Cidades

Em dúvida?

Veja como saber se você deve pagar o IPTU ou não

O Correio do Estado disponibilizou um passo a passo para você conferir se o pagamento do imposto do seu imóvel está suspenso ou deve ser pago até às 23h59 de hoje (12)

Continue lendo...

Em meio à briga entre a Prefeitura de Campo Grande e a Justiça, o prazo para pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) vence hoje, seja para os contribuintes que optaram por fazer o pagamento à vista com o benefício do desconto de 10% ou para os que parcelaram o valor e precisam quitar a segunda parcela, ainda há dúvidas entre a população. Afinal, devo ou não pagar? Como faço para regularizar o imposto? 

A decisão proferida ontem (11) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul estabelece que apenas os contribuintes que tiveram readequação ou atualização do valor do imposto de 2026 maior que o determinado de 5,32% em comparação ao IPTU de 2025 estão com o pagamento suspenso. 

Ou seja, os boletos onde o “Cálculo da Avaliação” do IPTU 2025 somado a 5,32% corresponder ao Valor da Avaliação do IPTU 2026, devem ser pagos até o dia de hoje (12) às 23h59 para não sofrer cobrança de juros. 

O Correio do Estado noticiou ontem que, de acordo com o Município, apenas os imóveis territoriais (terrenos) tenham sofrido alterações além da recomposição inflacionária de 5,32%.

No entanto, o juíz Ariovaldo Nantes Corrêa, responsável pela decisão do Judiciário, alegou que não há como comprovar o fato, razão pela qual “deve prevalecer a decisão proferida e que diz respeito a todos os imóveis da capital (predial ou territoriais) cujo valor de 2025 acrescido de 5,32% ultrapassem a importância cobrada no valor da avaliação de 2026”. 

Passo a passo

Para facilitar a consulta dos cidadãos sobre quem deve ou não realizar o pagamento até esta quinta-feira, a prefeitura criou um endereço eletrônico específico para as consultas e realização dos pagamentos. 

O Correio do Estado criou um passo a passo para ajudar. Confira: 

  • Primeiramente, você deve acessar o site https://iptu.campogrande.ms.gov.br/ e inserir a Inscrição Municipal, marcar a caixa de verificação “Não Sou um Robô” e, depois, clicar em “Entrar”. 
Reprodução
  • Na parte dos Débitos, já constam as datas de vencimento das parcelas reajustadas. Se não constar nenhuma observação, significa que o seu imóvel não está entre os 15 mil com pagamentos suspensos. Assim, o pagamento deve ser efetuado. 
Reprodução

Caso apareçam tarjas vermelhas de observação, o imóvel está com pagamento suspenso e deve aguardar um novo cálculo pela Prefeitura. 

Outro site disponibilizado pela prefeitura é o https://consultaiptu.campogrande.ms.gov.br/, criado especificamente para comparar os valores do IPTU de 2025 e de 2026. 

Neste site, é possível visualizar os valores cobrados e fazer o cálculo da alíquota e variação dos valores. Veja abaixo:

  • Primeiramente, insira a incrição municipal;

A próxima página mostra os detalhes do imóvel. Na parte de comparativo, é indicado o percentual de aumento do imposto. Caso o valor não exceda 5,32%, o pagamento deve ser efetuado e o imposto segue válido.

Segundo a prefeitura, o site pode sofrer instabilidades devido a alta procura e demanda. Por isso, reforça que, em caso de dúvidas, os contribuintes podem procurar a Central do Cidadão, localizada na Rua Marechal Rondon, 2655, no Centro da cidade. 

Conforme o superintendente da Administração Tributária da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), Antônio Roberto, o município está preparado para atender a demanda.

“Estamos preparados para atender todos os contribuintes. Reforçamos a equipe com mais 10 servidores e, enquanto houver pessoas aguardando atendimento dentro do horário de funcionamento, todos serão atendidos”, afirmou.

O atendimento presencial normalmente é aberto ao público até às 19 horas. No entanto, com a alta demanda, a decisão judicial obriga os atendimento ao público até às 23h59 ou até o último contribuinte ser atendido. 


 

"LUCRO CERTO"

MPE aponta suposto esquema de advogados com prefeitura de Coxim

A investigação apura a existência de contratos celebrados, sem licitação, nos anos de 2021, 2022 e 2023

12/02/2026 12h00

Segundo as apurações, durante a execução contratual teriam sido pagos mais de R$ 1,5 milhão à empresa

Segundo as apurações, durante a execução contratual teriam sido pagos mais de R$ 1,5 milhão à empresa Divulgação

Continue Lendo...

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou, na manhã desta quinta-feira (12), a operação “Lucro Certo” que teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Coxim e Campo Grande.

A investigação apura a existência de contratos celebrados, sem licitação, entre a Prefeitura de Coxim e uma empresa de advocacia nos anos de 2021, 2022 e 2023. Os acordos previam pagamentos a serem feitos na modalidade “ad exitum” na recuperação de créditos de ICMS.

Conforme o MPMS, ficou estabelecido que a empresa receberia um percentual sobre o valor econômico eventualmente obtido com a recuperação de créditos tributários que seriam devidos ao município a título de repartição de receitas.

No entanto, segundo as apurações, durante a execução contratual teriam sido pagos mais de R$ 1,5 milhão à empresa, mesmo sem a comprovação de prestação efetiva de serviços ou de resultado econômico positivo aos cofres públicos.

De acordo com o Ministério Público, o nome da operação “Lucro Certo” faz referência ao suposto recebimento de valores pela empresa sem a correspondente contraprestação.

Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações. Até o momento, o MPMS não informou se houve afastamentos ou bloqueio de bens.

Prefeituras investigadas

Vale lembrar que ao menos 12 prefeituras de Mato Grosso do Sul já entraram na mira do MPE devido à situação semelhante. Por exemplo, em outubro de 2025, a promotoria de Mundo Novo abriu um inquérito para investigar contratos de um escritório de advocacia que possivelmente fazia parte de um grande esquema, supostamente ilegal, e que teria provocado um rombo milionário aos cofres públicos. 

À época, o escritório em questão prometia a recuperação de R$ 2,16 milhões que a prefeitura supostamente teria a receber da Previdência Social. No final do processo, recebeu em torno de R$ 430 mil da gestão pública, o que equivalia a 20% do valor que alegava ter recuperado para os cofres municipais.

De acordo com as investigações, o modelo funcionava a partir da orientação para que os municípios deixassem de recolher parte de tributos federais, sob o argumento de que havia créditos acumulados referentes a pagamentos feitos a maior nos anos anteriores. 

Com base nessa tese, as prefeituras passaram a compensar valores que, segundo o escritório, seriam indevidos, especialmente sobre verbas trabalhistas como adicional por tempo de serviço, horas extras e um terço de férias.

Do montante que deixava de ser recolhido, 20% eram repassados ao escritório a título de honorários contratuais, muitas vezes antes mesmo de qualquer decisão definitiva sobre a legalidade das compensações. O pagamento era feito com base na estimativa de crédito recuperado, ainda que não houvesse confirmação final por parte dos órgãos federais.

Posteriormente, a Receita Federal passou a cobrar os valores que deixaram de ser pagos, acrescidos de juros e multas. Com isso, as prefeituras passaram a acumular dívidas milionárias, enquanto os honorários já haviam sido quitados, o que levantou suspeitas sobre a legalidade dos contratos e a efetiva existência dos créditos alegados.

Assine o Correio do Estado
 

INQUÉRITO CIVIL

Unidade de Reabilitação do CEM é alvo do MPMS por falta de infraestrutura

Infiltrações, equipamentos inoperantes e ausência de contrato de manutenção preventiva são os problemas apontados

12/02/2026 11h45

Centro de Especialidades Médicas (CEM), localizado na Travessa Guia Lopes, 71, Centro, em Campo Grande

Centro de Especialidades Médicas (CEM), localizado na Travessa Guia Lopes, 71, Centro, em Campo Grande Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Unidade Especializada de Reabilitação e Diagnóstico (Uerd) localizada no Centro de Especialidades Médicas (CEM), em Campo Grande, é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por possíveis irregularidades em estrutura e equipamentos - falta de infraestrutura.

O MPMS, por meio da 32ª Promotoria de Justiça, instaurou Inquérito Civil para investigar problemas de infiltrações, equipamentos inoperantes e ausência de contrato de manutenção preventiva, o que traz riscos para pacientes e dificuldades para servidores exercerem seu trabalho de forma eficaz.

As queixas foram apontadas pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região (Crefito-13).

De acordo com o Ministério Público, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou a chegada de novos aparelhos em 2025, como ultrassom terapêutico, laser duo, e eletroestimuladores.

Já a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) pontuou que obras de reforma no CEM já foram concluídas, como revisão completa do layout; correção de infiltrações; substituição de pisos, portas e janelas e adequações elétricas/hidrossanitárias.

Mas, apesar dos avanços, alguns problemas ainda permanecem.

A Promotoria de Justiça determinou que a Sesau apresente documentos das medidas adotadas, como contratos de manutenção, avanços nos processos de compra e ações emergenciais.

O objetivo é garantir atendimento seguro e adequado, em conformidade com os parâmetros legais e sanitários do Sistema Único de Saúde (SUS), aos pacientes.

O CEM em Campo Grande (MS) oferece serviços essenciais como neurologia, ortopedia, oftalmologia, mastologia, odontologia e pediatria. É vinculado ao SUS.

O local atende pacientes mediante agendamento, sem nenhum custo. Mas, nos últimos tempos, a população tem enfrentado meses e meses de fila de espera para conseguir atendimento no CEM.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).