Cidades

violência contra mulheres

Vítimas devem fazer denúncia, alerta delegada

Vítimas devem fazer denúncia, alerta delegada

Gabriel Maymone

14/01/2014 - 15h35
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A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Rosely Molina, alerta as vítimas de violência que, embora com receio, denunciem seus agressores. “As mulheres devem ter consciência que possuem direitos e que estes direitos devem ser respeitados”.

Somente neste ano, já foram registrados 208 casos de violência doméstica. Diante do alto número de casos, a delegada afirma que a polícia está enfrentando a situação com medidas repressivas, responsabilizando penalmente os autores de delito e oferecendo acolhimento e proteção às vítimas, oferecendo as mesmas a possibilidade de solicitação de medidas protetivas de urgência, seja preventivamente com a realização de campanhas de sensibilização.

A delegada diz que a Deam tem instaurado os Inquéritos Policiais e procurado concluir as investigações destes crimes com a maior celeridade possível.

As estatísticas mostram números impressionantes: no ano de 2013, foram registrados 5.640 (cinco mil, seiscentos e quarenta) boletins de ocorrência, dos quais 3.022 (três mil e vinte e dois) inquéritos policiais relatados e 839 (oitocentos e trinta e nove) boletins de ocorrência circunstanciados foram encaminhados à Vara de Violência Doméstica e Familiar desta cidade, sendo que só neste ano de 2104, já se contabiliza 208 (duzentos e oito) registros de Boletim de Ocorrência.

falsificação documental

Esquema de diplomas falsos é alvo da Polícia Civil em interior de MS

Suspeitos ofereciam 'serviço' de falsificação dos documentos e diziam a estudantes de escolas estaduais que não era necessário ir a aulas e provas

27/05/2026 11h30

Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas do ensino médio em duas cidades do interior do estado, Bataguassu e Santa Rita do Rio Pardo, a 310 e 242 quilômetros da Capital, respectivamente. Os investigados de comprar os documentos falsos são menores de idade.

A investigação iniciou após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por alguns estudantes. De acordo com as informações policiais os certificados de conclusão do ensino médio eram pagos por pix.

Para conseguir o serviço, os alunos contatavam um dos suspeitos, que prometia emitir os documentos sem necessidade dos alunos frequentarem a escola ou realizarem as provas.

Até o momento, a investigação apreendeu históricos escolares e certificados suspeitos, além dos comprovantes de pagamento feito nas negociações. A polícia aponta o envolvimento de mais de uma pessoa, mas não divulgou identificação e quantos são os envolvidos.

Porém, entre os envolvidos, há indivíduos de fora do ambiente escolar que também adquiriram outros documentos falsos, além de suspeitos maiores de idade, que agiam no contato e abordagem dos 'clientes' e em movimentações financeiras.

As duas cidades que ocorrem a investigação são vizinhas e apresentam distância de aproximadamente 68 quilômetros.

O caso segue em andamento para identificação completa dos envolvidos no esquema, assim como a organização e modus operandi da produção e comercialização da falsificação.

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Em MS

Mulher é condenada por ofensas racistas contra a ex-cunhada em Terenos

O caso aconteceu em 2023 e os insultos e ameaças foram feitos partir de áudios enviados via Whatsapp

27/05/2026 10h30

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças Foto: Divulgação

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Após atuação do Ministério Público de Mato Grosso Sul (MPMS), uma mulher foi condenada em Terenos pelos crimes de ameaça e racismo (injúria racial equiparada), por ofensas direcionadas à ex-cunhada. A atuação aconteceu por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. 

O caso ocorreu em junho de 2023 e completará três anos no próximo mês, na época do acontecimento a ré encaminhou áudios por meio do Whatsapp para familiares da vítima e proferindo inúmeras ofensas verbais de cunho racista, ainda nos áudios foram feitas ameaças de violência física e morte. 

Entre os conteúdo dos áudios encaminhados à vítima constava ameaças como “não sairia viva” e ainda declarou que “cortaria o pescoço” dela e de seus filhos. Em depoimento a vítima confirmou os fatos e alegou ter sentido medo real das ameaças. 

A irmã da vítima confirmou o acontecido e afirmou ter recebido os áudios contendo insultos de cunho racial e ameaças à ofendida.

Já a defesa da ré negou parte dos fatos, sustentando o argumento que estava fazendo apenas um mero desabafo em um contexto de abalo emocional. Ela ainda alegou que não se recorda de ter feito as ameaças mencionadas na denúncia. 

Porém o Juízo recusou a alegação da defesa e acolheu a denúncia do MPMS, reconhecendo que as provas se mostraram coerentes e suficientes para a condenação. 

Por fim, a ré foi condenada a 2 anos de prisão, pelo crime de injúria racial equiparada e um mês de detenção pelo crime de ameaça, inicialmente ela irá cumprir em regime aberto. 

Ainda foi fixado pelo Juízo um pagamento de dez dias-multa, quando o condenado é obrigado a pagar uma quantia ao Fundo Penitenciário Nacional (FUMPEN), tendo em vista a gravidade das ameaças. 
 

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