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ENEM X VESTIBULAR

Vestibular UEMS: prova acontece amanhã na Capital e em outros 18 municípios do Estado

Exame para ingressar na universidade estadual tem diferenças na redação e em número de questões comparada ao Enem

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Depois do Enem, os vestibulares são os grandes bichos papões daqueles que querem iniciar uma graduação. Neste domingo (23), é a vez de fazer a prova quem deseja ingressar na Universidade Estadual do Estado, a UEMS.

Com duração de 5 horas, o exame inclui 60 questões objetivas nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática. Além das questões de múltipla escolha, a redação que é tão aguardada no Enem também faz parte da avaliação no vestibular.

A jornalista e professora Bruna Lucianer dá aulas de redação desde 2022, e em entrevista ao Correio do Estado, explicou que a diferença entre ambos os exames não fica somente na quantidade de questões – o qual o Exame Nacional do Ensino Médio possui 30 questões a mais –, mas também entre as redações, a principal é na grade de correção.

“O Enem avalia e pontua a existência de uma solução para o problema do tema [proposta de intervenção], além de pontuar muito objetivamente os repertórios socioculturais do texto. A UEMS, assim como a UFMS, analisa com mais rigidez a presença e a utilização desses repertórios, além de não exigir proposta de intervenção”.

Bruna Lucianer, jornalista licenciada em Letras e professora de Redação desde 2022 - Reprodução Instagram @bruna_redacao

Bruna ainda reforça que o repertório para os vestibulares da universidade pública precisam ser bem escolhidos, de modo que o candidato consiga desenvolver da melhor forma possível, justamente devido à rigidez da correção.

Com os alunos, a professora conta que semanalmente os prepara para o desafio com redações na ‘forma’ que o vestibular pede, para que eles se adaptem ao modelo exigido em cada prova. Além disso, ela também revela avaliar os textos de acordo com a grade de correção de cada um dos vestibulares.

“Eu trabalho revezando temas Enem e Fapec [UEMS e UFMS], e elaboro os temas com as características específicas de cada prova, corrijo com a grade correspondente. Isso faz toda a diferença na preparação deles”, explica.

Conforme psicólogos e também professores aconselham, Bruna segue a mesma linha sobre os cuidados que o candidato precisa ter pré-prova. “Para esse momento o ideal é descansar e se concentrar. Dormir bem, se alimentar bem. E se tratando de redação, dar uma lida nas correções recentes, lembrar gargalos e potencialidades. Isso ajuda bastante”, comenta.

Como o tema é surpresa, a professora diz que a UEMS é imprevisível, mas acredita que nesse ano algumas das duas universidades públicas do estado – Estadual ou Federal –, podem apresentar discussão relacionada à tecnologia e/ou redes sociais.

DIA DA PROVA

Além do conhecimento e preparo do ano todo, no dia da prova é necessário que o candidato leve obrigatoriamente documento de identificação físico com foto. Nessa prova não serão aceitos documentos na versão digital.

Entre as opções que podem ser levadas estão carteiras expedidas pelos seguintes órgãos:

  • Comandos Militares;
  • Secretarias de Segurança Pública,
  • Institutos de Identificação;
  • Corpos de Bombeiros Militares;
  • órgãos fiscalizadores de exercício profissional (ordens, conselhos etc.);

Além de passaporte, carteira de Trabalho e Previdência Social ou CNH.

Também é necessário levar caneta esferográfica de tinta preta ou azul em tubo transparente. A mesma condição serve para a garrafa de água, que deve ser de material transparente.

De acordo com o edital, o candidato deve comparecer ao local de prova com antecedência de 30 minutos do horário previsto. Os portões serão fechados às 8h, no horário oficial de Mato Grosso do Sul.

O local de prova de cada candidato, bem como a cadeira que sentará, está no edital de convocação divulgado na última segunda-feira (17). Clique aqui para conferir.

Além de Campo Grande, outros 18 municípios terão a aplicação das provas em suas respectivas unidades, são eles: Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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