-feira, 16, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Ao todo, 512 pessoas foram atendidas com a suspeita de exposição ao gás, enquanto uma segue internada.

Em nota, a Videolar-Innova, empresa responsável pelos tanques, manifestou o seu profundo agradecimento à ação decisiva das autoridades componentes do Comitê de Emergência e à mobilização das autoridades municipais envolvidas. Também expressou suas desculpas à população de Manaus e assumiu publicamente o compromisso de investigar a fundo as causas e aplicar as soluções cabíveis para que eventos como esse não voltem a ocorrer.

A empresa citou a fala do Diretor-Presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, informando que não foram constatadas fissuras no tanque Junto à fala do secretário de Saúde do Estado do Amazonas, Luís Alberto Saraiva, que afirmou que as medidas de segurança e monitoramento demonstraram ser eficientes em eliminar o risco para a saúde pública.

O estireno é usado na fabricação de plásticos e poliestireno. O comandante-geral do corpo de bombeiros, coronel Orleilso Muniz, reforçou na segunda-feira, 20, que o vazamento do gás foi contido e detalhou como se dará a continuidade dos trabalhos a partir de agora.

"Nesse momento, não encontramos qualquer resíduo do gás estireno tanto no entorno, como dentro da área que foi isolada. Estamos com emissão zero a partir do tanque que foi sinistrado", disse Muniz. "O Corpo de Bombeiros continuará dentro da empresa, mantendo o resfriamento (do tanque afetado). Esse é um trabalho que poderá durar meses para desinstalação, retirada de todo material com segurança e, a partir daí, ser dada a destinação adequada para o produto daquele tanque", explicou.

Um dia após o início do vazamento, na sexta-feira, 17, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autuou a Innova em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

A penalidade foi aplicada com fundamento na Lei Federal nº 9 605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que estabelece sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais; e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina os procedimentos de fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Estado do Amazonas.

Mesmo após o vazamento, o Ipaam deve monitorar os trabalhos realizados na fábrica onde ocorreu o acidente, disse a SSP.

Entre as ações previstas pela pasta, estão o acompanhamento da qualidade do ar, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM); a análise dos efluentes gerados; a fiscalização da destinação ambientalmente adequada dos resíduos remanescentes do tanque; e a verificação do cumprimento das condicionantes da Licença de Operação (LO) da empresa, vigente até outubro de 2026.

Além disso, a SSP esclareceu que o Ipaam poderá adotar novas medidas administrativas previstas na legislação ambiental, caso outras irregularidades sejam constatadas.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) iniciou as investigações sobre o vazamento do gás estireno na segunda-feira Por enquanto, os peritos realizam uma avaliação preliminar para levantar informações sobre o ocorrido e fazer um registro da área com drones.

O DPTC afirmou que o laudo não tem prazo para conclusão em razão do volume de informações, que ainda serão levantadas e analisadas em conjunto com os vestígios encontrados no local.

Em reunião no último domingo, 19, o comitê composto por órgãos estaduais da Segurança Pública, Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente e Educação, além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), decidiu liberar, a partir da segunda-feira, as atividades das empresas do Polo Industrial, unidades de ensino da rede estadual e serviços públicos, que haviam sido suspensas desde o dia do acidente, informou a SSP.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também investiga o acidente, por meio de um Inquérito Policial (IP) instaurado, a ser conduzido pelo 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para apurar todas as circunstâncias relacionadas ao fato.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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